Sexta-feira, 03/07/2009
Não, não tem nada a ver com Michael Jackson. Até tinha começado a escrever outro post sobre o Rei do Pop (sobre as mensagens, desabafos e pedidos de socorro em suas letras), mas, como sugeriu o Rogério, acho que devemos deixá-lo descansar em paz. E eu não quero ser mais um abutre a ganhar visibilidade às custas da tragédia dele.
Divulgação
E-flyer da festa de lançamento da Deluxe.“Only a Dream Away” é o nome da festa que vai rolar logo mais, a partir das 20 horas, no Aire Restaurante (onde ficava o antigo Vox, na esquina das ruas Ébano Pereira com Saldanha Marinho), em comemoração ao lançamento do número 12 da revista Deluxe. A entrada custa R$ 3. Entre as atrações, uma exposição com os figurinos e o making of do belíssimo ensaio fotográfico da edição, produzido em parceria com o Salão Lolitas, sem falar nos DJs convidados e no minibazar com roupas das marcas Gôra, Trinca Z e Cabeça de Gato. Você pode encontrar a revista em diversos pontos comerciais da cidade, além de conferi-la na íntegra neste site.
Baladinha imperdível para hoje...
Vai soar hipócrita e oportunista. Mas eu vou escrever assim mesmo: nós matamos Michael Jackson. Nós e o pai dele, Joseph, que o obrigava – junto com os quatro irmãos mais velhos – a ficar ensaiando horas a fio na volta da escola. Que os dirigia com uma cinta na mão. Que repetia o tempo todo que o pequeno Michael era “feio como um macaco” e o espancava, ao ponto de o garoto vomitar só de vê-lo. Nós, com nosso apetite sádico pelo seu show de horrores, Joseph e ele próprio, Michael, que era egocêntrico demais para perceber que precisava de ajuda – da família, dos amigos e ainda psicológica ou psiquiátrica.
Divulgação (MJJ Pictures.com)
Michael Jackson: de rei a mártir do popEle não tinha maturidade para enxergar isso. E nem para perceber o reverso da moeda do método de Joseph Jackson: se por um lado a disciplina espartana e a ambição desenfreada do pai lhe roubaram a infância, por outro aperfeiçoaram e deram visibilidade ao seu enorme talento – o que ajudou a forjar o mito que Michael se tornaria.
Com a hecatombe de Thriller – embora Off the Wall, seu primeiro álbum solo na idade adulta, também tenha feito enorme sucesso –, Michael Jackson arrombou a porta da MTV e pulverizou a fronteira entre a música negra e a música branca nos Estados Unidos. Foi o primeiro artista negro a aparecer na MTV e o primeiro representante da black music a ter suas músicas tocadas nas rádios de rock – ao mesmo tempo em que levava o rock às rádios de black music. E assim – além de um raro senso estético e um talento assombroso para a dança –, Michael pôs a crítica e o público de joelhos.
Se tivesse paz de espírito, tudo o que ele precisava fazer dali em diante era saborear os louros da vitória – além de manter abertos os canais da sua inspiração. Depois de Thriller, Michael estava milionário, famoso no mundo inteiro, liberto dos irmãos e com autonomia artística e moral para mandar o velho Joseph para onde quisesse.
Não era o caso. Michael era todo mágoa, ressentimento, carência e... ego. E a montanha de dinheiro só fez piorar essa receita: tinham lhe roubado a infância? Pois agora ele iria comprá-la de volta, muito mais grandiosa e cintilante. Por isso Neverland e a necessidade de se cercar de crianças. Estava crescendo, sofrera com as espinhas, era narigudo e “feio como um macaco”? Pois agora ia ter o rosto que quisesse, o nariz que bem entendesse, o cabelo e a pele perfeitos. E faria tudo o que estivesse ao seu alcance para “não crescer”, ficar o mais distante possível da sua tenebrosa referência de homem adulto, o velho Joseph.
