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Domingo, 05/07/2009

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Relacionamentos

Quem faz o blog
02/07/2009 às 14:46

“No sábado jurou amor eterno. No domingo foi embora. O que aconteceu?” - Sandro, 38 anos, veterinário

No decorrer da semana recebi vários emails de leitores que, motivados pelo post anterior, decidiram abrir seus corações e expor seus fracassos amorosos quando decidiram dar um ultimato e exigir compromisso.

Há algum tempo ouvia-se das mulheres que os homens não estavam querendo compromisso. Hoje o que impressiona é a quantidade de homens que fala e escreve comprovando que a fobia afeta também cada vez mais mulheres. A questão é: por que parece que tudo vai bem e subitamente a relação se dissipa?

No post ”Há em nós um forte desejo de plenitude e destruição” o assunto gerou em torno de pessoas que somem da vida do seu par sem uma explicação, sem um adeus, ou seja, da forma mais cruel possível. O tema de hoje é a questão da incapacidade ou do medo em assumir ou manter um relacionamento amoroso e como agir diante de tal situação.

Não tenho a fórmula mágica, mas posso ajudar a mostrar o caminho para explorar e compreender esses dois universos – seres únicos - que se atraem e se repelem, mas que no íntimo, desejam ser feliz no amor.

O ideal é analisar e avaliar o relacionamento atual ou passado permitindo-lhe:

- analisar o seu próprio papel na
relação

- tentar reconhecer antecipadamente uma pessoa que sofre desta fobia

- determinar a extensão dos medos do outro e descobrir se a pessoa está disposta a mudar de verdade

- buscar descobrir como foi a infância, como são os vínculos familiares e como terminaram os relacionamentos anteriores

- lembrar que somos responsáveis apenas por aquilo que sentimos, e não sobre o que o outro sente

- evitar o sofrimento e a destruição da sua vida


Depois de terminar o namoro cinco vezes, num vai e vem que durou nove anos, Samira deixou Sandro falando sozinho quando ele a colocou na parede: “casamos ou paramos por aqui”. Ela hesitou, não respondeu e foi embora. O jogo duro, não funcionou. Ela colocou um ponto final.

Segundo o relato de Sandro, ela apresentava instabilidade emocional com constantes ataques de fúria, dificuldades em manter o humor e a estabilidade sob controle. No sábado parecia apaixonada, divertida, amantíssima, doce e meiga. Acordou emocionalmente fria, imprevisível, irritada e cruel e não estava na TPM. “Há tempos ela já dava demonstrações de que não estava mais à fim. Eu é que não percebi e sempre insistia. Na verdade, os sinais eram óbvios”, justifica. “Na infância ela foi abusada sexualmente por um membro da família. Mas, ela nunca aceitou buscar ajuda terapêutica e assim, íamos levando o relacionamento entre ida e vindas” complementa.

As hesitações, os medos e as dúvidas impedem o livre fluxo de sentimentos entre duas pessoas. Segundo a escritora Susan Page, as pessoas envolvidas num relacionamento amoroso em que não há compromisso gastam parte de suas energias protegendo-se do sofrimento e preparando-se para a parte da vida em que talvez não possam contar com o parceiro.

Os relacionamentos que não tem o cimento do compromisso sofrem de uma triste ironia: essa falta causa estresse, problemas e desonestidade: e o estresse, os problemas e a desonestidade reduzem as chances de comprometimento. Nesse círculo vicioso muita gente gasta a vida toda. O mesmo padrão aplica-se ao próprio contexto cultural da sociedade. Pouca gente se dispõe a assumir compromissos sérios por ver que os relacionamentos, de maneira geral, andam mal; mas os relacionamentos andam tão mal porque muita gente demonstra aversão pelos compromissos sérios.

Mas, por que?

São muitos os fatores que contribuem. Vivemos a era do imediatismo. Está pronto?
Quero para ontem... As pessoas querem pessoas prontas. Falta boa vontade para ajudar o outro a crescer, melhorar. Não me fale de problemas. Dinheiro? Nem toque neste assunto. Nunca o ser humano se mostrou tão egoísta como tem se mostrado nos dias atuais. Primeiro o meu umbigo, dane-se o outro! E o ego?
No fundo, a mensagem quer dizer:

- Temo mudar de idéia, futuramente

- Estou hesitante a respeito da
conveniência de dedicar toda a minha
vida a você

- Tenho dúvidas se o amo tanto quanto
você me ama

- Estou com medo de não dar conta do
recado

- Não quero me sentir amarrado

- Estou com medo de perder todas as
outras oportunidades

- E se não durar?


Costumo sugerir que as pessoas levem a sério quando alguém diz que não quer compromisso. Ele esta falando a verdade. A falta de amor-próprio induz algumas pessoas a acreditar que não merecem ser amadas. As migalhas que lhes são ofertadas parece o máximo que poderiam conseguir.

Desculpas esfarrapadas

Se vocês já namoram há alguns anos e ele é o mestre da enrolação – suas previsões de mais longo prazo são para o dia seguinte, abra bem os olhos.
Martha deu um basta quando cansou de ouvir “deixa esse papo pra depois”. Ela gostaria de oficializar o namoro e ficar noiva, mas ele vinha sempre com essa mesma conversa fiada. Em outras ocasiões dizia: “depois que eu voltar da Europa assumirei algo mais sério com você”. Só que a viagem, nunca aconteceu.

Com respeito a qualquer relacionamento presente ou passado, você tem a impressão de que:

- o parceiro não gosta de discutir o
relacionamento

- você nunca ouve “eu te amo” a não
ser na hora do sexo

- ama o seu par mais do que ele o ama

- seu par sempre espera você diz que o
ama para então se manifestar

- ele nunca desfruta carinho físico
apenas pelo prazer do próprio carinho,
quer apenas sexo

- ele tem histórico de problemas
familiares (abandono, bebida,traição)

- expressa amor, carinho e afeição por
ele mais do que ele por você

- não olha nos seus olhos quando fala
com você.

