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Sexta-feira, 05/09/2008
Atualizando os negócios de uma semana pra lá de corrida (é a Olimpíada, meus amigos). Se esqueci de alguém, diga aí nos comentários que eu atualizo o post.

Quem: Souza
Posição: atacante
De: Flamengo
Para: Panathinaikos
Por: R$ 7,4 milhões.
Vale a pena: O Panathinaikos investe para recuperar o terreno perdido para os rivais AEK e Olympiacos. O máximo que o clube pode oferecer é o título grego, além do paraíso que é morar na Grécia. Em termos de conquistas continentais a chance é nula.
O tamanho do estrago: Renato Augusto, Marcinho e Souza. O Flamengo sofreu um desmanche e pagará caro por isso.
A reposição: Obina é a bola da vez. Terá que jogar mais do que tem jogado para justificar o carinho inesgotável da torcida.

Quem: Rodrigo Mendes
Posição: atacante
De: Grêmio
Para: Al-Sharjah (EAU)
Por: R$ 315 mil.
Vale a pena: Mais uma daquelas transferências que só o dinheiro explica.
O tamanho do estrago: Nulo.
A reposição: Reinaldo, Marcel e Perea já mostraram que estão bem acima do antigo companheiro.
Quem: Phillippe Coutinho
Posição: meia
De: Vasco
Para: Inter de Milão
Por: R$ 10 milhões.
Vale a pena: O Vasco será uma espécie de tutor do garoto de 16 anos até ele atingir a maioridade e poder se transferir para a Europa, em julho de 2010. O dinheiro será fundamental para Roberto Dinamite colocar a casa em ordem.
O tamanho do estrago: O Vasco poderia faturar mais se Phillippe se profissionalizasse no clube e se destacasse. Mas poderia faturar bem menos se ele não desabrochasse. Vai saber...
A reposição: -.
Keirrison só precisou de sete minutos para mostrar o quanto Dorival Júnior errou ao deixá-lo no banco. E o quanto ele errou ao tirar o K9 em dois dos três últimos jogos do Coritiba.
Nas três situações Keirrison poderia ser mais útil do que Hugo se tivesse passado mais tempo em campo. Para contra-ataques, é mais veloz. Para jogar na pressão, compensa a fragilidade física com movimentação, dá mais opções de jogada. E mesmo quando está sonolento, basta um momento acordado para fazer mais do que um Hugo excepcionalmente alerta.
Keirrison é melhor que Hugo. Tão óbvio e certo como que o Coxa ainda vai deixar de ganhar muitos pontos enquanto o Dorival insistir nessa bobagem.
Pedro Serapio/ Gazeta do Povo
Fábio Luís: até os companheiros de time parecem fartos da sua incapacidade de fazer gols.Não há dupla de armadores na Série B mais talentosa do que Éverton e Giuliano. Pode pesquisar... Nem os corintianos Douglas e Dentinho. Eles chegam perto, mas nem sequer se equiparam.
Mas se eles são tão bons, por que o Paraná é apenas o décimo segundo colocado? Por que falta alguém para botar a bola para a rede. Éverton e Giuliano podem até criar a jogada, mas só vão fazer gol em contra-ataque ou se estiverem livres. Eles não têm físico para trombar com zagueiro.
Fábio Luís tem o físico. E só. Não tem talento, não tem sorte e pelo jeito nem a compreensão dos companheiros tem mais, vide a insistência dos colegas em lances individuais ao invés de partir para a tabela.
Vinícius tem um histórico de respeito na Segundona, mas, dispensado do ABC, levanta dúvidas sobre seu momento atual. É uma aposta. Pode dar certo e resolver todos os problemas do Tricolor. Como pode ser mais um fracasso. Uma resposta que vai demorar algumas rodadas para surgir. E que pode aparecer tarde.
O Paraná fechou a 13ª rodada da Série B com 17 pontos, seis a menos que o Barueri, último time que hoje seria promovido à Primeira Divisão. Duas vitórias de distância, o que não é muito, ainda mais tendo dois terços do campeonato pela frente. E uma distância que, na verdade, é menor.