Foi o que ele tentou: comprar de volta a sua infância, com direito a amiguinhos para brincar no seu parque de diversões – e sem qualquer malícia, na minha opinião. Para mim, Michael Jackson nunca foi pedófilo. Ele sempre se sentiu uma criança, e se cercava delas por identificação, por sentir-se seguro e protegido. Só que o mesmo dinheiro que proporcionou esse mundo de fantasia, despertou a cobiça dos pais dessas crianças – que perceberam na fragilidade emocional do Rei do Pop a oportunidade para esfolá-lo, inventando as denúncias de abuso sexual que acabaram destruindo a sua carreira. E assim, dolorosamente, ele foi confrontado com a sua condição de adulto – e aprendeu que nem nas crianças podia confiar.
Eu não sei de onde eu tinha tanta convicção da inocência dele, talvez por nunca ter detectado em seu olhar, palavras ou ações qualquer vestígio da malícia e da tensão sexual de um pedófilo. Mas hoje, vasculhando a biografia de Michael, dei de cara com uma informação que, embora não possa ser encarada como verdade absoluta por sua procedência, merece ser levada em consideração: “Durante a investigação [da acusação de pedofilia por parte do garoto Gavin Arvizo, em 2005], o perfil de Jackson foi examinado por um profissional da saúde mental chamado Dr. Stan Katz; o médico também passou várias horas com o acusador. A avaliação feita por Katz dizia que Jackson tinha a mente de um garoto e não se encaixava no perfil de um pedófilo”.
Ah, e achei outra informação, que teria entrado no Guinness Book do ano 2000: “Michael Jackson foi o artista que mais ajudou pessoas no mundo, tendo contribuído com mais de 39 organizações”. Pena não ter conseguido ajudar a si mesmo... por tudo isso, eu lamento profundamente a morte de Michael Jackson.
Salve, notívagos! Hoje vou entrar rapidinho para uma notícia em primeira mão (se é que ainda existe isso na era do Twitter): sabiam que a santíssima trindade – atual – do indie paranaense, aka Copacabana Club, a umuaramense Nevilton e o ruído/mm vão se apresentar num megaevento promovido pela Oi (pois é, a Brasil Telecom, nossa antiga Telepar, agora é Oi) no próximo dia 19 de julho, o Expressões Oi na Rua.
Nesse dia, um domingo, além das três bandas haverá uma série de manifestações artísticas em cinco lugares diferentes da cidade: Ruínas de São Francisco, Centro Cultural de Curitiba do Parque São Lourenço, Parque Barigui, Parque Tingui e Museu Oscar Niemeyer. Essas atrações estão sendo escolhidas entre as cadastradas nesta comunidade virtual, que traz outras informações sobre o evento.
É mais um passo importante das três bandas rumo ao reconhecimento doméstico, já que todas são bastante respeitadas no subterrâneo do pop brasileiro. A Copacabana Club está alguns degraus acima, pois já teve seu clipe (de “Just do It”) elogiado pelo rapper norte-americano Kanye West, faz aparições constantes na MTV e teve a mesma música incluída numa vinheta do canal Fox.
Como aperitivo, fiquem com o clipe de “Just do It”. Eu acho bem bom...
Por hoje é isso... fui!
Diletos baladeiros, meu cordial boa tarde... quem me segue no Twitter já sabe, mas agora eu consegui um tempinho para repassar a informação para vocês, meus notívagos de estimação: Kiabbo, o “companheiro de quarto” mascarado de Marcelo Adnet no 15 Minutos, da MTV, vai largar o violão e assumir as pick-ups do Kitinete (Rua Duque de Caxias, 175) logo mais, a partir das 21 horas. Reza a lenda que o set dele tem muito rock (antigo, atual e umas coisas inusitadas). Ah, e claro que ele vai tocar de máscara. A entrada custa R$ 2 – o mesmo valor cobrado(!) pelos flanelinhas...