- parece que somente o seu próprio
mundo lhe diz respeito

- não se envolve com os seus problemas – nem quer ouví-los

- usa um monte de desculpas
esfarrapadas e mentiras quando não
está a fim de vê-lo

Analisados todos os aspectos, cabe a cada um repensar a sua vida amorosa. Vale lembrar que a compromissofobia é um mal dos tempos modernos. É preciso ter cuidado com ela já no inicio do relacionamento, poupando-se da dor de tentar mudar um compromissófobo.

24/06/2009 às 20:10

E é assim que a nossa vida se transforma...

É comum duas pessoas se encontrarem e se apaixonarem pela força mágica do olhar, tal qual nos versos da canção “Pela luz dos olhos teus” do nosso poeta Vinícius de Morais. Dessa mistura de fogo e paixão nasce uma relação ardente, vivida com muita intensidade. Subitamente, no entanto, uma delas desaparece sem deixar rastro. Sem uma explicação, sem um adeus.
Quem parte deixa um coração partido. Sem rumo, sem chão.

Por quê? Tudo caminhava maravilhosamente bem. Nunca existiu uma briga. Havia afinidade sexual, cultural e afetiva e estavam vivendo um tórrido romance. E agora? Como encarar os amigos e a família?

Perplexo, quem fica só percebe o abandono pela ausência e porque quem partiu desliga ou não atende o celular e nem sequer responde os e-mails enviados.

Lágrimas, sofrimento e decepção induzem a questionamentos: “Será que me envolvi com alguém que não presta!” Cafajeste?

Em muitos casos, quem saiu sem dar uma justificativa opta por entrar rapidamente num novo relacionamento, menos intenso e mais morno, levando o ex-parceiro à loucura.

Isso ocorre porque as relações muito intensas costumam provocar medo: o parceiro sente que se perdeu de si mesmo e entra em desespero ao se imaginar, sem lucidez, sendo dominado pelo outro.

Impotente se assusta e prefere se afastar, sem uma explicação, para não sofrer e ver o sofrimento do ex-companheiro que, certamente, cobraria explicações.

Distanciar-se representa resgatar o controle sobre as próprias emoções e retomar as rédeas da própria vida. Pessoas que se deixam guiar mais pela emoção do que pela razão estão mais sujeitas a vivenciar este tipo de relação mais de uma vez.

Faz parte da nossa natureza nos deixar levar por sentimentos agradáveis e prazerosos como a paixão, o amor e o desejo. Sentimentos que transmitem boas energias e nos fazem sentir vivos, plenos e felizes, desde que não se perca o controle da sua intensidade. O descontrole provoca o medo e, quem tem medo foge e acaba se afastando do seu amor.

Estamos constantemente sabotando o melhor de nossa vida e nem nos damos conta disso.

Costumamos repetir padrões negativos de comportamento capazes de destruir nossos sonhos e o melhor de nós mesmos. Quem vive dentro do sistema do medo sabota a criatividade, os talentos e deixa de acreditar nas suas capacidades boicotando o lado material, pessoal e afetivo.

Em geral as pessoas costumam seguir padrões predeterminados em que o novo amedronta e incomoda. Não podemos esquecer que o homem evolui através dos medos. Mas, é preciso aprender a controlar o medo para evitar que ele se apodere.

É até possível, depois de algum tempo, o outro se arrepender, pedir perdão e querer retomar a relação. A reconciliação pode ser um risco, mas pode também significar uma chance ao amor.

Desde que, desta vez, ambos mergulhem na relação lentamente, com mais neurônios e menos emoção, sem precisar se perder de si mesmo.

Caro leitor: É melhor apostar na reconstrução de um relacionamento ou aprender com os erros e seguir em frente?

18/06/2009 às 14:16

Antigamente o casamento entre pessoas com crenças diferentes era proibido e muito mal visto. Com o tempo, a tradição de perpetuar a religião através do casamento foi diminuindo. Nos dias atuais algumas famílias ainda não aceitam muito bem a escolha dos filhos.

Quando a família se opõe ao casamento por questões religiosas, o grande desafio do casal é lidar com o stress. Duas pessoas que se amam e dispostas a uma vida a dois terão que encarar muitos aprendizados e ajustes naturais. Vale lembrar que questões como o happy-hour com os amigos, as despesas da casa, visitas familiares e as questões religiosas devem ser esclarecidas, trabalhadas e discutidas antes do casamento. Caso contrário, as diferenças poderão comprometer a felicidade amorosa.

Como cupido profissional tento não aproximar pessoas com religiões diferentes quando ambos são praticantes. Com o tempo tenho aprendido que definitivamente algumas religiões são incompatíveis. As pessoas deixam claro no questionário quais as suas preferências e, principalmente, as que não se encaixam. O fanatismo religioso é sempre mal visto.

Se apenas um é praticante fica mais fácil: o outro se converte ou cada um fica fiel a sua crença e existe o respeito mutuo. Neste caso, antes do casamento é bom já definir qual será a religião dos filhos. Muitos casais ensinam as duas religiões para, no momento certo, cada um fazer a sua escolha.

Foi o que aconteceu com Ana Maria, católica praticante e Renato evangélico não praticante, casados há 30 anos. Desde o inicio do namoro optaram por respeitar as diferenças religiosas. De comum acordo, decidiram que pelo menos uma vez ao mês um acompanharia o outro. O casamento foi realizado por um pastor e por um padre. Os filhos foram batizados na igreja católica, no entanto, hoje, já adultos, optaram por seguir os ensinamentos da igreja evangélica. Segundo o casal, a religião em momento algum interferiu na estrutura e na paz familiar.

Porém, quando os dois são praticantes, a questão é: quem vai se converter? E se não houver acordo?

Este é o dilema do leitor Luiz Henrique, 34 anos, arquiteto, RJ.