O Barueri tem aproveitamento de 58,97%, algo inimaginável para um quarto colocado ao término do campeonato. Nas duas edições por pontos corridos da Série B, o último promovido subiu com 53,5% em 2006 (América, 61 pontos) e 51,75% ano passado (Vitória, 59 pontos).
Assim, o Tricolor está, para usar uma margem segura, a 44 pontos do acesso. Para ficar em uma conta simples, são 14 vitórias (o time tem 12 jogos na Vila pela frente), dois empates e a "permissão" para perder nove vezes. Percentualmente? É fazer um pouco mais de 58% dos pontos. O mesmo que o Barueri fez até agora. E, pelo o que se viu ontem na Vila, é difícil, mas nem um pouco impossível.
Rodolfo Bührer / Gazeta do Povo
Malas feitas para o futebol japonês.Quem: Michael
Posição: meia-atacante
De: Coritiba
Para: futebol japonês (clube não divulgado)
Por: valor não divulgado.
Vale a pena: O futebol japonês serve para ganhar dinheiro, nada mais do que isso. Tecnicamente o nível é baixíssimo e quem vai para lá some.
O tamanho do estrago: Se fosse até a quinta rodada, seria uma tragédia. Agora, o estrago nem é tão grande.
A reposição: Marlos é quem mais se aproxima da função de Michael, mas já vem jogando. Como Marlos nem sempre rende, o Coxa precisará buscar alguém no mercado.
E 11 jogos depois, Michael vai embora do Coritiba. Deixa uma bela atuação contra o Palmeiras, lampejos contra São Paulo e Cruzeiro, sonolência nas demais partidas e uma péssima última impressão: o gol perdido contra o Goiás, que ainda fará falta para o Coxa.
Paulo Jamelli comemorou o negócio com o futebol japonês. Disse que nunca o clube ganhou tanto com um jogador que ficou tão pouco tempo.
Pobre Coritiba, que tem um diretor remunerado, estudado e dito moderno que acha normal o clube em que ele trabalha servir de uma vitrine. Talvez pense que ainda está no Barueri, este sim, um varejão de jogadores.
Quem deve estar rindo à toa nisso tudo é Carlos Arini, dono do Guaratinguetá. Conseguiu que sua isca fosse mordida.
Michael voou no Campeonato Paulista. Arrancou o comentário geral de: "Joga muito esse Michael, hein". E conseguiu uma vaguinha no Coxa.
E voou no Coritiba assim que chegou. Parecia uma jóia rara, daquelas que você nem acredita como só você enxergou o seu brilho. Pois logo Michael apagou, virou o fio, acabou fisicamente.
Talvez porque tenha sido preparado justamente para isso - aí está o Alê, encostado para melhorar o condicionamento físico, que não me deixa mentir. Voar no Paulista para conseguir um bom contrato para o Brasileiro. E fazer o bastante no Brasileiro para conseguir um bom contrato lá fora.
Michael está feliz, pois conseguirá fazer seu merecido pé de meia. Arini está feliz, pois enriqueceu um pouquinho mais. E o Coritiba, nas palavras de Jamelli, está feliz, pois a migalha nem foi tão pequena assim. O empresário venceu mais uma. E o futebol morreu mais um pouquinho.

Daniel e Guilherme, dois amigos das antigas, têm ódio mortal por Rivaldo. Corintianos que são, certamente têm raiva pelo magrão ter trocado o Parque São Jorge pelo Palestra Itália. E ainda por cima ter carimbado um título brasileiro do Palmeiras sobre o Curintia.
Pois só a mágoa da traição para que alguém de boa fé como o Daniel e o Guilherme não gostem do Rivaldo. Se mais alguém não gosta, que me desculpe a franqueza, mas bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé.
Como só acompanhei o Zico com os joelhos estourados, não tenho dúvida em afirmar: Rivaldo é o melhor camisa 10 brasileiro que vi jogar. E só não digo que é o melhor do mundo porque recebi a graça de ver, mesmo pela tevê, Maradona e Zidane no auge. O resto, é coadjuvante.
Neto? Insuperável na bola parada, mas limitado pelo que lhe sobrava na barriga e faltava na cabeça. Ronaldinho? Uma foca amestrada, quase nada mais do que isso. Kaká? Um puro sangue, mas longe de ser um legítimo camisa 10.
