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Sábado, 04/07/2009

Blogs > Na Mira do Leitor

Na Mira do Leitor

Quem faz o blog
04/07/2009 às 00:02

Minha sorridente aluna Ana Caroline Hetzel é uma das candidatas aprovadas no vestibular da UFPR Litoral; ela está certamente feliz, porque iniciará uma fase de estudos na área de Agroecologia - e você? Já viu o seu nome na lista? Parabéns! Você é um dos 475 aprovados. Valeu o esforço, pule, festeje, mas agora prepare-se, vem ai um rojão de responsabilidades. Aproveite; não desperdice o tempo, nem o investimento público que é direcionado aos que entram, através de um vestibular, em universidades públicas estaduais ou federais.



Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.             Doralice   Araújo / Minha ex-aluna Ana Caroline Hetzel, hoje oficialmente aprovada, é mais uma universitária da UFPR Litoral - Encontros Marcados com a Redação, junho de 2009Minha ex-aluna Ana Caroline Hetzel, hoje oficialmente aprovada, é mais uma universitária da UFPR Litoral - Encontros Marcados com a Redação, junho de 2009


O Caderno Vestibular , sempre encartado às segundas-feiras na Gazeta do Povo( 4/5/2009), mostrou aos leitores na reportagem Estudo com vista para o mar, de Marcela Campos( um perfil das condições de vida dos universitários que residem no litoral paranaense em razão da vinculação com a universidade federal; confira, aproveite para reler, porque as informações são bem interessantes e certamente irão ao encontro das suas indagações, uma vez que agora a sua situação é outra, não é mesmo?


Ivonaldo Alexandre Arquivo Gazeta do Povo

Ivonaldo Alexandre   Arquivo Gazeta do Povo /


Outra reportagem permitiu que a jornalista Jeniffer Koppe, Vida com vista para o mar( GP,30/11/ 2008 ), evidenciasse que nem tudo " é sombra e água fresca" para quem estuda no litoral; atente aos depoimentos, porque as observações são preciosas; elas descrevem experiências reais.


Mas conte lá: o que levou um jovem estudante a sair da Curitiba, entre outras cidades, é claro, para passar uns quatro ou cinco anos estudando no litoral?

Fiz uma busca temática e encontrei no portal um relato do pessoal da Gazeta que fez a cobertura do Caderno Verão 2009; reveja a divertida narrativa de Renan Colombo, em Repórteres-calouros, eles bem que poderiam aparecer aqui para contar um pouco sobre o que estudam etc. e tal, não é mesmo?


Até a próxima!

03/07/2009 às 12:13

O calendário escolar vem sofrendo modificações; hoje o período de férias ganhou o nome de recesso escolar, mas eu ainda acho que a expressão férias cai bem mais apropriadamente ao tempo compreendido entre o entre o início de julho e de agosto, quando na minha época de estudante tínhamos um mês inteirinho para ficar de papo para o ar, ou melhor, para o sol, porque na região Amazônica e no Nordeste o período de férias coincide com o auge do Verão, enquanto nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste desfruta-se do Inverno - e se tivermos um pouco mais de sorte alguns dias ensolarados, embora bem friozinhos, ui, ui.



Arquivo pessoal

Arquivo pessoal / Passear de bicicleta é um ótimo programa nas férias; reúna um grupo de amigos e não fique sozinho - Cenas Curitibanas, Jardim Ambiental, 2008Passear de bicicleta é um ótimo programa nas férias; reúna um grupo de amigos e não fique sozinho - Cenas Curitibanas, Jardim Ambiental, 2008


Quem conhece as regiões brasileiras sabe que as crianças e os jovens experimentam situações climáticas diferentes, mesmo em dias normais, sem aulas. Caso não conheça todas as regiões imagine, portanto, que durante as férias do meio do ano escolar o nosso país tenha duas bandas, enquanto numa é Inverno no Sul, Sudeste e grande parte do Centro-Oeste a outra, no Norte e Nordeste, é Verão, ou seja, sol intenso, praias à vontade e nadica de compromisso com as aulas.


Não sei se você reparou o movimento mais calmo na cidade; alguns estudantes já estão livres dos compromissos com a escola - e aquele vrum-vrum-vrum de carros e ônibus escolares arrefeceu diante deste 3 de julho.


Arquivo pessoal

Arquivo  pessoal / Você conhece o Cabo Branco, em João Pessoa, na Paraíba? É um dos pontos extremos do Brasil; visita imperdível nas fériasVocê conhece o Cabo Branco, em João Pessoa, na Paraíba? É um dos pontos extremos do Brasil; visita imperdível nas férias


Meus jovens alunos, em maioria vestibulandos, costumam organizar um programa para o pequeno recesso oferecido pelos cursinhos, o que também oportuniza uma folga a esta professora, afinal, mereço um pequeno descanso, mas na minha casa começará hoje, a partir das 20horas, uma sessão interminável de exibição diária de filmes em DVD; idas constantes às livrarias e sebos, sessões de sono prolongadas, passeios aos shoppings e parques, roteiros de bicicleta, muito cinema e talvez uma rápida viagem até às terras paulistas com direito a diminuição da saudade dos parentes – e aí na sua casa? Já estabeleceu um programa de férias? Que tal compartilhar conosco o roteiro? Ficará em Curitiba? Vai para a casa dos avós? O que incluiu na sua programação?



Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.                    Doralice   Araújo / Amostra de um dia de inverno perfeito em Curitiba: céu claro, ensolarado e friozinho -  Cenas curitibanas, Junho 2009Amostra de um dia de inverno perfeito em Curitiba: céu claro, ensolarado e friozinho - Cenas curitibanas, Junho 2009


Férias escolares para quê?

Crianças e jovens devem aproveitar o tempo de recesso do ambiente escolar para recompor as energias, sem as obrigações atreladas ao horário de estudos, mas não podem deixar de ficar integrados ao que se passa na cidade, Estado, região ou país. Férias incluem descontração, mas não indiferença ao noticiário e à vida cotidiana. Buscar dicas nos cadernos culturais dos jornais e atentar aos programas divulgados nos suplementos juvenis ajuda e dinamizar o período de férias de quem fica na cidade onde reside.

Dicas para os dias de férias:


Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.    Doralice   Araújo / Visitar o Parque Bacacheri permite ótima caminhada e espaço variado ao lazer familiar - Cenas curitibanas, Junho 2009Visitar o Parque Bacacheri permite ótima caminhada e espaço variado ao lazer familiar - Cenas curitibanas, Junho 2009


> Visitar todos os museus e parques da cidade - e, se possível, acompanhar a programação de teatro. A Gazetinha sempre oferece ótimas dicas; fique de olho na próxima edição.


> Fazer a carteirinha na Biblioteca Pública do Paraná e aproveitar a oportunidade de empréstimo de livros, oficinas e sessões de filmes.


> Assistir todos os filmes em DVD que desejava mas não tinha tempo, porém sugiro que você mantenha um caderno e uma caneta ao lado; anotar dados e comentar as suas impressões sobre os filmes ajudará a exercitar descontraidamente a redação.