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Kiabbo: ainda não o ouvi tocar, mas já sei que ele é mascarado...Também hoje, a partir das 20 horas, rola a festa junina do bar Aos Democratas (Rua Dr. Pedrosa, 485), como manda o figurino: barracas e comidas típicas, e a tradicional quadrilha. Mais detalhes pelo telefone (41) 3024-4496.
Tá a fim de conhecer Gente Feia na TV? Esse é o original título da revista em quadrinhos de Chico Félix, que será lançada hoje, a partir das 20 horas, no De Kroeg – Arte (Bar) Galeria (Rua Jaime Reis, 320). Lá também será lançado o terceiro número da revista CAPIXABA (desculpem a minha falha) de arte punk Prego, com a participação de Mário Alencar. Chico e Mário ainda vão fazer a discotecagem do evento. Informações neste site.
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Como eu supunha, as inscrições para o Papo Universitário estão esgotadas. Mas, se você estiver interessado, sugiro que se cadastre amanhã, um pouco antes do evento, no Teatro Paiol. Nas edições anteriores teve gente que se inscreveu e não foi, e sobraram alguns lugares. Boa sorte!
Estimados boêmios, peço licença para fugir um pouco das nossas elucubrações noturnas, para um assunto um pouco mais... profundo: convidá-los para o próximo Papo Universitário, que rola na quarta-feira, dia 24, a partir das 19h30, no Teatro Paiol. Não porque eu sou o mediador, tipo um dublê de aprendiz do Serginho Groisman, mas porque esta edição será nitroglicerina pura. A começar pelo tema: a impunidade, sintetizada no mote “Poder Acima do Bem e do Mal. Político Pode Tudo?”.
Tenho certeza de que muitos de vocês devem estar engasgados com os sucessivos escândalos em todas as instâncias do poder, da Câmara Municipal ao Congresso, incluindo os gafanhotos da Assembleia paranaense, as falcatruas na Câmara Federal, a máfia do Senado com seus atos secretos, a farra das passagens aéreas e a monstruosa pizzaria tocada pelos políticos que deveriam investigar os seus pares. Impunidade que alimenta o sentimento de onipotência e a arrogância desenfreada de muitos “representantes do povo”, que constroem castelos, “se lixam” para a opinião pública, furam praças de pedágio e dirigem embriagados e/ou com a carteira cassada.
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O professor Roberto Romano, convidado especial do próximo Papo Universitário.A segunda boa razão para você aparecer lá no Teatro Paiol na quarta-feira é o nível dos convidados que vão debater o assunto com a plateia: Roberto Romano, filósofo, doutor em Filosofia pela Escola de Altos Estudos Sociais de Paris e professor titular de Ética e Filosofia da Unicamp; a cientista política e professora da UFPR Luciana Veiga; o renomado advogado criminalista René Ariel Dotti, professor da UFPR, presidente do Grupo Brasileiro da Associação Internacional de Direito Penal e verdadeiro oráculo do Brasil na área; e o deputado estadual Tadeu Veneri, sempre lembrado como a pedra no sapato dos colegas não tão bem intencionados da Assembleia Legislativa do Paraná.
Ou seja, além de saber um pouco mais sobre as origens e os mecanismos dessa distorção de valores na classe política, você terá a oportunidade de ouro de botar a boca no trombone e dizer tudo o que pensa dos nossos representantes, na companhia de quatro notáveis quando o assunto é ética. Porque no Papo Universitário quem conduz o debate é a plateia, mais ou menos como no programa Altas Horas. Portanto, não dê mole: as inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Para participar, acesse este site. E apareeeeeeeeeeeeça!
Saudações, notívagos! Hoje vou acatar a sugestão de um leitor que me mandou um e-mail (que eu deletei sem querer, o que infelizmente me impede de identificá-lo) comentando a desativação da Rua 24 Horas, descrita na reportagem do colega Vinicius Boreki publicada no último dia 8.