“Estou vivendo um grande dilema em meu relacionamento com minha namorada. Estamos namorando há 10 meses. Somos felizes e apaixonados. Nos damos super bem. Nos amamos muito, mas, um assunto tem sido motivo de muito desentendimento. Sou católico e ela evangélica. Ela sempre deixa claro que só casa se eu me converter. Tenho muita fé em Deus, sigo a Sua palavra, e procuro sempre ser uma pessoa melhor. Penso que o fato de eu ser católico ou evangélico não tornará a minha fé maior ou menor. Respeito muito sua religião, porém, não é este o motivo que fará nosso relacionamento dar certo. Não concordo com o radicalismo, pois o Deus é o mesmo. Estou disposto a casar na igreja evangélica, e inclusive frequentá-la futuramente. Porém, quero que ela não me prive de ir à igreja católica”, desabafa.

Muitos casais, mesmo com religiões diferentes, constroem uma família maravilhosa e são muito felizes. Quando o amor é genuíno, independente de credo religioso, o respeito deve sempre prevalecer. Costumo dizer que o casal que ora unido, tem muito mais chances de permanecer juntos. A verdade é que toda a religião prega o bem, fala do amor e faz referência aos valores morais, a importância de ter uma família estruturada e dos benefícios de se ter fé e Deus no coração.

A tradição e os costumes de cada religião incluem feriados, comidas, simbologias e celebrações específicas. Cabe ao casal orientar os familiares e amigos para que, a falta de conhecimento, não gere constrangimentos.

Um relacionamento saudável e prazeroso deve ser construído com dialogo franco, com respeito e admiração. O radicalismo pode criar obstáculos e minar a relação. Por isso, as diferenças devem sim ser levadas a sério. Quem não está disposto a ceder, a tentar a conciliação, precisa repensar sobre o seu modelo de vida a dois. É perigoso ficar imaginando que o amor supera tudo. O amor com o tempo pode minguar...

E você, caro leitor, acredita que diferenças religiosas podem interferir no relacionamento amoroso?

12/06/2009 às 10:51

O Dia dos Namorados inspira desejos de trocar carícias, mimos e flores, abraçar, beijar muito e fazer amor com quem se ama.

É claro que namorar é preciso... Como é bom ter com quem dividir alegrias e tristezas. Rir juntos das coisas mais banais, falar sobre o dia-a-dia, sobre o tempo, sobre finanças, sobre o passado, sobre o presente e principalmente sobre o futuro. O sorriso espontâneo, o brilho do olhar, os abraços apertados, os beijos apaixonados, os bilhetes deixados furtivamente em algum lugar, tudo é maravilhoso, meio mágico. E o Dia dos Namorados é a data mais propícia para reacender o romantismo e o desejo entre os casais. Para quem está sem idéia de como resgatar a paixão, deixo algumas dicas:

Para o Homem:

- Lembre-se de que a mulher gosta de ser paparicada, especialmente em datas especiais. Por isso o bacana, no dia de hoje, é fazer com que ela se sinta lembrada o dia todo, com pequenos mimos.

- Nada como receber flores logo cedo, com um cartão romântico ou – por que não? – apimentado, já criando o clima para a noite que promete ser caliente.

- Que tal surpreendê-la com telefonemas ou pequenas mensagens várias vezes durante o dia?

- Uma jóia – ou mesmo uma caixa de bombons – entregue no meio da tarde pode fazer toda a diferença...

- Quase no horário do encontro fatal, prepare o ‘golpe’ final: um jantar surpresa no restaurante predileto do casal, ou em um local mais romântico. Há pratos com promessas afrodisíacas preparados especialmente para esta data...

- O momento de se recolher também deve ser especial. Pétalas de rosas espalhadas pelo chão criam um clima paradisíaco. (Lembre-se de deixar tudo isso preparado com antecedência)

- É chegada a hora de entregar o presente (a menos que você tenha optado pela jóia no meio da tarde...). Já que o clima já está sensual, o presente pode ir na mesma onda: uma lingerie ousada, um perfume gostoso ou o que mais a sua criatividade permitir...

- Daqui pra frente, é com vocês dois... Ah... mas depois de tudo aquilo ainda pode rolar uma sobremesa bem cremosa na cama!


Para a Mulher:

- Lembre-se que os homens de hoje em dia estão cada vez mais ligados a ações surpreendentes, mas aja com cautela se o seu parceiro for do perfil mais tímido...

- Crie o clima de amor desde o amanhecer... Uma idéia é você acordar antes dele e trazer o café na cama: amor à moda antiga, quem resiste?

- Durante o dia, lembre que o romantismo não deve ser deixado só para a noite ou o momento em que vocês estejam fisicamente juntos: qualquer hora é hora de você dizer que está pensando nele! (só não vá telefonar em horários que possam prejudicar o trabalho... o melhor é mandar torpedinhos, que ele vai ler quando puder).

- Se ele for do perfil mais ousado, você pode passar em um sex shop e comprar uma lingerie provocante, fantasias ou mesmo cremes especiais que esquentam, esfriam ou colorem a pele.

- Faça o que estiver a seu alcance para que o jantar seja romântico: se vocês combinaram sair, escolha um restaurante que combine com a história do casal... se forem ficar em casa, aproveite para dar asas à imaginação e preparar um jantar realmente afrodisíaco.

- Lembre-se que, para os homens, o efeito visual é muito importante. Portanto, capriche na sua produção e também no aspecto visual do prato que forem jantar...

- Para completar o clima, coloque uma música romântica ou erótica pra tocar.

- A sobremesa pode ser uma cesta de frutas ou – aproveitando o friozinho – um fondue de frutas, ao molho de chocolate...

- A partir daqui, solte a imaginação e divirta-se neste que, sem dúvida, vai ser o Dia dos Namorados mais inesquecível da sua vida!

Para o casal:

O namoro do casal não deve estar restrito ao momento da cama. Pelo contrário: até o sexo vai ser muito mais prazeroso se for preparado aos poucos durante todo o dia. E lembrem-se que essas dicas todas valem para todos os dias, e não apenas para hoje. Há uma expressão em inglês que demonstra exatamente o que, infelizmente, acontece com muitos casais: take for granted, que significa ‘ter por garantido’. Muitos casais, depois de um certo tempo de relacionamento, sem perceber, agem de maneira rotineira, como se não precisassem mais conquistar o parceiro. A conquista deve ser diária. A dose de romantismo e criatividade varia de casal para casal, mas todo mundo gosta de receber carinho. Portanto, façam de todos os seus dias verdadeiros Dia dos Namorados. Aproveitem o clima para celebrar a vida e o amor.