> Ler, ao menos, 1 livro em cada semana de férias e assistir 1 filme por dia. Abaixo segue uma lista não limitada de ótimas leituras e filmes para jovens.


Aos adolescentes recomendo:

> O Clube do Filme, de David Gilmour.

> Prosas Urbanas, uma coletânea de contos e crônicas que inclui dez autores brasileiros.

> O guia do mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams (ler livro/ ver filme).

> Pippi Meialonga, de Astrid Lindgren.


> Comédias para se ler na escola, de Luis Fernando Veríssimo.


Às crianças maiores :

> O elefante infante, de Rudyard Kipling, uma delicada história escrita em três línguas.


> O premiadíssimo O menino que vendia palavras, de Ignácio de Loyola Brandão.


> O divertido e inspirador Matilda, de Roald Dahl; sugiro que também assistam em dvd, porque é muito divertido.


> O inquietante Declaração do moleque invocado, de Fernando Bonassi.


Todas essas indicações foram lidas, relidas e reassistidas na minha casa; o material é realmente muito bom, embora os títulos não sejam tão recentes leitores poderão encontrá-los nas bibliotecas públicas e locadoras.


Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.         Doralice   Araújo / Para muitas crianças e jovens as férias permitem maior acesso à leitura; adultos, que já conhecem os títulos, podem intermediar positivamente as sugestõesPara muitas crianças e jovens as férias permitem maior acesso à leitura; adultos, que já conhecem os títulos, podem intermediar positivamente as sugestões


O blog do Viver Bem ofereceu ótimas dicas de programação educativa na tevê; confira. Durante toda a semana trarei outras sugestões de livros, filmes e passeios para o período de férias escolares, mas sem deixar de lado o destaque aos assuntos em geral. Hoje, por exemplo, não dá para esquecer que a lista dos aprovados na UFPR Litoral sairá. Voltarei aqui para trazer notícias e depoimentos de quem viu o seu nome na lista.

Até a próxima!


02/07/2009 às 12:36

Levantar hipóteses e comprová-las é uma atitude sensata de quem deseja acertar, mas o senso comum, mesmo sem o trato científico geralmente vislumbra impedimentos e contradições quando a experiência cotidiana mostra a realidade que ninguém quer ver. Implementar alterações no ensino médio ajuda a mudar a cara da educação brasileira, mas o caminho deveria ser outro: investir no ensino fundamental e na formação dos professores - providência poderosa de grandes e efetivas mudanças na vida de todos-, porque não basta querer implementar ou remendar qualquer peça de uma engrenagem; é preciso avaliar se as extremidades estão firmes para agüentar o uso, o tranco desencadeado pelo puxa e encolhe aqui e ali diante das necessidades cotidianas da escola pública do nosso país.


Considero imprescindível cuidar incansavelmente e atentar às necessidades do ensino fundamental e do superior (aqui entendido os cursos de graduação e pós-graduação), porque eles certamente darão a firmeza necessária ao sistema educacional de um pais que conta com um gabinete ministerial preocupado seriamente com a educação pública oferecida.

O valor determinante da 1ª série na vida escolar de uma criança ou de um jovem universitário


À 1ª série do ensino fundamental e ao 1º ano de uma graduação os olhos atentos do professorado bem formado, competente, que sabe costurar informações multidisciplinares sem travar, sem titubear, devem estar voltados, porque a formação que recebeu foi direcionada às funções educativas de fato, não aos remendos, às providências de última hora.


Professor mal formado não sabe trabalhar a leitura, a escrita e as operações fundamentais de contagem matemática, nem com a multiplicidade de conteúdos interdisciplinares, nem reúne a tarimba para levar adiante um projeto audacioso de mudanças no ensino médio nas escolas públicas brasileiras. Sem boa formação na graduação necas de piribitiba, é só garganta chiando, sem eco em sala de aula, captou, meu prezado leitor?



Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.        Doralice   Araújo / Será que os interessados nas implementações do MEC com relação ao ensino médio foram ouvidos antes da aprovação dessas medidas?Será que os interessados nas implementações do MEC com relação ao ensino médio foram ouvidos antes da aprovação dessas medidas?


Entenda o plano de combate à evasão do ensino médio, aprovado pelo MEC

Ontem as diversas mídias relataram as novidades ligadas ao plano de melhoria do ensino médio. Eu, sinceramente, vi a notícia com bons olhos, mas considero mais uma precipitação de idealistas de gabinete, desses que nunca enfrentaram as salas de aulas da rede pública – ou se guardam experiências didáticas estas não são suficientes para sustentar as contradições advindas do exercício com a mão na massa nos ambientes públicos municipais, estaduais e federais.

Escolas mantidas tanto pelas prefeituras, quanto pelo estado ou com verbas federais são diferentes até mesmo em um bairro de uma cidade, portanto pense ainda mais de estado para estado ou região para região. Antes de anunciar as novidades é preciso ouvir quem coloca todos os dias a mão na massa: os professores que representam a diversidade deste Brasil tão contraditório.


Na onda das novidades tais como: a extinção dos conteúdos por disciplinas, flexibilização do currículo, ampliação da carga horária de 2.400 horas para 3.000, assim como um curso noturno mais longo, muita gente dirá: “que legal!” ou então: "uau, que mudança!"; eu fico com a pulga atrás da orelha imaginando os milhares de jovens brasileiros do ensino médio que não conseguem sequer ler um texto e interpretá-lo com a fidelidade necessária, assim como o olhar inseguro que emitem em direção à folha de redação durante as provas dos vestibulares públicos. Penso também nos colegas professores mal formados que não conseguem atrair a atenção de seus alunos, porque não sabem intermediar informações e nem despertar a curiosidade pelo que têm a declarar em sala de aula, a estes nem a oferta de cursos de graduação e pós adiantarão, porque muitos escolheram mal a profissão ou foram mal selecionados.

Quando nos colocamos em marcha em direção a um caminho difícil é preciso ver se o calçado que temos nos pés está firme - e, aqui entre nós, a educação pública brasileira não está preparada para implementações no ensino médio. Os pés não estão devidamente calçados.

Minhas reflexões educacionais são de longa data, elas surgiram desde os primeiros anos de magistério e fortalecidas enquanto estive na pós-graduação; tenho certeza absoluta de que sem o quarteto poderoso de ações enumeradas a seguir nada poderá ser eficiente - e nem preciso recorrer a qualquer teórico para comentar sobre o que é óbvio. É, entretanto, a minha reflexão; confira e ouça as demais, porque certamente muitos especialistas de plantão abrirão o verbo para malhar ou aplaudir sem a devida prudência as novas medidadas experimentalistas aprovadas pelo MEC.

Para melhorar a educação brasileira é preciso que os gestores públicos pensem seriamente em:


1 - Oferecer boas condições de formação do professor - ele é o sal na massa.


2 - Providenciar condições dignas de salário e segurança ao professor - trabalhar bem e ser remunerado condignamente; onde estão os atrativos à carreira?