Albari Rosa/Gazeta do Povo
A Rua 24 Horas hoje: descaso e abandono.Depois de duas licitações malogradas (por falta de interessados), a prefeitura decidiu repensar o espaço, um dos principais cartões-postais de Curitiba. De acordo com a matéria, ainda não se sabe o que será feito, mas tudo indica que ela não vai mais funcionar ininterruptamente, e que a estrutura de metal tubular deve ser substituída por outro material – o que modificaria completamente a arquitetura do espaço. Ou seja, na prática, seria o fim da Rua 24 Horas como nós a conhecemos (aberta 24 horas por dia e com os indefectíveis arcos de metal).
Porém, como bem lembrou o Neto em seu comentário aí embaixo, a prefeitura de Curitiba desmentiu a matéria do Vinicius - apesar de a informação ter sido passada pela própria Urbs, responsável pela via - e garantiu que ela não será desmontada. Assegurou ainda que a estrutura tubular também será mantida. Só estaria faltando o projeto do Ippuc para dar início à revitalização da Rua 24 Horas. Seja como for, ela está fechada desde novembro de 2007, e hoje é o retrato do abandono.
Na sua mensagem, o leitor que levantou a peteca sugeria que iniciássemos uma campanha para “salvar” o espaço, a exemplo do movimento pela reabertura da Pedreira Paulo Leminski (que, aliás, segue a todo vapor, e do qual falarei em breve). Mas será que os curitibanos ainda precisam da Rua 24 Horas? Na era dos supermercados, padarias, cafés e restaurantes 24 horas (como o Babilônia), você sente falta dela?
Em 1991, quando o então prefeito Jaime Lerner inaugurou a Rua 24 Horas – o primeiro dos três grandes pontos turísticos construídos naquela gestão, que incluem ainda o Jardim Botânico e a Ópera de Arame –, praticamente nada ficava aberto em Curitiba depois da meia-noite. Eu fazia cursinho na avenida Vicente Machado, e passava por ali todo dia. Almocei inúmeras vezes naquelas lanchonetes. Nos anos seguintes, a 24 Horas era a rota obrigatória na ida e na volta das noitadas no Dolores Nervosa (depois Dromedário), Joe’s – acho que era esse o nome do boteco da escadinha, ao lado do posto na esquina da Comendador Araújo com a Brigadeiro Franco – e adjacências. Achava o máximo. Quantas fatias de pizza saboreei na Fábrica da Pizza, sandubas no Billy, quantas tulipas de chope sorvi enquanto esperava o madrugueiro que saía da Praça Rui Barbosa e me levava são (ou não) e salvo até a Santa Quitéria.
Apesar de toda essa nostalgia, nos últimos tempos eu raramente passava por lá. Por uma sucessão de fatores: meus bares preferidos na região fecharam as portas, eu conquistei a carta de alforria dos madrugueiros e o espaço entrou em franca decadência. E convenhamos, quem se arriscaria (e o termo é exatamente este) a fazer o fim de noite na Rua 24 Horas quando você pode passar no Au-Au, num costelão, no Franz Café ou no próprio Babilônia? Até o Gato Preto era mais atraente que a Rua 24 Horas nos seus últimos suspiros.
Por outro lado, acho uma pena que a cidade perca uma atração turística dessa magnitude. Para mim, a melhor solução seria revolucionar o espaço. Criar um novo projeto, com um novo conceito. Por exemplo: um boulevard gastronômico, com boxes temáticos e delícias típicas das diversas colônias de Curitiba. Mais ou menos uma versão repaginada e fixa da feirinha gastronômica do Batel, com suas barraquinhas de iguarias da Polônia, Japão, Chile, Bélgica, Itália, Índia, Bahia, Minas etc. Quem sabe os próprios feirantes não teriam interesse em tocar esses estabelecimentos... mas para isso o local teria que ser totalmente reformulado, com reforço na segurança e convênios com estacionamentos (uma das deficiências do espaço). E vocês, o que sugerem para a Rua 24 Horas? E o que ela representa para vocês?
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A Noite Toda no Twitter!