Rivaldo tem classe, visão de jogo, poder de finalização. É o que se chama de falso lento. Parece estar se arrastando em campo, mas de repente aumenta a passada, deixa o zagueiro, ergue a cabeça e fuzila o goleiro.
Foi o melhor jogador brasileiro em duas Copas do Mundo. A atuação dele contra a Dinamarca, em 98, foi das melhores exibições individuais de um jogador em Copa do Mundo nos últimos tempos.
Em 2002, foi brilhante do primeiro ao último jogo, com momentos de genialidade contra Inglaterra, Bélgica e mesmo na final, com a Alemanha, que ele jogou machucado.
Não foi o melhor no primeiro Mundial porque havia Zidane. E não foi no segundo porque o burro colégio eleitoral votou em sua maioria em Oliver Kahn, em uma vergonha do futebol mundial.
Se tivesse ido à terceira Copa, talvez o fim da nossa seleção fosse mais digno. Rivaldo seria um reserva de luxo, alguém para entrar em campo e mudar o jogo. Um Zidane brasileiro para combater o Zizou legítimo.
Agora, Rivaldo curte seu último ano de contrato na Grécia. Já avisou que volta para encerrar a carreira no Palmeiras.
Torço para que volte logo. Será um prazer ver Rivaldo jogando novamente no Brasil. Quem sabe até aqui por Curitiba, enfrentando o Coxa, o Atlético ou o Paraná.
Talvez atuando no país Rivaldo receba da imprensa e dos fãs um tratamento digno da sua importância, da sua genialidade. Pois Rivaldo não namora modelo atrás de 15 minutos de fama. Não abre sua casa para revista de fofoca. Não dá tapinha nas costas de comentarista. Seu marketing é a bola, e nada mais. Pena que para muita gente isso não seja o bastante.
Meia recebe amarelo por agredir torcedor
Detalhe na marotice do totozinho trança perna do volantão no torcedor invasor. E o árbitro não pestanejou em mostrar o cartão amarelo. Depois do árbitro bêbado e dessa aí, vamos ver o que o Leste Europeu nos reserva para a semana que vem.
Felipe fez uma baita partida contra o Flamengo. O sucesso coxa-branca ao segurar a blitz carioca se deve muito a ele. Mas hoje o zagueirão alviverde falhou. Perdeu a bola para Petkovic no primeiro gol mineiro e conseguiu falhar duas vezes em uma mesma jogada que só não acabou em bola na rede porque Eduardo, sabe lá como, chutou para fora.
Esses erros não fazem de Felipe um mal zagueiro. Pelo contrário, ele é beque dos bons. Mas mostra a ele que humildade é bom e que tentar sair driblando é coisa de zagueiro feito. Isso, ele ainda não é.
Dificilmente o Coritiba terá outra chance tão clara de vencer fora de casa como foi hoje, no Mineirão. Com 18 minutos abriu 2 a 0 sobre o Atlético-MG, fruto de um jogo inteligente, sólido na defesa e rápido na saída para o ataque. Era a receita perfeita - e comprovadamente eficiente - para obter o primeiro triunfo como visitante.
Aí, o Coxa optou pelo caminho mais fácil. Limitou-se a se defender, achando que repetiria em Belo Horizonte o paredão que funcionou diante do Flamengo.
Mas o raio não caiu novamente no mesmo lugar. Em grande parte porque Petkovic entrou e jogou muito. Mas também porque o Coritiba deu espaço e, principalmente, deu a bola para os mineiros jogarem. Se fosse mais eficiente ao manter a bola em seus pés, o Coritiba não seria tão pressionado pelo Galo, que talvez não chegasse nem mesmo ao empate.
Dorival Júnior também contribuiu. Mais uma vez errou ao tirar Keirrison e deixar Hugo em campo. O K9 tem a mesma capacidade de prender a bola no ataque que o colega, é mais rápido do que ele (qualidade importante para alguém que basicamente jogará no contra-ataque) e tem mais capacidade de decidir o jogo que o colega. Por que só o Dorival não vê isso?
Quanto aos expulsos, Marlos mostrou mais uma vez que tem uma cabecinha pequena demais para o seu grande talento - equação que não deixará ele se tornar um craque. Já Rubens Cardoso é mais um enigma da cabeça do treinador coxa-branca.
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