3 - Implementar um projeto pedagógico que atente às diferenças regionais - a diversidade cultural e as características exigem anteparo aos projetos que tentam unificar, sem o devido cuidado.


4 - Contar com a participação efetiva da comunidade escolar nos destinos da escola (direção administrativa, pedagógica, pais e vizinhos da instituição)

Em postagem futura voltarei a trocar em miúdos os quatro pilares acima – e o leitor interessado em assuntos educacionais está convidado a participar das reflexões, sobretudo enviando comentários, pois assim a reflexão aufere maior sentido e deixará de ser um monólogo para ser, finalmente, uma boa amostra de interlocução entre esta professora e os leitores deste Na Mira do Leitor. Quando a conversa é de interesse geral e os interlocutores bem educados e indiscutivelmente participantes todos ganhamos; interaja.


Quer treinar um pouco a escrita? Avante.


Proposta 1 - Examine o texto Ensino médio muda para combater evasão, de Anna Simas com agências( GP, 2 de julho ) e dele retire:

> De três a cinco informações;

> descreva o seu entendimento desses dados;

> elabore a seguir um parágrafo argumentativo e exponha a sua opinião sobre a implementação das mudanças anunciadas na reportagem.


Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.         Doralice   Araújo / Interpretar informações e traduzi-las através da escrita é para muitos estudantes um desafio a ser vencido; muitos não conseguem, infelizmenteInterpretar informações e traduzi-las através da escrita é para muitos estudantes um desafio a ser vencido; muitos não conseguem, infelizmente


Proposta 2 – Converse com seus colegas sobre as novidades apresentadas pelo MEC; ouça o que dizem e venha mais adiante relatar o que ouviu.


Sugestões de leituras complementares sobre o tema serão adicionadas à postagem de hoje; aguarde-as - e se ler algo sensato sobre o assunto, não deixe de indicar na caixinha de comentários. Gosto muito quando os leitores descontraidamente formam uma espetacular convergência de dicas de leitura; participe.

> O leitor Pedro Paulo Lacerda( por e-mail) sugeriu a leitura de um dos editoriais de hoje, na Folha de S.Paulo; o título é " Valorizar o Professor" ( só para assinantes) - uma ótima dica, sem dúvida alguma.

Até a próxima!

01/07/2009 às 18:05

Eu cresci ouvindo em casa e na escola que é preciso fazer tudo na vida com paixão, aqui tomada como empenho, seriedade, tudo bem feito para não ter que fazer de novo; diferente do que fazemos assim, sem muita vontade, empurrando tudo com a barriga, os resultados não são tão bons e eficientes. Muita gente utiliza a expressão paixão para denominar o desequilíbrio, o destempero emocional que nos atordoa o ajuizamento e a temperança diante da vida e de todos; não é dessa paixão que desejo enfatizar hoje, prezado leitor.


Apaixonados pelo que fazem são mais felizes - Não é por menos que uma pessoa apaixonada por um objetivo parece ser mais feliz, esbanja entusiasmo e determinação, não vê obstáculos e empreende esforços espetaculares para alcançar suas metas. Conheço poucos seres humanos que sob o domínio dessa saudável e bem vinda alavanca estenderam seus feitos benéficos à coletividade; a maioria, entretanto,viaja na onda individualista, egocêntrica, em verdade, mas estes são esquecidos na primeira virada do ano, década ou século.


Quando um estudante, um cientista, um artista, um sapateiro, um jardineiro, um cozinheiro, um médico, um jornalista, um escritor, uma dona de casa, um pai, um educador, um mecânico, um pedreiro, um desenhista ou qualquer profissional exerce as suas atividades com intensa paixão os bons resultados são visíveis. Eu leio todos os dias o texto em destaque na coluna do Obituário e o testemunho dos familiares e conhecidos de quem viveu com paixão a sua existência estão retratados e descritos comoventemente, mas o contrário revela a mediocridade, a falta de senso e de ajuste à vida. Reconheço imediatamente alunos apaixonados por determinadas áreas. Há uma agradável e convincente atitude de harmonia quando paixões por áreas de conhecimento são bem direcionadas profissionalmente, você concorda comigo?


É possível encontrar vários tipos de paixão; quer ajudar a estabelecer uma tipologia? Eu começo:


> Paixão por Curitiba - você acompanhou a série de desenhos do Paixão, encartados na Gazeta do Povo? Eu colecionei os encartes e presenteei amigos que visitaram a cidade e sairam daqui com saudade. Minúcias da capital paranaense são desenhadas com delicada e indiscutível maestria; outros modos de mostrar paixão pela cidade são, igualmente, visíveis. Basta olhar com atenção, não é mesmo?



Reprodução da Série Paixão por Curitiba - encarte na Gazeta do Povo

Reprodução da Série Paixão por Curitiba  -  encarte na Gazeta do Povo /


> Paixão pela Ciência - Leia Nobel recomenda paixão a jovens cientistas, no blog Ciência em Dia, do Marcelo Leite. Tenho uma amigo, professor e pesquisador na Unicamp, que é um apaixonado pela físico-química, assim como uma querida amiga, linguísta, hoje aposentada da UFPA, mas completamente envolvida com a recuperação das línguas indígenas do norte brasileiro. Nossos jovens veem poucos professores apaixonados pelo que fazem,infelizmente, porque a paixão pelo ensino e pelo aprendizado costuma contaminar a todos que desfrutam da convivência com educadores entusiasmados com as suas funções na sociedade.

>Paixão pelas Artes - Basta ir aos museus da cidade e avistar o acervo artístico ali exposto a quem desejar apreciá-lo. Meus colegas Antônio Mariano Jr. , do Sintonia Musical e Luiz Cláudio Oliveira, do Sobretudo são indiscutivelmente apaixonados por música; confirme clicando nos links.


> Paixão por mudanças Nos últimos tempos o MEC parece decidido a fazer grandes alterações na vida educacional brasileira; examine, por exemplo, as informações recentes sobre as mudanças no currículo do ensino médio. Clique aqui para conhecê-las.


> Paixão pela Justiça Não conheço pessoalmente o Rogério Galindo, mas conheço seus textos no Caixa Zero e a paixão do jornalista pela justiça.


Mas há também o avesso da paixão...


> Paixão pela Violência- as páginas sangrentas da História e as notícias divulgadas na imprensa, além das que ficam anônimas traçam a rota ensandecida dos que empreendem esse tipo de paixão.


> Paixão pela Mentira- Leia a abominável decisão em " Conselho de Ética absolve deputado do castelo"( aqui).


> Paixão pelo Poder- a ilustração abaixo( Benett, GP, Arquivo) dá amostra temática desse tipo de paixão e o leitor saberá avaliar os resultados avassaladores desse apetite pelo poder.