Digníssimos boêmios... cá estou, camelando em pleno feriadão, só para ajudá-los a escolher o melhor programa para levar a sua metade da laranja entre hoje e amanhã. Se você quer fugir do clichê restaurante + motel, e também quer algo mais do que um jantarzinho em casa, escolha uma das diversas opções preparadas pelas casas noturnas de Curitiba:

VOX BISTRÔ
Conhecido reduto dos solteiros, o Vox (Rua Barão do Rio Branco, 418) antecipa o Dia dos Namorados e abre suas portas para os casais hoje, a partir das 23 horas, na segunda edição da festa Disconfusion in Love. É a balada ideal para os namorados mais animados, já que o tema é a disco music, e os promoters Jô Mistinguett, Raul Aguilera e Carol Amore prometem incendiar a pista com os grandes sucessos dos anos 70. De lambuja, haverá ainda uma performance com a atriz e dramaturga Léo Glück. Ingressos a R$ 15 (ou R$ 10 com o nome na lista, para a qual você se inscreve pelo e-mail disconfusionparty@gmail.com).
JOKERS PUB CAFÉ
O Jokers (Rua São Francisco, 164) investiu na gastronomia. Convidou o chef Flávio Frenkel (da Anis Gastronomia), que elaborou um cardápio especial para o jantar do Dia dos Namorados. O pacote, que custa R$ 80 ou R$ 120 por pessoa, inclui uma taça de champanhe, entrada, prato principal e sobremesa. Entre as opções estão o legítimo foie gras grelhado. Depois do jantar (à luz de velas, claro), os casais podem dançar de rostinho colado no lounge, ao som do DJ Ronypek, que preparou um set especial para a data. Mais detalhes pelo telefone (41) 3324-2351.
LIQÜE
Se você e sua cara-metade gostam mesmo é de uma boa balada eletrônica, eu sugiro a festa Love Sessions, que a Liqüe (Av. Vicente Machado, 866) promove amanhã, a partir das 23 horas. A trilha sonora fica por conta do DJ e produtor alemão Michael Vater, mais conhecido como Phonique. Informações: (41) 3322-0900.
CACHAÇARIA MAMBEMBE
A Cachaçaria Mambembe (Rua Barão de Guaraúna, 550) não se contentou com apenas uma, e resolveu dedicar duas noites para os namorados: hoje, a partir das 17h30, com Anderson e banda tocando clássicos românticos da MPB; e amanhã, no mesmo horário, com a banda Pepe Malala (MPB e pop-rock). A casa também oferece sugestões de pratos especiais para o Dia dos Namorados – além disso, o jantar isenta os casais do pagamento do couvert (R$ 7). Informações e reservas: (41) 3353-2970.
REALEJO CULINÁRIA ACÚSTICA
Gosta de sacudir o esqueleto e remexer as cadeiras com o seu amor? Então o seu destino amanhã só pode ser o Realejo (Rua Cel. Dulcídio, 1.860), onde o grupo Balaio do Samba promete não deixar ninguém parado com muito samba de breque, partido alto e samba canção. A casa também oferece um mimo no cardápio, com a Picanha de Carneiro e Arroz com Aletria no mesmo valor do Festival Brasil Sabor (R$ 13,50 por pessoa), e um folhado árabe de cortesia para os casais que jantarem no Realejo. Informações e reservas pelo telefone (41) 3311-1156.
MENINA DA COLINA
Na Menina da Colina (Rua Nilo Peçanha, 3.625), a partir das 19 horas de amanhã também tem jantar especial do Dia dos Namorados, com duas entradas, dois pratos principais (peixe ou carne), uma sobremesa e duas taças de vinho a R$ 45 o casal. Enquanto isso, a dupla Sérgio Henrique e Régis apresenta o melhor do pop-rock. Informações: (41) 3352-0092.