E se, por acaso, você estiver só brinde assim mesmo. Deixe a vida acontecer...

05/06/2009 às 20:11

Com a proximidade do Dia dos Namorados, o clima romântico pairando no ar, o apelo publicitário lembrando a cada momento do quanto é bom estar enamorado, quem está sozinho acaba se sentindo como “um peixe fora d’água”. Mas sempre é tempo de conhecer alguém especial e conquistar um coração.

Quem não quer ficar sozinho deve ficar atento porque para conhecer alguém especial, é preciso, antes de tudo, ser também uma pessoa especial. Isso significa, por exemplo, que não dá para ter pressa e agir no desespero apenas para não passar o dia 12 sozinho. Quem anseia por um relacionamento sério e duradouro sabe que é preciso investir tempo e dedicação para isso.

Quem tem um perfil mais introspectivo, é claro, pode ter um pouco mais de dificuldades para encontrar a cara-metade. Mas não dá pra esperar que a pessoa certa caia do céu. Se você ficar trancado em casa se lamentando, ninguém vai aparecer batendo em sua porta. Além do mais, é preciso estar de bem com a vida, gostar de si mesmo, ser uma pessoa confiante, alto astral, que sabe expressar os seus desejos, para que o encontro possa ser realmente especial. Quando estamos muito tristes e carentes, a tendência é achar que toda nossa felicidade depende do outro. Pelo contrário! Primeiro temos que ser felizes, para só então podermos nos realizar em uma relação. E ninguém gosta de conviver com alguém cabisbaixo, rabugento e ‘pra baixo’.

Não existe fórmula milagrosa para alguém que quer arranjar um namorado ou uma namorada antes do dia 12 de junho. Se for só para diversão ou passa-tempo, é possível arrumar companhia para o dia dos namorados. Mas a possibilidade de que esse primeiro encontro se transforme efetivamente em uma relação deve ser vista com um certo cuidado. Não adianta ‘forçar a barra’ e usar a carência e o apelo do Dia dos Namorados. Há quem jure que o cupido flechou sim, no dia 12 de junho. A vida é feita de infinitas possibilidades, ainda bem!

Quem quer de verdade um relacionamento maduro tem que apostar com mais tranquilidade na escolha de um parceiro amoroso com quem tenha afinidades fundamentais como caráter, projetos de vida, nível intelectual e não apenas com pequenos gostos. Vínculos estáveis dependem do talento na escolha do par, de sorte, das disposições genéticas de cada um, de alguns ingredientes mentais e emocionais e, principalmente, da disposição de querer acertar. Mas, para isso o primeiro passo é não deixar a vida amorosa por conta do acaso... É preciso pensar e agir com coerência na hora de buscar um novo amor e, principalmente, ter em mente onde é possível encontrar alguém compatível para construir uma relação equilibrada e enriquecedora, respeitando sua individualidade e a de seu parceiro. Cada encontro deve ser singular. Único. Este encontro, muitas vezes, pode demorar. Afinal, nada acontece por acaso. E enquanto o amor não vem, vale aproveitar para passear, fazer um curso, sair com os amigos e se abrir para o novo...

Nestes catorze anos que atuo como cupido profissional,tenho observado que as pessoas idealizam demais quando estão em busca de um novo par amoroso. Como se houvesse um príncipe encantado ou uma mulher-maravilha. Isso só dificulta ainda mais o processo de efetivar uma união, pois quando idealizamos muito um companheiro, nos decepcionamos com facilidade. Nesses casos, nos tornamos muito exigentes e não nos damos conta de que nem sempre temos a oferecer o que estamos exigindo. Todos temos defeitos, mas todos também temos qualidades maravilhosas, que podem encantar o outro em um relacionamento. No entanto, precisamos estar abertos a ver no outro essa pessoa bacana, dando ênfase aos pontos positivos e minimizando os defeitinhos. Não é fácil, porque na correria dos tempos atuais se valoriza mais a rotatividade e a multiplicidade de experiências do que a estabilidade. Cabe a cada um discernir o que é melhor para a sua vida e o que deseja de fato.

28/05/2009 às 11:50

A rede é uma porta aberta para a infidelidade conjugal. A traição virtual corre solta e tornou-se um passatempo da moda com conduta socialmente aceita. Para muitas pessoas traição virtual é um conceito individual e, teclar com outras pessoas nem caracteriza traição. Para elas pode ser fetiche ou descontentamento com a relação atual.

Todos nós quando entramos num relacionamento queremos ser especiais e únicos. Nos interessamos por aquela pessoa porque inconscientemente ela tem algo que nos falta. Por isso, o casal precisa conversar e deixar claro o que é especial e as regras. O que é normal para um, pode não ser para o outro.

O que encanta o internauta é o anonimato. O mistério. A fantasia. As infinitas possibilidades de dar asas à imaginação. É possível criar um vínculo emocional com a pessoa mesmo que o encontro real nunca aconteça. Afinal, manter uma relação em segredo, trocar intimidades e fazer sexo virtual configura traição?

Muitos relacionamentos chegaram ao fim com a descoberta de perfis em sites de relacionamento ou quando o Messenger passou a estar bloqueado. A desconfiança mina a relação. Lentamente, a mágoa, as mentiras e o desgosto fazem com que a pessoa passe a se desinteressar pelo par amoroso. O mais curioso é que quem se envolve virtualmente com outras pessoas acredita que não está fazendo nada errado. Já os parceiros sentem-se traídos, mesmo que o contato físico não tenha ocorrido. Como confiar em alguém que divide o seu tempo, o seu afeto e a sua intimidade com outra pessoa? Até porque, raramente, alguém entra nos chats para dizer que está feliz com a pessoa amada. Em geral, ela se diz carente, que o par não a satisfaz sexualmente, que a vida a dois anda monótona e assim por diante...