 /

É preciso manter cuidado, atenção - Parece estar sempre no excesso, no desajuste, na inadequação a causa de todos os males da nossa existência - e a paixão bem conduzida nos leva às grandes alegrias, mas é preciso ser um bom cavaleiro e uma dama ponderada para não apreciar o desequilíbrio, a dependência e todas as ilimitadas teias impostas pelo excesso. Comer, beber, dormir, trabalhar, folgar, estudar ou dançar demais, entre outras ações verbais, trarão consequências danosas aos que não conseguem ver os limites, entretanto, saber apreciar os bons resultados da paixão pelas ações enumeradas anteriormente, transforma a vida em uma apaixonante história.

Quer treinar a escrita sobre o tema de hoje? Que tal elaborar uma narrativa a um tipo de paixão? Continue a frase abaixo em destaque:


A paixão pelo(a)...fez ...


Até a próxima!

30/06/2009 às 13:25

Quem convive comigo sabe do encantamento que mantenho com a leitura e a escrita; reconhece que os jornais( e as revistas nos finais de semana) são meus itens de prazer incontidos. Sabe também do aproveitamento incomum que empresto ao material jornalístico e ao impresso propriamente dito, pois há anos organizo coletâneas temáticas, cadernos de tirinhas, infográficos, fotografias, piadas, manchetes, reportagens investigativas, textos polêmicos, cartas dos leitores e uma tipologia atrelada aos gêneros jornalísticos que encontram ressonância nos modelos de textos cobrados em redações escolares e, sobretudo, nos vestibulares mais concorridos.


Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.           Doralice        Araújo / As utilidades da tipologia textual encontradas nos jornais reforçam escolhas educacionais atreladas às exigências do cotidianoAs utilidades da tipologia textual encontradas nos jornais reforçam escolhas educacionais atreladas às exigências do cotidiano

À medida que o tempo passa mais e mais destaco e estabeleço a articulação entre a linguagem encontrada nos jornais e revistas, no cinema, na publicidade e na literatura com a que é exigida na escrita das crianças e dos jovens escolares. Facilitar essa bem-vinda aproximação dá à leitura a merecida importância na vida das crianças e dos jovens estudantes e lhes abre a porta incentivadora da concatenação das ideias. Privar a juventude do contato com textos advindos dos jornais é afastá-la do mundo real; é conveniente expandir a apreciação dessa leitura em sala de aula, nos espaços domésticos e de oportuna reflexão sobre o cotidiano e suas implicações na vida de todos.


Recomendo abaixo alguns ótimos exemplos de textos para ler – e, se você tiver lido em outros veículos algo que seja relevante, por favor, não hesite em compartilhar as referências conosco. É bom quando alguém indica algo que lhe pareceu importante, você concorda comigo? A internet deu maior sentido à pluralidade informativa; quanto mais leem os leitores, mais todos ganhamos, pois os links fazem o papel espetacular de propagadores noticiosos.

Não perca; os textos abaixo estão na Gazeta do Povo de hoje:

> A imperdível crônica Frio, de Cristóvão Tezza.

" Espero que essa terça-feira amanheça fria, muito fria, o termômetro descendo perigosamente para o número 9, isso dentro de casa, para ilustrar ao vivo minha crônica. Certamente meu plano não dará certo – nosso clima, como sabemos, não é confiável, e basta querer o frio, mesmo que por motivos egoístas, que ele não virá. Tudo para dizer que uma das marcas da paixão que eu aprendi a alimentar por Curitiba ao longo de cinquenta anos é o frio. Na verdade, era o frio, que me animava. Mas nessa altura da vida, em que tudo dói com mais capricho numa conspiração sinistra, começo a detestá-lo, a odiar esse gelo que chega à raiz da alma e que eu pensava já desaparecido pelo aquecimento global. Os verdes que me perdoem, mas que venha logo o aquecimento, senão global, pelo menos aqui nas redondezas. "

( Leia mais aqui, mas leia em voz alta para apreciar a magia da leitura e a da escrita; li à mesa do café , enquanto trocava conversa com minha filha adolescente. Ela, na hora, pediu o caderno para levar para a escola e mostrar a crônica aos colegas do 1º ano).


> A carta do leitor Paulino Côrtes, intitulada Álcool & Cigarro, na Coluna do Leitor.


> A crônica Pequenas alegrias, de Miguel Sanches Neto; não deixe de examinar e rir gostosamente com a ilustração do Benett feita para o texto( ei, eu não a encontrei na versão online).


"Em qualquer feira de livro que você for, das sofisticadas às provincianas, entre os títulos mais vendidos sempre haverá volumes de piadas. Este tipo de obra é a versão extrema da leitura como passatempo. A leitura aqui não está relacionada à fome de saber. Lê-se para rir, para esquecer um pouco as preocupações da vida – ou seja, para desopilar."

( leia mais aqui)

> Na coluna Financês o texto Está difícil economizar, de Franco Iacomini.


" Você já parou para pensar por que às vezes é tão difícil economizar? Por que é que, mesmo com um levantamento das despesas pessoais e familiares na ponta do lápis, parece tão dolorosa a tarefa de escolher o que pode ser cortado? " ( Leia mais aqui)


Uma pergunta


Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.      Doralice  Araújo / Jovens estudantes, um filme exemplar de Truffaut e redação orientada por quem gosta de ler e escrever: um cardápio no meu Clube do Filme e da Redação - Junho de 2009Jovens estudantes, um filme exemplar de Truffaut e redação orientada por quem gosta de ler e escrever: um cardápio no meu Clube do Filme e da Redação - Junho de 2009


Você conhece o filme OS INCOMPREENDIDOS, de François Truffait? Vale a pena assistir; é um filme cult, em P&B; sem dúvida um programa imperdível para ver em família e com os amigos, ainda mais num dia desses de frio, chuvinha e proximidade das férias escolares. Adolescentes vão amar e adultos entrarão em consentida reflexão e, os mais velhos, ah..., eles associarão itens espetaculares quando, depois do filme se puserem a contar das suas estripulias do tempo de escolar.

Eu, por exemplo, logo recordei de ter escondido o boletim( na minha época não tinha portal educacional que permite saber de tudo) por ter tirado zero em Matemática; lembrei também da narrativa machadiana em o CONTO DE ESCOLA e das impensáveis situações descritas por Raul Pompéia em O ATENEU - e você, se gostar da minha sugestão, que tal voltar aqui para contar do que o filme fez recordar?


Até a próxima!