WONKA BAR
Você é a metade de um casal descolado, moderno, fã da boa música dos anos 80? Então o seu lugar é o Wonka Bar (Rua Trajano Reis, 326), que amanhã apresenta um show com a banda Candyman Club, com canções inesquecíveis de ídolos como Smiths, The Cure, David Bowie, Bolshoi, Talking Heads, Softcell, New Order, Pixies e outros. Entrada livre até as 21 horas, após R$ 10. Informações: (41) 3026-6272.
CHINASKY BAR
No Chinasky (Rua Inácio Lustosa, 530), amanhã, a partir das 22 horas, a banda Easy Players apresenta o show Loving Sessions, no especial Dia dos Namorados da casa. Informações: (41) 3323-3970.
SANTILLANA LOUNGE BAR
Um dos lugares mais convidativos para os pombinhos em Curitiba, o Santillana (Av. República Argentina, 1.649) também oferece um cardápio especial para a data, com duas opções da cozinha espanhola – a R$ 39 por pessoa – e outras duas do sushi bar, a R$ 46 por pessoa. Mais detalhes pelo telefone (41) 3308-7004.
BAR SANTA MARTA
Amanhã, a partir das 19h30, a noite romântica do Santa Marta (Rua Bispo Dom José, 2.030) vai presentear os casais que fizerem reserva de mesas para jantar com o CD Songs of Taj, com músicas que vão do lounge ao deep house. No palco, shows com Bwana (MPB e pop internacional) e Radyorocks (rock e anos 80). Ingressos a R$ 8 (feminino) e R$ 13 (masculino). Informações: (41) 3343-2803.
ZAPATA MEXICAN BAR
O simpático bar mexicano vizinho ao Bosque do Papa (Rua José Sabóia Cortes, 383) criou o Combo Dia dos Namorados, com entrada, prato principal, duas sobremesas e um vinho ou espumante de 350ml a R$ 59,50 o casal (com taxa de serviço e couvert artístico à parte). Informações e reservas: (41) 3352-9097.
PLANO B CAFÉ
O chef Alcides Rowedder se inspirou nos poemas de Helena Kolody para os pratos do jantar especial do Dia dos Namorados do Plano B (Rua Dias da Rocha Filho, 144), que será oferecido amanhã, a partir das 20 horas, a R$ 70 ou R$ 90 para duas pessoas – incluindo entrada, prato principal e sobremesa. Como cortesia, taça de espumante, café expresso ou um dos três coquetéis inéditos criados pelo bartender Cláudio Motta especialmente para a data. Informações e reservas: (41) 3362-5318.
CARNE BRANCA BAR
No aconchego da casa de madeira do Carne Branca Bar (Rua Marcelino Champagnat, 332), a noite promete ser especial com música suave ao vivo e o jantar à luz de velas preparado pelo chef Alexandre Saraiva. Entre as opções do buffet, peixe ao molho de camarão, chester com damasco e risoto de palmito, entre outros pratos. A “pimenta” fica por conta dos drinques afrodisíacos oferecidos pela barwoman Silvinha Ribeiro para as mulheres. Mais detalhes pelo telefone (41) 3335-9192.
HOO CAFÉ E GASTRONOMIA
O Hoo Café (Al. Augusto Stellfeld, 1.527) apresenta suas armas para ajudar os casais a derrotar a preguiça de sair de casa e os encantos do edredom: a lareira crepitante no pátio externo, dois tocheiros e as mantinhas distribuídas para quem senta na áreas abertas. Além disso, o chef Samuel Goskui também preparou para amanhã um menu especial para o Dia dos Namorados, com mousse de salmão com gorgonzola e salada de folhas verdes para a entrada, risoto de alcachofras com vitela ao molho Dijon como prato principal e petit gateau de sobremesa. As reservas, que custam R$ 130 por casal, incluem ainda uma garrafa de Chandon e duas taças. Mais detalhes pelo telefone (41) 3024-1220.
E você, para onde vai levar seu amor?