Muitos internautas entram noite à dentro navegando nesse mar sem fronteiras. Outros chegam a perder a noção do tempo e chegam a ter no Messenger mais de 500 contatos. Os amigos, a família e conhecidos do mundo real são substituídos pelo mundo virtual. Passa a valer o que está escrito e toda a sedução que pode ser vista através de uma webcam. No anonimato de um nickname é possível extravasar a libido e até deixar um casamento de longa data naufragar. É que existe uma linha tênue entre o imaginário e o real. Um simples bate-papo pode acabar na cama e até na troca de cidade ou país.

Aline, 36 anos, produtora de moda, colocou fim ao casamento de nove anos, quando flagrou o marido nu, sem aliança, praticando sexo virtual com outra mulher. “Fiquei com nojo da cara dele”, diz. “Eu passei a desconfiar quando ele bloqueou a senha do Messenger. Era uma questão de tempo”. Hoje diz estar feliz ao lado de outra pessoa. “Neste novo relacionamento conversamos muito sobre o assunto e, inclusive, utilizamos a internet basicamente para assuntos de trabalho”.

João Carlos, 45 anos, bancário, passou por situação semelhante. Nos últimos tempos recebia telefonemas e emails falsos onde era chamado de corno virtual.
Com a ajuda de um técnico em computação montou uma estratégia e acabou pegando a mulher e o amante na saída de um motel. “O comportamento dela andava diferente. O histórico do navegador estava sempre limpo. Ficou mais safada na cama e comprou lingerie nova dizendo que era para me agradar. Virava a tela do monitor enquanto eu assistia tv. Apareceu com uma webcam dizendo que ganhou de uma amiga – que confirmou a mentira. Em várias ocasiões ela sorria sozinha e sem motivo, com a cabeça nas nuvens. O técnico descobriu uma pasta com várias fotos, nua. Mesmo com tudo isso, nunca desconfiei da safada”, desabafa.

Neste mundo virtual onde um não sabe o que o outro está fazendo, quem esta diante da tela sente sua privacidade invadida. A tristeza invade o coração de quem jura que está sendo traído. Será que o amor consegue sobreviver a este mundo novo?

22/05/2009 às 10:55

Os benefícios da internet todo mundo já conhece. No entanto, o que poucos sabem é que a Web pode viciar tanto quanto as drogas. Como as drogas químicas, a compulsão no uso da internet também está relacionado à sensação de prazer físico que ela produz. Ao receber um e-mail esperado, ao ver uma foto sensual, ao fazer sexo virtual é produzida no cérebro descargas elétricas entre os neurônios, induzidas por um neurotransmissor chamado dopamina. A dopamina é uma substância que o cérebro libera normalmente quando uma pessoa faz sexo, está apaixonada ou bebe. A dependência a internet pode ocorrer por fatores fisiológicos ou motivacionais.

Já escrevi algumas vezes sobre tudo isso, mas a motivação para voltar ao assunto é a história que ouvi dias atrás. Para algumas pessoas a história é normal – tempos modernos – para outras é um absurdo.

Uma mãe contou para uma platéia de pelo menos 20 pessoas, que ela e a filha pouco conversam pessoalmente. Elas teclam pelo Messenger. Até aí normal, pensei. Devem morar em cidades diferentes. Para a minha surpresa, moram na mesma casa. A net é usada para o bom dia, boa noite e até para avisar que o almoço está pronto. Então pensei: devem almoçar juntas. Não, cada uma faz seu prato e come diante da telinha do computador. Ninguém disse uma única palavra sequer. Mas, pelo semblante das pessoas deu para perceber reações de indignação, surpresa e até de apoio.
Pergunto: O que as pessoas andam fazendo com a própria vida? Que valores os pais andam passando para os filhos? Quando os pais são viciados na net o que podem cobrar de um filho?

Sempre que possível costumo contar a história da catarinense Ana Paula, para mostrar como as pessoas se comportam no anonimato e o que rola na rede. Aos 38 anos, divorciada, funcionária pública, desde 99 vivia plugada à rede todas as noites das 20 h as 2 h. Nos finais de semana chegava a ficar mais de 35 horas conectada. Sua conta telefônica era astronômica, no entanto, preferia gastar em impulsos a fazer uma viagem ou sair com os amigos. Com a banda larga sua conta diminuiu drasticamente, no entanto, seus gastos com medicamentos, terapia para tratar do TDI – Transtorno de Dependência a Internet, fisioterapia em decorrência do LER não param de crescer.

Hoje, uma década depois, impossibilitada de exercer várias funções normais do dia-a-dia, diz estar arrependida de ter perdido tanto tempo em frente à telinha do computador. Ela faz questão de contar a sua história para que os webholics reflitam sobre o tempo que gastam na internet.

“Logo após a minha separação, comprei um computador e me conectei a rede. Tinha plena convicção de que este seria o lugar certo para desabafar minhas amarguras, suprir minhas carências afetivas e sexuais e, até encontrar um novo amor.
Em pouco tempo tinha 10 contas de e-email, 400 pessoas cadastradas no messenger e recebia mais de 300 mensagens diariamente. Vivia em permanente estado de excitação só de pensar que ao chegar em casa minha caixa de mensagens estaria repleta de palavras carinhosas e de convites para naquela noite teclar comigo nas salas de bate papo. No entanto, também eram constantes as brigas motivadas pelo ciúme. Bastava desconfiar de que o paquera virtual estava teclando com outras mulheres para ficar irritada, nervosa e despejar na tela um monte de desaforos.

Aos poucos comecei a perceber que as pessoas se aproveitam do anonimato para criar um personagem, ou mostrar-se diferente do que é. A pessoa passa a se mostrar como gostaria de ser, mostrando um lado seu reprimido. Nem sempre, significa que ela mentiu. Conheci tímidos que se diziam extrovertidos. Homens horrorosos que usavam o nick “gatoso” (abreviação de gato gostoso) e fui ao encontro de outros que não passavam dos 30 e na telinha diziam que eram cinquentões sarados.
Devo confessar que, nem sempre, as minhas características representavam a verdade. Subtrai uns 5 anos e uns 8 kg. e a foto enviada para os pretendentes não era recente. Aos poucos, fui descobrindo que na hora do encontro real nem tudo eram flores. As decepções eram muitas. Criava a expectativa de que o outro seria aquilo que disse ser, e essa imagem nem sempre correspondia à realidade.

