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Sexta-feira, 04/07/2008
Divulgação/ Chanel

Depois do desabafo do post anterior me regozijo com o que vou contar hoje. Dia desses começou a ser veiculada na França uma campanha de conscientização para a entrada em vigor de uma nova lei. A partir de outubro todo mundo deverá carregar em suas viagens dois importantes itens de segurança. Em caso de pane do carro, em qualquer rota, as primeiras medidas a serem tomadas devem ser essas: colete e triângulo. Até aì tudo bem não fosse o garoto-propaganda o kaiser da moda francesa Karl Lagerfeld.
Reprodução/ Internet

" É amarelo, é feio, não vai com nada, mas pode salvar a vida" diz a frase do cartaz divulgado pelo governo francês, quatro meses antes da nova lei entrar em vigor.
Achei bacana Lagerfeld, designer da Chanel, Fendi, de sua própria grife, fotógrafo e proprietário de uma grande livraria em Paris emprestar sua convincente imagem a um propósito coletivo.
Ana Clara Garmendia

Surpreendi-me ao vê-lo colocar o colete no encerramento do luxuoso desfile de alta-costura outono-inverno 2008/09 na última terça-feira pela manhã no Grand Palais. .
Faz muito tempo que eu insisto que a moda é vazia se formos olhar apenas sob a ótica dos desfiles. Pelo visto não sou apenas eu a partilhar a idéia de que, mesmo os desfiles, precisam se renovar e deixar de ser o que viraram: um grande circo de egos onde mulheres magérrimas mostram roupas a serem usadas em uma realidade distante do que é realmente nossa vida hoje. Lagerfeld simplificou suas roupas. Menos brilho, menos cores, menos cabelo, menos maquiagem, nada de jóias. A alta-costura toda passa por uma renovação ( que fique claro não todos os estilistas estão nessa) onde os vestidos são lindos, mas podem ser usados em noites de festa comuns. Coco Chanel foi a responsável pela simplificação dos trajes femininos no início do século 20 e, se fosse viva hoje, tenho a certeza de que gostaria de ver sua grife prestando um serviço ao cidadão, em meio ao grande circo de luxo que é um desfile seu.
Em tempos onde o Brasil passa pelo choque da Lei seca é um bom exemplo o francês de primeiro avisar, educar e depois punir.
Ps: Muita gente vai querer compra o colete achando que é moda para ser usada no dia-a-dia. Sei que alguns não tinham a informação da real utilidade da aparição do assessor de Lagerfeld com o colete amarelo.
Beijos
Ana Clara
E faz alguns dias que a correria de desfiles está enorme por aqui. Me desdobro em mil entre afazeres diários de uma mulher comum. É casa, supermercado, ginástica, cuidados em geral com o look mais a vida de uma jornalista que, no momento, tem o foco na moda. Não fui minha vida inteira interessada apenas nela. Passei por várias editorias até desembarcar nesse mundo fútil e por vezes cansativo. Não fosse toda a história da vestimenta tão importante para as relações sociais, políticas e econômicas podem ter certeza: eu não estaria nessa. Não suporto o frufru e não agüento a ignorância da superficialidade travestida de "pouco caso" das coisas. Explico: tenho ido a vários eventos de moda e dia desses presenciei uma cena que me deixou pasma. Uma atriz famosa da televisão brasileira fazia turismo em Paris e, como eu, estava na saída das pompas fúnebres do YSl. Eis que a dama, se é que se pode chamar assim alguém que pense como ela, ao ver a Suzy Menkes ( fotada aqui) dando entrevista a um canal de televisão fez o comentário em alto e bom tom: " Quem é ela?" Sem resposta prosseguiu " não tem importância quem seja feia desse jeito não adianta nada". Foi mais ou menos essa pérola que saiu da boca da atriz protagonista de diversas novelas de sucesso e capa de Playboy, que eu me lembre uma vez. Fiquei enojada, pasma e envergonhada ao ver uma pressuposta parte de nossa elite brasileira pensar assim.
Ana Clara Garmendia

A beleza não é tudo. A de Suzy veio em conhecimento, em rapidez e em força de trabalho. Mesmo sendo a principal redatora de moda em ação no mundo hoje ela também corre com sua maquininha na mão. Busca uma foto de Carine Roitfeld, editora da Vogue Paris e também outra agradável e solicita profissional. A foto da Carine na coluna de domingo na Gazeta.
Ana Clara Garmendia