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Esse é o slogan da Single’s Night do Es Vedrà (Rua Bispo Dom José, 2.258), que rola na sexta-feira, a partir das 20 horas. Mas também sintetiza o antídoto perfeito para que os “avulsos” consigam suportar toda a melação desta semana.

Para combater a melancolia dos corações solitários, nada melhor que caprichar na produção e se jogar na noite – o habitat natural dos solteiros, conforme discutimos aqui no fim de abril. Só que nesta semana algumas casas prepararam festas dedicadas especialmente aos avulsos, tradição iniciada nos anos 90 com a “Festa dos Largados” do saudoso Café Curaçao.
Caso da própria Single’s Night, que teve duas edições no Taj Bar, e agora será realizada pela segunda vez no Es Vedrà. As atrações deste ano serão a banda Lizzbi e os DJs Alex Soul, Chuva, Diego Paladino e Live Unni, com open bar de algumas bebidas até a meia-noite. Os ingressos custam R$ 20 (feminino) e R$ 40 (masculino). Mais detalhes pelo telefone (41) 3079-6151 ou no site da casa.
O Corcovado Bar também preparou uma mega balada para os avulsos amanhã (quarta, véspera de feriado): a segunda edição da sua Festa dos Solteiros, que este ano vai ser no John Bull Music Hall (Rua Engenheiros Rebouças, 1.645), a partir das 21 horas, com as bandas Fuja Lurdes, Guiné Bissau e Trio Benfazeja. Informações pelo telefone (41) 3076-8989. O Corcovado, aliás, não vai se limitar a promover apenas uma festa para os solteiros. A casa decretou junho como o MÊS dos solteiros, com promoções especiais em todas as semanas. O Corcovado Bar fica na Alameda Cabral, 501.
E você, conhece mais alguma festa para os solteiros que vai rolar nesses dias? Sabe de alguma "operação desencalhe" em curso? Amanhã pretendo dar umas dicas de programas para os casais nesse feriado do Dia dos Namorados. Fui!
Estimados boêmios, reúno forças contra a gripe arrebatadora que me acomete para indicar um programa para hoje à noite: a partir das 22 horas, o esforçado e talentoso quarteto curitibano Anacrônica faz no Jokers Pub Café (Rua São Franscisco, 164) o show de lançamento do seu primeiro álbum, Deus e os Loucos, que acaba de sair do forno. É uma boa oportunidade para ver de perto o amadurecimento artístico da banda formada por Sandra Piola, Bruno Sguissardi, Marcelinho e Marcelo “Gordo” Bezerra, que transparece nas 11 faixas do disco, mixado no lendário estúdio de Tom Capone, a Toca do Bandido, no Rio de Janeiro.
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A Anacrônica, em foto do encarte do álbum: produção de primeira.Além do rock simples e direto da Anacrônica, a apresentação de hoje será histórica por ser o primeiro show oficial de uma banda paranaense transmitido ao vivo e em tempo real pela internet, mais precisamente no site Mondo Bacana, do incansável Abonico Smith. Ou seja, você poderá curtir o show no conforto da sua casa, debaixo dos edredons. Que era tudo o que eu queria hoje na minha batalha particular contra o vírus da gripe... não fossem os dois shows da DeLorean neste fim de semana. A propósito, a nona faixa do álbum da Anacrônica se chama exatamente “Delorean”. Foi coincidência, mas de um bom gosto incrível...
Glaciais notívagos, meus cumprimentos. Hoje vou tocar apenas tangencialmente no nosso objeto aqui no blog – a noite, óbvio. É que teve uma situação aqui na Gazeta que me fez refletir sobre o que tenho visto já há algum tempo nas minhas peregrinações noturnas: em nome de um estereótipo de beleza disseminado pela indústria do entretenimento, da moda e dos cosméticos (e não pelos homens), as mulheres estão anulando suas características e ficando cada vez mais parecidas entre si. Todas querem ser loiras, de cabelos lisos, magras e siliconadas.