29/06/2009 às 02:05

A jovem estudante que ilustra a postagem de hoje e os milhares de candidatos, inscritos no vestibular de Inverno da UTFPR, toparam com a leitura de texto jornalístico e a bem calculada articulação entre texto literário e a capacidade de formular hipóteses, além de dissertar e continuar textos para demonstrar a capacidade de leitura e escrita na Prova de Redação da UTFPR; confira a transcrição abaixo - e avalie as suas possibilidades de concatenação das idéias diante das propostas agrupadas nas duas redações:



Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.        Doralice   Araújo / A vestibulanda Fernanda Battaglin minutos antes de entrar no campus da UTFPR, na Av. Sete de Setembro, em CuritibaA vestibulanda Fernanda Battaglin minutos antes de entrar no campus da UTFPR, na Av. Sete de Setembro, em Curitiba


REDAÇÃO 1

A seguir você lerá o início do artigo " Renda Zero" de Vinícius Torres Freire(Folha de São Paulo, 02 dez.07)


O dinheiro que vem do trabalho é uma proporção cada vez menor dos rendimentos das famílias brasileiras, em especial nas muito pobres. Em 2006, a fatia de " outras fontes" da renda que não as do trabalho ou de aposentadorias e pensões deu um pulo impressionante nas famílias do fundo do poço social, nas 10% mais pobres, o trabalho era 54% do rendimento total, contra 65% em 2004 e 76% em 2001. " Outras fontes" passaram de 18% em 2001 para 37% em 2006.


Os números foram calculados a partir de dados do Pnad de 2006, publicado neste ano, por Lena Lavinas, da UFRJ, e André Cavalcanti, do IBGE. São microamostras de uma pesquisa muito mais ampla, em andamento, a respeito de como o Estado recolhe e distribui renda. Por ora, é possível resumir aqui apenas algumas hipóteses sobre a nova decomposição da renda familiar.


Continue esse texto apresentando duas ou três hipóteses sobre essa " nova decomposição da renda familiar". Sua continuição deve manter-se coerente às informações presentes no texto. Não se preocupe em concluir o texto. Empregue entre 10 e 12 linhas.


REDAÇÃO 2

O romance Vidas Secas de Graciliano Ramos, foi publicado pela primeira vez em 1928. Enfoca o problema da seca e as condições miseráveis do sertanejo brasileiro. A família de Fabiano, paupérrima, cultivava uns poucos sonhos. A cachorra Baleia também sonhava. Ela sonhava com um campo cheio de preás gordos que pudesse caçar...

Em um texto de 10 a 12 linhas, disserte sobre os sonhos de um ou mais integrantes da narrativa e de sua relação com fatores que dificultam, ainda hoje, a construção do processo de cidadania na sociedade brasileira.

Quer avaliar ou rever todas as provas do segundo dia de exame? Clique aqui.


Interaja mais - Caso você tenha participado da prova quais os sonhos que atribuiu aos integrantes da família de Fabiano? Quais as hipóteses que apresentou à nova decomposição da renda das famílias mais pobres do Brasil?

Aqui entre nós - As duas propostas acima foram bem elaboradas e costumeiramente exigentes na cobrança das habilidades de ler e pensar por escrito em língua portuguesa. Não deixe, entretanto, de conferir a reportagem UTFPR fez último vestibular antes da adoção do Enem , de Themys Cabral ( GP Online, 28 de junho ), pois ela amplia outras observações sobre o exame. Gosto muito de avistar questões interpretativas que proporcionem " uma conversa " entre a diversidade de textos e as variadas formas de escrever - e o estudante que acompanhou as notícias pelo jornal e associou textos literários às situações cotidianas certamente fez ótimas redações.



Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo  cel.      Doralice    Araújo / Dever ser frustrante perder a prova em razão de atraso; a vestibulanda dá meia volta ao encontrar o portão da UTFPR fechadoDever ser frustrante perder a prova em razão de atraso; a vestibulanda dá meia volta ao encontrar o portão da UTFPR fechado


Ficar atento ao noticiário oferecido pelos jornais e revistas, assim como treinar as diversas tipologias textuais são duas atitudes imprescindíveis aos estudantes de um modo geral, mas lamentavelmente ainda há candidatos que não se preparam às múltiplas exigências de um vestibular concorrido, assim como não acertam os ponteiros do relógio para chegar na horinha certa. Eu passei rapidamente pelo campus da Sete de Setembro - e já estava quase de saída - quando avistei uma jovem candidata correndo, muito aflita. Eu a segui, igualmente correndo, mas o portão de entrada aos candidatos, ali da Av. Silva Jardim, já estava fechado. A moça ficou desolada. Você conhece alguém ou já passou por situação idêntica? Comente.


Até a próxima!

27/06/2009 às 13:45

A maioria dos meus alunos pretende estudar em uma das instituições públicas acima indicadas; poucos declaram a opção definitiva por universidades privadas e alegam aos temores que têm da concorrência pesada nos exames. As razões não são, entretanto, unânimes, mas é possível fazer uma pesquisa informal, sobretudo se o leitor, também estudante, está inscrito no vestibular que acontecerá neste final de semana e que formou esse enorme contingente de mais de 11 mil candidatos, segundo a reportagem 11 cidades têm vestibular da UTFPR neste fim de semana, de Adriano Ribeiro( GP, 26 de junho).


Quer participar? Então apareça para declarar o motivo da sua escolha.


Fiz uma pesquisa no portal da Gazeta do Povo e encontrei a reportagem Pública ou particular: qual é mais a sua cara?, de Marcela Campos( GP, 25 /8 / 2008)e a postagem Estudar na escola pública , que fiz para este Na Mira, em setembro do ano passado, porque essas reflexões aludem ao tema acima; eu trouxe essas ponderações e constatações para que você possa revê-las, compará-las e confirmar com as suas declarações atuais ou reflexões mais antigas.



Valterci Santos/Gazeta do Povo

Valterci Santos/Gazeta do Povo /

Muitos fatores entram em jogo na hora de escolher uma instituição para aprimorar escolhas estudantis. Na minha época de pré-vestibulanda eu não tinha escolha, sobretudo porque o destino de aluno da escola pública já estava traçado: era ou vai de federal ou racha. Fiz o vestibular para a graduação na UFPA e depois enfrentei uma concorrência acirrada na pós-graduação, na UNICAMP. Outros tempos, outras perspectivas, indiscutivelmente.



Priscila Forone/Gazeta do Povo

Priscila Forone/Gazeta do Povo /


Sugestões de ótimas leituras para hoje:


> A interessantíssima crônica No tempo das livrarias, do crítico literário Wilson Martins( Caderno G, GP, 27 de junho).

> No Boteco Escola do professor Jarbas Novelino você encontrará uma excelente reflexão sobre Blogs, conhecer e ser conhecido; vá lá, porque além de escrever muito bem, o Jarbas é um educador de primeirissimo quilate.


> Leia a reportagem Sobem para 21 os casos confirmados de gripe H1N1 no Paraná , de Paola Carriel (GPonline, 27 de junho); ficar atento e não negligenciar dos cuidados básicos parece ser um esclarecimento que deve constar de todos os lugares públicos, inclusive nos shoppings, considerados apropriadamente como Templos de consumo e lazer( Cíntia Scheffer( GP, Caderno G, 27 de junho), mas também um convite às aglomerações. O tempo chuvoso e frio são condicionantes aos passeios aos diversos shoppings das cidades. Prevenir é zelar, você concorda?

>Leia a Coluna do Leitor (GP, 27 de junho) e dê especial atenção às cartas dos leitores Ricardo Pontarolli e Allan Wolfgang Franco Ruschmann. O tabagismo acende a polêmica; acompanhe.