Hoje as imagens do desfile de domingo da Dior Homme. Muitas slims, camisetas brancas, jaquetas em vinil e o tênis basquete branco como um dos grandes standards
masculinos de agora. A volta do modelo anos 80 atravessou a barreira das ruas e entra na passarela de uma das grifes mais adoradas por roqueiros, celebridades e pessoas ligadas em roupa durável com descontração.
Mais sobre os desfiles de Paris aqui
Ana Clara Garmendia

Volto logo
Bisous
Beijos
Eu começo a segunda-feira sem falar em Paris. Saudosa de Curitiba recebi dia desses algumas imagens que o Daniel Katz fez da campanha de inverno da grife de meu amigo Júnior, a Sexxes. Tudo bem, ele pode até ter vendido ações e tal, me lembro de ter escutado algo quando estava aì, mas para mim a Sexxes é e sempre vai ser do Júnior. Minhas primeiras matérias paranaenses sobre moda foram com ele, com o Silmar Alves, o Elon Marcos ( hoje Pin e Nu) e a Miriam Paintinger. Entrevistei, vivi suas coleções e seus percalços, enfim passei aquela barreira que dizem os jornalistas não poderem passar: fiquei amiga do estilista da Sexxes Antônio Gabardo Júnior e de toda essa turminha que citei acima.
Voltando ao Júnior: sabe o que mais manteve essa amizade em pé? Júnior com seu jeito tímido e grande conhecedor de moda, nunca me retaliou, se por acaso eu cheguei a fazer algum dia uma critica sobre seus desfiles. Ao contrário, rolava um papo legal depois onde a crítica e o criticado chegavam a denominadores comuns. Com isso crescemos sem jogos de egos, sem disputas, sem brigas, apenas com trabalho e troca de conhecimento. Então esse é um post de alegria por ver a Sexxes com belas imagens do Dani ( outro amigo amado que sempre me manda excelentes imagens e jamais me cobra sua publicações) e de respeito pela história que a grife tem. Solto o texto da Marcella para falar mais precisamente o que é a coleção. E envio os meus mais sinceros e calorosos desejos de sucesso. Desculpe, ultrapassei a barreira, mas é por uma boa causa. Nossa boa moda paranaense merece crescer, vender e se mundializar.
Black Sexy Sexxes
Por Marcella Ruschel
Black é a proposta para a coleção de inverno da Sexxes. Um misto de “rock’n’roll” com sensualidade mostra que cada vez mais a marca ganha força e um estilo próprio.
Daniel Katz/ Divulgação Sexxes

Os meninos sentem-se a vontade vestindo black jeans e detalhes que remetam a sua masculinidade. E eles amam as caveiras.
Daniel Katz/ Divulgação Sexxes

As meninas ganham atitude com trench-coat acinturados, skinny jeans e Audrey Hepburn como amuleto.
Pensando em conforto, sem esquecer a elegância, a a grife paranaense entra no inverno com uma coleção para o ano todo.
Beijos
Bacios
Bisous
Besos
Kisses
Reprodução/ Internet

Publiquei ontem no post abaixo a "ida" de Emma para a campanha do perfume Mademoiselle da Chanel. A atriz de Harry Porter, segundo várias publicações internacionais, inclusive o famoso tablòide inglês The Sun, teria assinado contrato de dois anos em valores que poderiam bater a casa dos 4 milhões de euros. A Chanel, no entanto, desmente a informação. Bem eu mantenho a notícia de que as grandes maisons investem em imagens de tops e atrizes mais jovens, mas espero para saber se é real mesmo a ida da Emma ou não.
Bem que achei estranho, menos de uma ano da campanha com Keira ser feita, ela ser substituída. Volto assim que tiver alguma confirmação. Kisses...
Reprodução/ Internet