Virtualmente, não existem pessoas feias. Basta saber usar as palavras para passar a imagem de descolado, interessante e agradável. A sensualidade está na forma de expressão. Em pouco tempo estamos apaixonados, porque encontramos nas palavras tudo o que idealizamos no outro. Mais uma vez estamos nos apaixonando pelo que o outro aparenta ser e não pelo que realmente é.

Em meados de 2001 teclei com o “Libriano fogoso”, comerciante bem sucedido, 44 anos, bem humorado, de bem com a vida. Em poucos dias estávamos perdidamente apaixonados. O sexo virtual corria solto. As juras de amor, também. Esperava ansiosamente chegar o domingo porque ficávamos horas ao telefone. Com o passar do tempo, comecei a perceber que se esquivava quando mencionava que deveríamos nos encontrar no mundo real. Após muita insistência de minha parte ele concordou em vir ao meu encontro.

A primeira decepção aconteceu na rodoviária. Esperava um homem de 1,82 e 85 kg.acabei encontrando um de 1,70m e 65 kg. Mesmo não sendo nenhum Richard Gere, há muito tempo sem um namoro sério, decidi iniciar um relacionamento com ele.
Com o convívio as máscaras foram caindo uma a uma. Bem sucedido= falido, sem crédito na praça. Ficou claro porque não poderia vir de avião. Face às dificuldades financeiras o homem bem humorado se transformou num ser amargo, mal humorado, sempre à beira de um ataque de nervos.

Fiquei me perguntando: como estar de bem com a vida afundado em dívidas, ex-mulher pegando no pé e filho drogado. Durante dois meses tentei encontrar com o “libriano fogoso” e descobri que o fogo já devia estar apagado há muito tempo...
Dois meses após esta trombada amorosa, lá estava eu, novamente apaixonada...

E de paixão em paixão, lentamente, fui me dando conta que o meu grau de exigência despencara – teclava com qualquer um que se portasse de forma agradável. Vivia meio aérea, me sentia incapaz de realizar tarefas importantes, apresentava dores horríveis nos pulsos e braços e pernas, meus horários de refeições e sono eram irregulares, irritação constante nos olhos, começava a apresentar dificuldade de relacionamento com colegas de trabalho e familiares e uma tendência ao isolamento.
Só quando foi diagnosticado o LER, percebi o quanto era dependente das salas de bate papo. A terapia tem ajudado a entender todo este processo. Levo uma vida equilibrada e feliz. Há oito meses mantenho um relacionamento estável com o Francisco. Fomos apresentados por um casal de amigos. Hoje utilizo a internet racionalmente como um meio de comunicação.”

Chega a ser paradoxal que um sistema de comunicação que está revolucionando os negócios e as relações afetivas, colocando em contato pessoas de todos os cantos do planeta possa ser associado a uma patologia.

Segundo os estudiosos os “dependentes” de internet buscam a internet, sem um objetivo definido, com preferência pelas salas de bate-papo, enquanto que os usuários “não-dependentes” utilizam a internet com um objetivo mais definido, de encontrar nos sites da web informação, seja ela de uso pessoal ou técnica. Os estudos sugerem que os indivíduos com dependência por internet utilizam este instrumento não pela informação em si, mas para estabelecer contatos virtuais que se tornam prioritários e, às vezes, exclusivos em relação aos seus relacionamentos reais.

Briggs, do Departamento de Psicotecnologia da Albany University(New York) caracterizou a dependência de internet como análoga à dependência de substâncias descrevendo sintomas como a necessidade de aumentar o número de horas online, síndrome de abstinência – mal estar, ansiedade e angústia quando distante do computador, falta de controle para interromper o acesso a internet.

As conseqüências deste uso patológico são a perda de emprego, mau desempenho escolar, divórcios ou rupturas de relacionamentos afetivos e familiares, isolamento social e descuido com a aparência e saúde física.

Sintomas de dependência a internet:

1. Necessidade contínua e crescente de entrar na rede para obter a excitação desejada.

2. Ansiedade constante quando está offline.

3. Ocultar, omitir ou mentir para as pessoas próximas com o intuito de encobrir a extensão do envolvimento com as atividades online.

4. Falta de interesse em interagir com pessoas fora da rede.

5. Sensação de viver fora da realidade após um período prolongado na rede.

6. Utilizar as salas de chats para fugir de problemas ou de aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade ou depressão.

7. Comprometimento nas articulações motoras inferiores e superiores.

8. Passar tanto tempo em frente à telinha do computador a ponto de esquecer de conviver com quem está ao seu lado.

9. Sensação de viver uma vida emprestada – mais rico, mais bonito, poderoso...

10. Fazer as refeições em frente ao micro.


Prevenção:

. Use o bom senso. Avalie o tempo dedicado a internet. O recomendável é que o tempo dedicado ao lazer como esportes, dançar, cinema, sair com os amigos seja maior que o tempo de conexão na internet.

. Controle-se, não caia na rotina de ligar o computador como atividade princi-
pal(exceto se for a sua ferramenta de trabalho).

. Seja seletivo e não ignore o seu senso de julgamento, por mais interessante
que seja o papo da outra pessoa. Não se empolgue para não se decepcionar.

Você tem noção sobre os seus limites no ambiente online?

14/05/2009 às 13:21

Uma noite, um velho índio contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas. Ele disse: ”A batalha é entre dois ‘lobos’ que vivem dentro de todos nós”.

Um é mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é bom. É a alegria, paz, fraternidade, esperança, serenidade, humildade, bondade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
- Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:
- Aquele que você alimenta.