Na próxima postagem trarei notícias sobre a prova de Redação da UTFPR; conversarei com alunos e compartilharei depoimentos sobre o tema, suas dificuldades na composição e acertos textuais.

Até a próxima!

26/06/2009 às 13:32

Os vestibulares de inverno levam os concluintes do ensino médio à formação de um contingente que aspira uma oportunidade de estudo universitário, assim como um público numeroso formado pelos treineiros, estes jovens ainda matriculados nos últimos anos do ensino médio, às experiências de ensaio e erro. Aos que pretendem fazer bonito nas provas marcadas para o próximo final de semana, tanto na luta pela vaga oferecida quanto para “ver como é o vestibular”, sugiro o aproveitamento das dicas a seguir, porque elas ajudarão a cercear as melhores condições de atendimento às propostas de compreensão e produção de textos.


Minhas dedicadas alunas Ana Caroline e Jéssica são exemplos de estudantes dos dois tipos acima indicados: a primeira, concluinte do ensino médio, tenta uma das vagas na UFPR Litoral e a segunda, ainda matriculada no 3º ano, treinou o seu desempenho no vestibular promovido pela PUC-PR, no último final de semana, mas tenho outros alunos que estão na lista dos que farão o exame na UTFPR no próximo sábado e domingo. As orientações que ofereci aos jovens estudantes certamente foram bem aproveitadas – e eu as reproduzo a seguir; aproveite-as, porque ainda é tempo de rever pontos fundamentais com relação à compreensão e produção de textos.


Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.      Doralice   Araújo / Jéssica T. Wrzesinski( à esquerda) treinou o seu desempenho com o vestibular da PUC-PR e Ana Carolina Hetzel concorreu a uma das vagas oferecidas pela UFPR Litoral, nos vestibulares de inverno - Encontros Marcados com a Redação, junho de 2009Jéssica T. Wrzesinski( à esquerda) treinou o seu desempenho com o vestibular da PUC-PR e Ana Carolina Hetzel concorreu a uma das vagas oferecidas pela UFPR Litoral, nos vestibulares de inverno - Encontros Marcados com a Redação, junho de 2009


FIQUE DE OLHO:

> Em todas as capas mais recentes dos jornais e revistas do último mês.


> Nas tirinhas e charges que saem diariamente nos jornais - você viu que a bem humorada tirinha do Benett, publicada na Gazeta do Povo, no dia 16 de junho de 2009, apareceu na prova da UFPR Litoral?

> Aos editoriais- eles comumente aludem aos temas polêmicos e de interesse ao cidadão.

> Na lista de temas, a partir da capa das edições, tanto dos jornais, quanto das revistas - comece com a edição de hoje; tanto a Gazeta, quanto qualquer bom jornal noticia os fatos de interesse geral. Gripe suina, Lei Seca, campanhas contra ou a favor do tabagismo, violência urbana, entre outros temas estão na mira dos elaboradores das provas.

> Aos temas ligados às tendências modernasquanto ao uso das ferramentas tecnológicas, da implementação de modismos e situações esdrúxulas, do uso dos celulares como extensão do corpo, sobretudo juvenil, da presença dos fones de ouvido permanentemente em uso, envio de e-mails ou torpedos ao contrário de cartas e telefonemas, entre outros assuntos, rendem excelentes reflexões. Aposte nesses e vá fundo na leitura, na conversa com quem lê sobre esses temas.

> Ao exame das declarações das pessoas públicas ou de emergentes à fama temporária - as frases de efeito, os diálogos históricos e menções diversas sobre títulos de livros, coleção ou prática de comportamento político são oportunos temas para posicionamento crítico.


> Ao destaque presente nas reportagens investigativas que ressaltem práticas não consolidadas e mostrem a leniência para que “vinguem” efetivamente- não fumar em lugares fechados, atendimento obrigatório à saúde pública, cumprimento de currículo escolar , estágios legalmente comprovados, conservação de patrimônio, proteção ao direito autoral, entre outros; veja um excelente exemplo em Falta de luz deixa 400 alunos sem aula ..., de Tatiana Duarte( GP, 26 / 6/).


> Ao que tematizam os blogueiros locais( confira, por exemplo, o que comenta o Luigi Poniwass, aqui no portal) e de de outros estados e região diferente da sua; os temas abordados são recentes e deixam qualquer leitor bem antenado com as últimas.



Blog Lápis de Memória - JBosco

Blog  Lápis de Memória - JBosco / Nada passa distanciado da mira dos cartunistas e dos elaboradores das questões nos vestibularesNada passa distanciado da mira dos cartunistas e dos elaboradores das questões nos vestibulares


> Aos suplementos estudantis encartados nos jornais - você viu que a reportagem de Marcela campos, publicada no Caderno Vestibular , encartado na Gazeta do Povo de 11 / 5. foi o chamariz à leitura da proposta de Redação da PUCPR?


REVEJA:


> Os tipos de textos comumente presentes em vestibulares e não dê mole, sobretudo, à elaboração de resumos, dissertações, textos argumentativos e redação de cartas às seções específicas nos jornais e revistas, presenças soberanas em exames concorridos (faça uma leitura vertical das minhas postagens, pois já explicitei a estrutura desses textos anteriormente).

> A enumeração dos recursos textuais imprescindíveis à redação eficiente; avalie a inclusão ou ausência desses auxiliares nos seus textos - a objetividade,o ajuste do vocabulário, a adequação do nível da linguagem, o uso dos sinais de pontuação, intertextualidade, as comparações, entre outros fazem o corretor reconhecer o seu ótimo desempenho durante a produção das redações.


> As propostas que já ofereci (faça uma leitura vertical e encontrará centenas...) ou reescreva as que foram distribuídas e corrigidas no colégio ou cursinho; reescrever é uma prática de eficiência incontestável, pode acreditar.

PENSE BEM SOBRE:


A prática diária e regular de leitura dos informes pelos estudantes, tanto na escola, quanto no colégio ou cursinho dará uma margem de confortável segurança; se você por acaso acompanhou o noticiário local e nacional, deu bola às entrevistas e pendengas conceituais, assim como às teimosias em aderir a esta ou aquela prática ética ou de ajuste à responsabilidade cidadã estará certamente bem mais preparado. Ler faz ilimitada diferença em toda e qualquer situação.


O treino da escrita é indiscutivelmente o grande aliado de quem deseja fazer bonito na redação; escrever diariamente e treinar uma média de cinco a seis textos durante a semana faz de qualquer candidato aos vestibulares concorridos um poderoso, um super, super candidato a uma das vagas oferecidas pelas instituições universitárias.