Ana Clara Garmendia

A idéia do mercado de luxo internacional de focar em consumidoras mais novas ganha mais uma representante. Aos 18 anos, Emma Watson, a Hermione na saga Harry Potter, vai ser a nova garota-propaganda do perfume Mademoiselle de Coco Chanel.
A atriz firma um contrato de dois anos por de 3,5 mihões de euros. Emma entra no lugar de Keira Knightley que ano passado tinha substituído Kate Moss. Essa poderia ser uma notícia qualquer não fosse o fato de as marcas de luxo como Chanel, Burberry, Cavalli, entre outras, estarem buscando representantes mais jovens do que o normal. Kate tem 34. Keira 23.
Tudo isso tem vários significados. Um, o mais óbvio e mais importante, é a percepção de que as garotas endinheiradas gastam demais e existem muitas delas no mundo. As herdeiras têm fome de consumo. Suas listas de desejos são enormes e elas querem exatamente aquilo que as mães e avós associavam e continuam associando ao poder da beleza. Esse fato me deixa surpresa, mais conservadorismo nos anos 21? Eu bem que tinha percebido como as meninas se vestem igual a gente. Minha sobrinha de 19 anos adora minhas roupas e chama meus armários de a "melhor boutique do mundo". Com isso a moda tem outra característica: não se divide mais por idade e sim por estilo. Quem gosta de luxo, labels, etc, usa até a blusa ou bolsa da vovó. Quem gosta de style diferente desenvolve o seu com criatividade e humor, o que muitas vezes fica mais bonito, divertido e mais barato.
Bem, dei o recado.
Solto o Youtube com Keira num comercial lindo feito ano passado aqui em Paris. A música é da Joss Stone. O outro mais antigo ainda foi feito com Vanessa Paradis, mulher de Johnny Deep, francesa adorada pela Chanel que agora substituiu Kirsten Dunst na próxima campanha da Miu Miu.
Beijos
Fui com reticências e tudo, pois sempre fica algo no ar que poderia ter sido dito... C'est la vie.
Reprodução/ Esquire

Leio todos os dias várias notícias em jornais americanos, franceses, ingleses, italianos. Em muitas delas encontro "trocentas" ( licença poética para abreviar algumas palavras, ok?) matérias interessantes. Outras não. Mas hoje resolvi fazer o que muita gente que tem blog faz: o blogroll.
Quer dizer, vou publicar aqui o que li no NY Times e achei bem interessante como imagem, principalmente porquê descobri mais um estilista bonitão que, confesso, não conhecia seu rosto. É sexta-feita e eu, confesso novamente, não passei bem essa semana toda. Ressaca da morte de Yves Saint Laurent, banzo parisiense e uma terrível gripe de primavera me jogaram na lona. Mesmo assim não desisto e continuo. Sou brasileira hahahaha, adoro essa!. Tenho certeza que essa sensação de vazio que a moda parisiense passa vai "passar" ( quanta redundância Ana Clara! Dirão os críticos de plantão! Redundância sim, a vida é assim mesmo, por vezes, a gente se repete mesmo!) em poucos dias. Dia 26 de junho começam os desfiles do prêt-à-porter masculino e eu estou credenciada, assim como para a alta-costura que vem logo na seqüência.
Sabe o quê? Vai passar (de novo???) mesmo pois recebi um convite para ver em primeira mão o lançamento do novo Chanel N°5. Isso mesmo, quase cem anos depois o perfume mais famoso do século 20, aquele que vestia Marilyn Monroe na hora de dormir e que nossas avós e mães tanto se perfumaram ganha versão contemporânea. Recebi convite pessoal para conhecê-lo de perto e vou contar minhas impressões aqui.
Enquanto isso não acontece conto o que li, visto que esse foi o motivo do começo dessa conversa. A revista inglesa U.K. Esquire pediu a fashion designers para re-criarem algumas de suas capas mais famosas publicadas durante seus 75 anos de vida, comemorados agora em junho. Quem são eles? Albert Elbaz, Giorgio Armani, Donatella Versace, Karl Lagerfeld, Vivienne Westwood, Miuccia Prada, John Galliano e um magnífico Christopher Bailey, para mim sucessor absoluto de Tom Ford no quesito designers bonitões...
Bem segue as fotos que essa conversa está ficando longa demais:
Reprodução/ Esquire