Diariamente nos envolvemos tanto com os problemas que esquecemos o quanto é importante entender os nossos sentimentos. Muitas vezes, nem nos damos conta das nossas próprias reações. Sei que vivemos num mundo de muitas cobranças e obrigações. Fica difícil dar conta de tudo. Falta tempo para enxergar o mundo e perceber como reagimos aos seus desafios. Sem querer magoamos e somos feridos por pessoas conhecidas e desconhecidas até sem intenção alguma. Muitas pessoas andam por aí parecendo um caminhão de lixo. Carregadas de lixo, cheias de frustrações, raiva e desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes, descarregam sobre a gente. Pode acontecer no escritório, no trânsito, na fila do banco, em casa. É importante sempre exercitar o afeto e a gentileza em casa, com os amigos, chefes, colegas e com quem cruzar no caminho. E tomar cuidado com o círculo vicioso, por isso, não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas. Não permita que o lixo dos outros estrague o seu dia. Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.

A chave para mudar o padrão das relações desgastadas ou viciadas, transformar a rotina e recuperar o espírito de entusiasmo e cooperação está em cultivar atitudes baseadas na espiritualidade.

O orgulho conduz à auto-suficiência e impede a pratica do perdão. Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. É preciso curar as feridas do coração perdoando a quem nos magoou ou que a gente pensa que nos fez algum mal. Só assim é possível ter uma vida plena e evoluir com saúde e felicidade.

Se você perceber que anda alimentando um lobo mau, que tal descobrir seus verdadeiros sentimentos e agir de acordo com eles?

- Pare de protelar coisas desagradáveis sem enfrentá-las.

- Não assuma responsabilidades contra a vontade somente para agradar alguém.

- Acha que não tem competência para resolver os seus problemas? Os outros estão mais interessados em cuidar da própria vida.

- Confie mais na sua intuição

- Quem só pensa em tragédias ou cultiva valores invertidos, acaba atraindo o que pretende evitar, torturando-se de maneira cruel e obstruindo o seu campo mental.

- Lembre-se: quanto mais conhecemos as pessoas, menos cuidamos delas. Algumas frases são mágicas: Parabéns! – Eu gosto de você – Por favor, obrigado – Você gostaria? – Desculpe – Bom dia! – Boa tarde! – Boa noite!

- Vibre com as conquistas alheias. A sua hora também chegará. A vida refloresce todos os dias.

- Cuide bem da sua boca. Palavras ‘duras’ podem ferir mais do que uma bofetada.

- Não bata de frente. Aprenda a arte da sutileza.

- Demonstre coerência entre pensamento e atitude. Não seja brilhante na teoria e ignorante na prática.

- Não culpe os outros pela sua infelicidade.

- Só você sabe o que se passa em seu coração.

Que lobo você anda alimentando?

06/05/2009 às 15:10

Seria o desejo um artifício para ocupar lacunas existenciais? Devemos sucumbir a ele?

Juliana, 24 anos, conheceu Anderson, 28 anos, em uma comemoração do titulo de futebol de um time nacional. Era um domingo, os amigos resolveram esticar a tarde e acabaram em um barzinho da moda.

Juliana trocou olhares com o Anderson durante a festa. Mas sem saber que ele morava a duas quadras da casa dela. Na segunda feira, no caminho do trabalho encontrou com ele no semáforo. Trocaram sorrisos, mas só no outro final de semana, em um novo encontro casual, trocaram telefones.

Começou um namoro romântico, jantares, festas e bilhetinhos. Chegou a hora de apresentar o novo namorado para os pais.

A partir daí ele passou a freqüentar a casa dela com bastante frequência. Após seis meses o namorado e a mãe dela, Ana, 45 anos, estavam cada vez mais íntimos. Trocavam experiências, confidências, parecia que Ana encontrara o genro que pediu aos céus. Tanto Juliana, quanto o pai não perceberam essa aproximação entre os dois.

Apenas quando Juliana começou a falar em casamento, percebeu que a mãe sempre mudava de assunto, arranjava uma desculpa para não acompanhá-la na prova do vestido, na escolha do Buffet e na compra do enxoval. Quem a acompanhava era sempre o seu pai.

Juliana então passou a prestar mais atenção e percebeu que Anderson e Ana trocavam mensagens pelo celular, emails, cartinhas (as quais ele tinha deixado de escrever para a namorada). Foi quando ela tentou tirar alguma coisa do namorado e ele confessou que ele e mãe dela eram amantes. O mundo dela desmoronou. Mesmo assim não teve coragem de contar para o pai que ambos estavam sendo traídos.

Ela terminou o namoro com o Anderson. Logo em seguida a mãe pediu o divorcio de um casamento de mais de 30 anos. O pai nunca soube da traição. A mãe e o ex noivo não ficaram juntos, mas destruíram o sonho da menina de casar e ser feliz para sempre.


Em um outro caso, Laís e Pedro iniciaram um romance quando ele foi contratado para prestar assessoria jurídica para a empresa dela. Em pouco tempo as famílias sentiam-se próximas e muito unidas. Geralmente Laís passava mais tempo na casa de Pedro porque, sendo filho único, os pais cobravam sua presença nos almoços de domingo. Aos poucos Laís começou a sentir atração pelo sogro. Durante alguns meses conseguiu disfarçar, mas mesmo tentando lutar contra um sentimento proibido, sua impulsividade a fez jogar os pés pelas mãos. Na primeira oportunidade em que se viu a sós com ele, o agarrou, lascou um beijo e disse que estava apaixonada. Visivelmente constrangido ele pediu que ela fosse embora.

Nas semanas seguintes Laís arranjou alguma desculpa para não ir almoçar com os pais do namorado.
Mas, Pedro voltou a insistir e ela decidiu encarar a situação. A sogra toda sorridente, perguntou: “Minha filha, o que houve com você? Por que sumiu?” “Não se preocupe, tive alguns aborrecimentos, mas já passou. “Confesso que senti remorso. Ver aquela mulher tão preocupada comigo e eu, apaixonada pelo marido dela”, desabafa. O almoço familiar foi tranqüilo, mas disfarçadamente Laís e o sogro trocavam olhares. Segundo ela, quase desmaiou quando percebeu o pé dele tocando no seu por baixo da mesa.