Arquivo cel Doralice Araújo

Arquivo cel     Doralice   Araújo / O estudante Ivan Gambus, do 3º ano do ensino médio, treina a leitura e a redação em prática semanal, nos Encontros Marcados com a Redação, junho de 2009O estudante Ivan Gambus, do 3º ano do ensino médio, treina a leitura e a redação em prática semanal, nos Encontros Marcados com a Redação, junho de 2009

Além deste Na Mira do Leitor mantenho outras páginas na internet; se você desejar imprimir algumas propostas dê uma zapeada no blog Encontros Marcados com a Redação, cujo objetivo é oferecer aos meus alunos uma reserva de exercícios para ler e produzir textos cada vez mais eficientes e que atendam às exigências das propostas específicas dos vestibulares; neste Na Mira e no citado acima você encontrará uma fartura de propostas. Avante.

OBSERVAÇÃO: caso você deseje enviar suas redações para a minha avaliação técnica, fique à vontade; corrigirei os cinco primeiros textos que chegarem ao meu endereço eletrônico profissional até o final do dia de hoje - e os comentários serão enviados aos e-mails indicados no contato. O endereço é: casadalinguagem@uol.com.br; aguardarei o seu texto, prezado vestibulando e leitor desta página.


Até a próxima!


24/06/2009 às 11:27

No cuidadoso exame diário que faço, em busca de apoio temático às propostas de redação elaboradas para os meus alunos, os jornais impressos e os blogs reúnem valiosos textos que merecem repercussão em sala de aula e nas páginas que mantenho na internet, porque além da qualidade informativa eles expressam o que denomino de concertada articulação textual. Meus jovens alunos aprendem a reconhecer o quanto é importante escrever bem e auferir sucesso na prática da escrita, independente do vestibular – e você, prezado leitor, certamente reconhece em um texto bem escrito as qualidades imprescindíveis: a pertinência temática, a clareza expositiva , a objetividade de propósitos e o aprimorado uso dos recursos textuais que lhe conferem a desejada eficiência comunicativa.


Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.      Doralice   Araújo / Excelentes textos ganham lugar de destaque nos cadernos dos meus alunos de RedaçãoExcelentes textos ganham lugar de destaque nos cadernos dos meus alunos de Redação

Venha comigo; vamos ler alguns ótimos textos? Você também poderá exercitar a escrita, sobretudo se está inscrito no ENEM ou no próximo vestibular da UTFPR, que acontecerá, segundo reportagem Vestibular de inverno da UTFPR será neste fim de semana, de Adriano Ribeiro, publicada na edição de ontem da Gazeta do Povo.


Proposta 1 -Examine o excerto abaixo e redija um comentário expressando a sua opinião sobre o tema analisado pela articulista, em O que não tem remédio, de Dora Kramer( GP, 24 de junho)


" O senador José Sarney pode ser um político de métodos ultrapassados, uma personalidade datada, incapaz de fazer frente às demandas da atualidade. Mas mantém intacta a capacidade de bem descrever uma situação. “Julguei que fosse eleito presidente para presidir politicamente a Casa e não para ficar submetido a cuidar da despensa da Casa ou para limpar as lixeiras da Casa.”

Numa frase, dita em meio ao improviso para tentar responder às cobranças que lhe fazia da tribuna o senador Arthur Virgílio nesta segunda-feira, Sarney expôs o tamanho exato do equívoco que foi sua eleição à presidência do Senado e não deixou a menor dúvida. É o homem errado, eleito de maneira extemporânea para um posto inadequado em relação às suas expectativas e, principalmente, frente às suas possibilidades.


“Presidir politicamente a Casa” na concepção de José Sarney significa postar-se sobranceiro na cadeira de presidente e, de lá, receber todas as homenagens, exercitar os rituais, desfrutar do lado benfazejo do poder ao modo das majestades. "


Arquivo celular Doralice Araújo

Arquivo  celular      Doralice  Araújo / O que você lê na internet?  -é ou não uma pergunta oportuna para desencadear uma redação escolar?O que você lê na internet? -é ou não uma pergunta oportuna para desencadear uma redação escolar?


Proposta 2 - O que você está fazendo agora? A pergunta é invasiva( se você deixar, é claro! )e mostra que o Twitter tem comandado as ações de quem descobriu na tecnologia uma aliada eterna e ilimitada para a divulgação das ações cotidianas. Examine o excerto de A revolução (de verdade) do Twitter, publicado no The Guardian, em tradução de Franco Iacomini( GP, 22 de junho) e confirme se você já é um usuário ou se conhece alguém que aderiu à ferramenta, além de justificar a qualidade da eficiência das " “tweets", ou seja, das mensagens rápidas enviadas pelo Twitter.


"Com a imprensa censurada e os correspondentes internacionais fora de combate, a oposição iraniana usa os microblogs para se organizar e informar seus aliados(...)

Como os jornalistas estrangeiros tiveram suas licenças de trabalho canceladas e foram expulsos do Irã ou ficaram confinados aos seus quartos de hotel por ordem das autoridades, usuários da web por todo o mundo voltaram-se para seus colegas no Irã. Por meio de blogs, do You Tube e de redes sociais, eles se encarregaram de disseminar informações que, de outra forma nunca atingiriam uma ampla audiência.Um outro usuário, aparentemente ligado ao candidato de oposição à presidência iraniana, Mir Hossein Mousavi, descreve bem a situação. “Todo mundo está tentando filmar no celular tudo o que pode. Esses são os olhos do mundo”, diz."( leia mais)


Proposta 3 – Você já viajou para um cidade, região ou país com o fuso horário diferente do lugar onde você reside? Para fundamentar o seu comentário concordando ou discordando da alteração proposta pelo Senado leia o artigo Brasília, 19 horas, do jornalista Marcelo Leite, publicado no blog Ciência em Dia.


" Não mudem o nosso fuso horário - Há dez dias estive em Recife. No voo de volta, o Airbus-310 despregou-se da pista às 17h30. O céu já estava escuro, quase noite, como que agourando um percurso em que não faltariam avisos de apertar os cintos por causa de turbulências. (...)

Recife fica na longitude 35 Oeste. Geograficamente isso põe a cidade dois fusos horários à esquerda do meridiano de Greenwich (0). Ou seja, com duas horas a menos que Londres (UTC -2, na nomenclatura).


Pela lei nacional, porém, aquele extremo oriental do Nordeste e do Brasil está no fuso UTC -3. O sol se pôs naquela sexta-feira às 17h11, mas essa era a hora de Brasília, não de Recife. "Pela hora de Deus", como dizia o padre de Ubatuba que se recusava a adiantar o relógio da igreja no horário de verão, eram já 18h11. (...)


Leio agora que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou a unificação de todos os fusos horários do Brasil. (...)


Nada mudaria no Nordeste. Pense, porém, na cidade de Cruzeiro do Sul (73 Oeste), no extremo ocidental do Acre. Até um ano atrás, e isso desde 1913, estava onde deveria estar, no fuso UTC -5 (duas horas a menos que Brasília). Mas a lei nº 11.662/2008 arrastou-a para o fuso UTC -4.


Vingando o que os senadores ora ensaiam, o pessoal de Cruzeiro do Sul avançaria mais uma hora, para o fuso UTC -3. (...) O nascer do sol foi às 7h01 na última sexta-feira. Imagine se os relógios estivessem marcando 8h01.