Reprodução/ Esquire

Bom weekend
Beijos enormes e saudosos de Paris
Não esquece de ver e ler a coluna Agora é Moda do caderno Viver Bem no domingo.
Beijos redundantes e cheios de reticências...
Conheci o trabalho da japonesa Nagi Noda faz uns três anos. Foi logo que cheguei pela primeira vez para passar uma longa temporada aqui em Paris. Na época um video de aula de ginástica lembrando a Olivia Newton John em um daqueles seus filmes dos anos 80 rolava solto entre os computadores de meus amigos. O bizarro mesmo? As coleguinhas de aula de ginástica da personagem eram imensos poodles. Depois disso teve Nagi Noda na Colette. Um universo de Pandas invadiu parte da loja, templo dos adoradores de um fric-fric ou bling bling da moda. Fui ver e achei engraçada a sua arte com os bichos, bichinhos e bichões de pelúcia, mas confesso: não tive vontade de consumir nada, apesar de respeitar o trabalho dela. Não é minha praia. Curto mais a expo que vi esse final de semana aqui e Paris sobre a Figuração Narrativa, no Grand Palais. O trabalho de artistas pós-Pop Art me parece mais linkado com a realidade ( ok sei que a arte não precisa disso!!!!) do que a divagação em um universo onde eu não me identifico. Nunca gostei de bichos de pelúcia, apesar de ter aprendido a amar os poodles de verdade que minha irmã tem na casa dele. Nem eu resisti as insistentes demonstração de carinho que aqueles cães manifestam por mim.
Essa é uma parte de minha história com a arte de Nagi. A outra que eu acho bem bacana é esse video da Coca-Cola nada novo, mas que nesse momento bate de cara com o movimento "volta à misoginia" que alguns países vivem, principalmente Estados Unidos. Os homens querem que as mulheres voltem para casa, para seus fogões e sabe o quê? Tirando a falta de intelectualidade de tudo isso, tem momentos que tenho vontade de voltar no tempo. Queria pensar ( se é que precisa pensar para isso) em apenas pintar enormes unhas vermelhas, usar casaquinhos nas costas e ter os cabelos perfeitamente arrumados para poder bater horas de papo-mole com minhas amigas numa cozinha brilhante cheia de apples pies e sodas na geladeira.
Curte a obra da Nagi com a Coca-cola...
Depois dos pandas, coca-colas, poodles etc.. Nagi volta à Colette em setembro com suas perucas em forma de cabeça de animal.
Reprodução/ Internet

Mais uma divertida intervenção artística dela que se não me coloca com vontade de consumir, faz-me rir e intriga-me. O que passa pela cabeça dessa japonesa?
Reprodução/ Internet

Bem, quando entrar setembro vou até a Colette e mostro mais as esculturas de cabelo com forma de animais da Nagi Noda.
Beijos
Me aglomerei no meio do povo para ver do telão colocado em frente à igreja de Saint-Roch no primeiro arrondissement ( bairro) para me despedir de Yves Saint Laurent.
Reprodução/ AFP PHOTO / BERTRAND LANGLOIS

Foi um momento mágico da historia da moda e também da minha carreira como jornalista. Paris parou para essa despedida. Um adeus a um criador de moda com a presença do presidente da república? Com inúmeras autoridades e celebridades? Sim!!! É essa a importância que as criação de vestimentas tem por aqui. Roupa é coisa séria. Decodifica uma época, uma situação financeira mundial, libera tabus, transcende regras, forma outras, enfim o vestir é tão importante para o francês como o samba e o futebol são para os brasileiros. Com essa comparação talvez quem ache que moda não é nada entenda que é sim é que é através dela que nos comunicamos uns com os outros.
Ana Clara Garmendia

Fiquei triste com a morte de Yves Saint Laurent. Sempre choro quando vejo gente do bem que deu o sangue ao trabalho partir de uma forma rápida e desonesta. Para mim tumor não poderia dar em gente boa, que sorri com os olhos e cria a beleza. Mas dá. Enfim, c'est la vie e muita gente pode achar bobagem tudo isso. Sorry ! Uma outra multidão não acha. Talvez quem não entenda a moda possa senti-la com o que vou falar: Quem não gosta de ver uma bela mulher com um vestido preto justo e sensual? Quem não gosta de sentir um perfume daqueles que fica horas nos seus sentidos? Quem não gosta de ser seduzido por um simples cruzar de pernas? Pois então... Foi esse tipo de arma que Yves Saint Laurent nos deu. Livre-se delas se for capaz.
E sabe o que eu amei, além da música maravilhosa dos violinos tocada durante a missa e da declaração de amor de Pierre Bergé ao companheiro de mais de 50 anos ( veja aqui) ? Do povo que se "montou" para ir à solenidade no meio da rua. Curte a foto:
Ana Clara Garmendia