A tal “situação” a que me referi ali em cima é a seguinte: eu divido a bancada aqui no jornal com três mulheres, cada uma com um tipo de beleza diferente. Tem uma baixinha estilosa, meio indie; e duas de estatura mediana e cabelos cacheados (uma castanha avermelhada e de personalidade intempestiva e a outra, de cabeleira castanho-escura, totalmente zen, quase hippie). Pois não é que a segunda – a ruiva – apareceu hoje com os cabelos escorridos por uma escova progressiva? A primeira também já confessou que há anos faz escova praticamente todo dia. E a terceira, a meio riponga, informou que amanhã também vai se render à tal progressiva.
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Cláudia é mais bela que Vanessa?Divulgação

Protestei, e a primeira (a indie), reagiu me acusando de nunca publicar fotos dessas “belezas diferentes” na minha coluna. E o pior é que ela está parcialmente certa. Por uma simples razão: conforme o lugar – principalmente no circuito Batel –, é cada vez mais difícil encontrar mulheres que fujam do padrão “chapinha-luzes-silicone”. Isso quando não têm lentes de contato coloridas. As garotas muitas vezes são lindas, mas parecem saídas de uma linha de montagem: o mesmo cabelo, o mesmo corpo, as mesmas roupas e os mesmos acessórios. No circuito alternativo, mudam o cenário, o figurino e os personagens, mas a mesmice continua: franjas assimétricas, piercings, visual retrô, All Star, cigarro, tatuagens. Tudo igual, pasteurizado.
Quem foi que disse que cabelo liso é “bom”, belo e jeitoso, e cacheado é “ruim”, rebelde e desleixado? Que ser loira é melhor que morena ou ruiva? Que todos os peitos devem ter o mesmo tamanho e formato, como se saíssem de uma fôrma de pudim? Lógico que algumas “body” ou “hair modifications” são perfeitamente justificáveis – e até recomendáveis. Usado com moderação (e por quem realmente precisa), o silicone pode ser um grande aliado das mulheres, por exemplo. E em alguns casos (tipo as cabeleiras indomáveis) eu também sou obrigado a reconhecer a eficiência de uma escova progressiva, e o upgrade visual que ela proporciona. Mas há sempre que se observar o bom senso. Na minha modesta opinião, uma mulher autêntica, com personalidade, e que saiba valorizar os pontos fortes da sua beleza particular, chama muito mais a atenção do que belezas pré-frabricadas em salões de beleza e clínicas de estética. E vocês, o que pensam a respeito?
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ESCLARECIMENTO SOBRE OS COMENTÁRIOS
Talvez vocês tenham estranhado o fato de os comentários não entrarem mais no ar assim que são enviados, como era até ontem (quinta-feira). Acontece que, para combater ataques de trolls (terroristas cibernéticos que só entram nos blogs para ofender e agredir, normalmente com linguagem de baixíssimo nível), desde a noite de ontem todos os blogs da Gazeta do Povo passaram a ter seus comentários mediados previamente. Ou seja, para um comentário entrar no ar, eu preciso lê-lo e autorizar a publicação.
A medida foi tomada em respeito à grande maioria dos leitores, que acessa os nossos blogs civilizadamente, e era obrigada a ler mensagens escabrosas de gente covarde, que se aproveita do anonimato da internet para destilar suas frustrações. Esse nem era muito o caso deste blog, os notívagos que participam aqui em geral conseguem expressar sua ideias e debater sem apelar para vocabulário chulo ou ofensas gratuitas.
E que fique claro: apenas nesses casos, e nos dos SPAMs, eu não vou autorizar a publicação. Sei conviver com críticas e acho extremamente saudável o contraditório, a defesa de ideias diversas e de múltiplos pontos de vista, e tenho ojeriza a qualquer tipo de censura. Portanto, de agora em diante os comentários vão demorar um pouco mais para entrar no ar, mas serão publicados na íntegra e sem qualquer edição, desde que não contenham linguagem de baixo nível, ofensas pessoais gratuitas ou SPAMs.
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