Seria uma crueldade com as crianças que vão à escola de manhã. Não basta levantar cedo, num horário em geral incompatível com a fisiologia do aprendizado. Para piorar, ainda teriam de sair de casa e começar as aulas no escuro. (...)


Brasília é um lugar estranho. Ali se acredita que, se a lei disser, as suas 19h valem para todo o país. Como se o Brasil inteiro falasse numa única voz -a voz do dono."


Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.    Doralice   Araújo / Clássicos eternos e novos títulos exigem indicação de  quem os conhece bemClássicos eternos e novos títulos exigem indicação de quem os conhece bem


Você tem alguma sugestão de leitura interessante? Compartilhe-a conosco. Indique um artigo, acesso a um blog ou título de livro que mereça ser amplamente divulgado.

Até a próxima!

23/06/2009 às 12:06

Com a proximidade do ENEM 2009 alguns dos meus alunos do 3º ano do ensino médio e os que fazem cursinhos parecem estar em meio a uma corrida maluca. Isso não é bom e vem provar que a pressa das instituições universitárias em adotar, já para o próximo vestibular, as implementações propostas pelo MEC colocou os estudantes na pista de um processo acelerado, à revelia do tempo necessário ao amadurecimento de conteúdos. Os cursinhos correm contra os ponteiros do relógio e o estudante é orientado a treinar como um corredor em pista escorregadia. A UFPR agiu muito bem oferecendo aos participantes do Enem apenas os 10% sobre o valor da nota obtida no exame. Reeleia aqui a reportagem que explicita tim-tim-por-tim-tim e avalie as restrições de quem não é contra as necessárias alterações no modelo do vestibular atual, no entanto, reconhece que a prudência é uma qualidade imprescindível quando se deseja alcançar um objetivo, sem prejuízos a quem quer que seja.

Meus alunos são potencialmente candidatos aos vestibulares das universidades, sobretudo as públicas e estão em atitude de alerta; alguns já participaram inclusive dos vestibulares ocorridos no último final de semana. Mas diga lá, prezado leitor.Você encontrou ou conhece alguém que enfrentou dificuldades na prova da 2ª fase da UFPR Litoral? Uma das minhas alunas, a Ana Carolina Hetzel, declarou que não estava difícil e fez um relato do teor das cinco propostas de redação? Acompanhe.


Arquivo cel. Doralice Araújo

Arquivo cel.   Doralice     Araújo / Vestibulandos enfrentam mais uma prova: o pouco tempo para assimilação das mudanças com o Novo ENEMVestibulandos enfrentam mais uma prova: o pouco tempo para assimilação das mudanças com o Novo ENEM


1 – Ler um texto, publicado na Época, sobre inseminação artificial e escrever uma carta à seção de leitores da revista expressando o seu posicionamento; limite de 10 linhas.

2 – Examinar uma charge ou cartoon.


3 – Ler um texto essencialmente informativo e a partir dele redigir um anúncio para a seção de classificados oferecendo os seus serviços.

4 – Examinar uma entrevista concedida por um psicólogo a uma revista (o tema era sobre boato) e transformar o discurso direto em indireto.

5 - Ler um texto sobre a gripe suína e resumi-lo.

Você participou da prova? Gostaria de acrescentar algo às informações acima?


Um lembrete sempre oportuno - Manter-se atualizado, independente da corrida maluca que a proximidade do novo ENEM estimula, nunca será um desperdício de tempo e de esforços. Quem está por dentro do noticiário tira de letra qualquer texto, mas é preciso exercitar a escrita diariamente para ficar com extrema autonomia na produção de qualquer redação.


Quer treinar a escrita? Ela continua soberana em qualquer tipo de corrida...


 /

"Certa vez me telefonou uma pessoa perguntando se eu poderia ajudar um jovem de sua família. O jovem em questão queria ser veterinário, mas não conseguia ser aprovado no vestibular. Para atender à sua forte vocação, havia montado um consultório, tinha uma clientela fiel e, segundo minha interlocutora, sua clínica era um sucesso. Só faltava o diploma! Procurei explicar à senhora que ele poderia ser punido por exercício ilegal da profissão. Com a suspensão da necessidade do diploma para o jornalismo, temos um precedente perigoso. Logo poderemos ter não diplomados desenhando plantas de casas ou prédios, receitando medicamentos ou alinhando argumentos para resolver pendências legais. Se o jornalista não precisa de diploma, por que outros profissionais estarão submetidos a tal exigência? "

(Clotilde de Lourdes Branco Germiniani, Coluna do Leitor, GP, 23 de junho)


Proposta 1


>Examine a tirinha acima ( Benett, GP, 23/ 6) e a carta da leitora; depois, redija um texto dissertativo, cujo título seja LIÇÕES DE ÉTICA; limite-se a 15 linhas e não deixe de utilizar o apoio dos elementos argumentativos para fortalecer o desenvolvimento da sua redação.

Proposta 2


> Redija uma carta à Coluna do Leitor expressando a sua opinião sobre a repercurssão das reportagens que oferecem aos leitores os informes mais recentes sobre os efeitos da Lei Seca; tome como referência os excertos abaixo, assim como o registro fotográfico; limite-se a 8 linhas e utilize-se do vocativo Prezado editor.



Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo

Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo / O estudante Madeira*, de 23 anos: “No começo, com a lei seca, tentei dar uma maneirada. Depois, você vê que não tem fiscalização e entra no comodismo. Com os meus amigos aconteceu a mesma coisa”O estudante Madeira*, de 23 anos: “No começo, com a lei seca, tentei dar uma maneirada. Depois, você vê que não tem fiscalização e entra no comodismo. Com os meus amigos aconteceu a mesma coisa”


" Uma estatística inusitada chamou a atenção em um levantamento feito pela Copel: depois da instauração da “lei seca”, o número de postes avariados na cidade de Curitiba caiu 33% em julho, primeiro mês transcorrido integralmente sob a vigência das novas regras que endureceram o tratamento aos motoristas flagrados embriagados."

( Número de postes danificados em Curitiba cai 33% depois da lei seca, GP,9 / 8/ 2008)


"A embriaguez ao volante levou 22 motoristas para a cadeia no Paraná no fim de semana que marcou o primeiro ano da lei seca no país. Ao todo, 28 condutores foram flagrados dirigindo alcoolizados entre sexta-feira (19) e domingo (21) nas estradas que cortam o estado. Seis não atingiram o limite estabelecido como crime pela lei seca.


Só nas estradas federais, 19 condutores foram detidos. Quatro desses condutores acabaram presos após se envolverem em acidentes. Ao todo, 558 testes de bafômetro foram realizados no período. Um caso que chamou a atenção dos policiais aconteceu no município de Cambará, no Norte Pioneiro. Um motorista de 55 anos, que se envolveu em um acidente, tinha nível alcoólico nove vezes maior que o limite."
(No aniversário da lei seca, 22 motoristas são presos por embriaguez, Gladson Angeli, GP, 23 de junho)


Até a próxima!


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