Domingo no caderno Viver Bem da Gazeta do Povo na minha coluna Agora é moda leia o meu Au revoir ao mestre!!!
Beijos
Hoje é o dia da missa de Yves. Estou indo daqui a pouco para là. A igreja Saint-Roch fica na Faubourg Saint-Honoré ( pertinho da Colette) e vai abrigar 800 célebres convidados. Nicolàs Sarkozy e sua mulher Carla Bruni-Sarkozy estarão presentes. Estilistas como Christian Lacroix, Jean Paul Gaultier, John Galliano, Sonia e Nathalie Rykiel, Kenzo Takada, Valentino, Riccardo Tisci (Givenchy) também confirmaram presença. Karl Lagerfeld de quem Yves Saint Laurent foi amigo por vinte anos e inimigo por mais outros vinte está em viagem ( informou a Chanel), assim como Pierre Cardin.
Reprodução/ Internet

As pompas fúnebres não vão poder abrigar todo mundo logicamente, mas serão colocados telões para quem estiver do lado de fora poder assistir. As lojas de Yves Saint Laurent do mundo inteiro serão fechadas durante cerca de duas horas nessa tarde. Mais precisamente entre 15h30 e 17H30, tempo de duração da missa. Depois de tudo terminado, o corpo de Yves vai ser cremado e suas cinzas serão levadas para o jardim de Majorelle em Marrakech, lugar que ele e Pierre Bergé compraram em 1980.
Volto mais tarde
Beijos
Reprodução/ Internet/ Fundação Pierre Bergé Yves Saint Laurent

Depois de todas as cerimônias fúnebres que o costureiro Yves Saint Laurent vai receber na próxima quinta-feita ( eles mudaram!!!) na igreja de Saint-Roch aqui em Paris seu corpo vai ser cremado. Para onde ( pensaria eu) poderiam ir as cinzas desse frágil mestre, desse príncipe da costura argelino de caráter francês?
Nada mais natural do que um jardim de uma casa de sua propriedade e de seu companheiro Pierre Bergé no Marrocos. O país era seu lugar preferido. Ali ele deve ter passado horas a fio a pensar no abandono que fez à moda em 2002 ( penso eu também). No Marrocos Yves Saint Laurent passou horas e horas vagas de sua vida. Suponho que esse homem quieto e cosmopolita deve ter feito muitos dolce far niente inebriado por uma brisa quente que lhe aquecia a alma, adoçava e libertava o espírito e o ajudava a voltar para o combate sério da criação que o tornou um mito no mundo da moda. E é para o seu jardim no Marrocos que suas cinzas vão. Agora não existe mais o código de um homem avant-garde. Nem uma representação social. Yves Saint Laurent se vai silenciosamente e nos deixa uma grande herança. Foi ele quem nos ensinou que acima de qualquer vestimenta o que vale é a sedução. E é para ele que eu profundamente emocionada me rendo em homenagens agora e sempre.
Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet

Solto o texto da Marcella Ruschel que, ao se iniciar na moda, assiste a despedida de um dos maiores criadores de moda do século 20:
A MODA CHORA
Luto. Para aqueles que, como nós amamos moda, essa semana começou triste. Perdemos Yves Saint Laurent. A notícia chegou aqui no Brasil por volta das dezenove horas, confesso que só soube mais tarde, por volta das vinte e três, mas a tristeza foi enorme. Lembrei da primeira vez em que ouvi falar em Yves Saint Laurent, foi com um perfume, Paris. Clássico. Aos poucos fui conhecendo mais sobre moda e sabendo que foi ‘Lord’ Saint-Laurent que criou o smoking feminino e que, sua marca registrada era deixar a sensualidade, delicadeza, feminilidade e ousadia se fundirem num único look deixando a mulher mais elegante.
Fui dar uma olhada na internet sobre o que os sites publicaram sobre ele e, no Wikipédia achei uma frase em que Saint Laurent definia seu trabalho assim "A roupa mais bonita para vestir uma mulher são os braços do homem que ela ama. Para as que não tiveram essa felicidade, eu estou aqui." E agora?
Deixo aqui minhas profundas tristezas, mesmo tão nova nesse universo fashion, a primeira perda que “presenciei” foi de grande pesar.
A gente volta logo com mais Laurent.
Mais sobre vida e morte do criador aqui
Bisous
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