Nos meses seguintes as cenas se repetiam. O abraço do sogro, na chegada, era mais apertado e os olhares se intensificavam. Laís tinha certeza que ele a desejava também. Era uma questão de tempo e de oportunidade. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Este foi o lema usado para fazer o que fez... Ligou para a sogra para se certificar de que ela estaria em casa. Neste telefonema ela soube que o sogro estaria sozinho no escritório, na hora do almoço. Sem hesitar, foi fazer uma visita surpresa. Enquanto transavam na sala dele, subitamente, a porta se abriu. Dona Irene passou mal e desmaiou.
Ela não perdoou o marido e optou pela separação. Pedro revoltado tirou Laís da sua vida como se tira um cão sarnento. E os traidores ficaram juntos? Nunca mais tiveram qualquer tipo de contato.


Paixões proibidas, como nas histórias acima, sempre existirão. É uma utopia falar de amor, de relacionamentos, de fidelidade num momento em que a inversão de valores impera em todas as esferas da sociedade. O que prevalece nos dias atuais é o dinheiro, sucesso, visibilidade, fama, audiência, o gozo, números e cifras. A máxima cartesiana do “Penso, logo existo”, vem sendo substituída pelo “exibo-me, logo existo”. Sabemos que a traição fere os nossos ideais românticos de amor, da exclusividade e do comprometimento. Na cultura ocidental exclusividade sexual é uma exigência, nem sempre garantia de reciprocidade. A pessoa infiel não aceita ser traída. É intransigente e pune hipocritamente a infidelidade do seu par amoroso. A grande maioria das pessoas anseia por um relacionamento estável. O desejo é amar e ser amado. Só que na primeira oportunidade opta por prazeres efêmeros e relações fugazes, sem laços afetivos. Com isso, as pessoas acabam se tornando descrentes no amor. Elas precisam perceber que a infidelidade é que se banalizou. Falta respeito, comprometimento, diálogo e vergonha na cara. A infidelidade está presente na vida de muitos casais e, muitas vezes, da forma mais cruel possível. Os algozes não estão por aí, não! São as pessoas em quem mais depositamos confiança, respeito e o nosso amor incondicional. Estão dentro da própria casa, como nos dois casos acima descritos.

Há quem argumente que o ser humano é imperfeito, infiel por natureza, que as relações estão se tornando cada vez mais descartáveis e que a fidelidade já é vista como ultrapassada.
Só que as pessoas esquecem que o fundamento para delinear a vida a dois é trazido para a relação de uma forma velada. Um acordo inconsciente que lentamente se transforma em regras, aonde um vai dizendo para o outro nas entrelinhas: a minha liberdade termina, onde começa a sua...

Os casos extraconjugais para muitos, servem como uma válvula de escape para reavivar um casamento de longa data, enquadrado como enfadonho e monótono. Hoje as estatísticas mostram que as mulheres estão se equiparando aos homens também na infidelidade. Talvez daqui há alguns anos ser infiel passe a ser normal. Hoje, ainda causa muita dor, quebra de confiança e separação. Ser fiel representa reprimir os impulsos e o desejo sexual por uma terceira pessoa. A paixão é transitória e pode deixar o apaixonado cego e inconsequente.

Não é fácil aceitar que uma pessoa querida possa causar um grande sofrimento. E é complicado perdoá-la, de coração. Até porque levam-se anos para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la. Mesmo sabendo que corre o risco de se arrepender para o resto da vida.

Paixão proibida. Vale a pena?

29/04/2009 às 11:07

Quem nunca se sentiu magoado, ofendido ou ignorado pelos outros e, por isso, resolveu recolher-se dentro de si mesmo evitando as pessoas próximas?

Há quem diga que pessoas que se estressam e choram por qualquer coisa são frescas. Será? Aquele dia que você acorda pensando que terá um dia maravilhoso e, sem mais nem menos, fica pensativo, quieto e calado. Talvez, até ignore e desconfie dos prazeres da vida, embora lá no fundo queira participar e gozar as coisas boas, amar e ser amado. Algo errado? Não necessariamente. O ideal é procurar com afinco a causa do presente estado de espírito. Uma lembrança, uma mágoa profunda existente há muito tempo e que reaparece de uma forma mais dolorosa. Muitas vezes, algo que foi dito até sem a intenção de ferir, mas, acaba deixando marcas, principalmente, se estiver relacionado a sentimentos de inferioridade ou não aceitação do corpo físico ou à área sexual.

As mulheres sonham com homens interessantes, bem sucedidos, sensíveis, capazes de se emocionar e compartilhar gentilezas. Os rapazes querem garotas bonitas, delicadas e carinhosas. Se um homem ou uma garota não for sensível, não serve. Ninguém quer conviver com uma pessoa insensível. Mas, pessoas altamente sensíveis sofrem muito, sim. Algumas palavras bastam para que se sintam feridas. Elas estão mais sujeitas a diversos transtornos, dor de cabeça, irritabilidade, ansiedade, estresse, apatia e tristeza. O ideal é não fugir ou recolher-se. É preciso sair da concha, reconhecer a dor e a mágoa, conscientizar-se de sua vulnerabilidade e compartilhar esses sentimentos com o parceiro, um amigo, terapeuta, alguém de sua intimidade. Este procedimento requer muita coragem, especialmente se tiver de abordar o assunto com a pessoa que causou essa mágoa. O sucesso dessa atitude pode garantir não só a expectativa de ser melhor tratado no futuro, como também o capacitará a compreender um pouco mais sua vulnerabilidade e feridas psicológicas. O mais importante é não mergulhar na dor porque isso não tornará as coisas melhores.
Existe a possibilidade de você descobrir que o comportamento da pessoa que o magoou não foi intencional e que a situação atual apenas reflete sua própria sensibilidade.

Maria Rita, médica, garante que hoje convive bem com o seu jeito de ser.“Minha sensibilidade me faz pensar antes de falar. Sei muito bem o que é se sentir mal por causa de palavras mal colocadas. Como sofro de alta sensibilidade processo as informações sensoriais de maneira mais profunda. E quando algum fato ou acontecimento inesperado ocorre, o meu sistema nervoso sensível é atingido de tal forma que todo o cuidado é pouco para não alterar o meu relacionamento com as pessoas e com o ambiente. É preciso ter muito controle para não perder as estribeiras”, desabafa. “Fui buscar ajuda. Hoje sei que não é neurose e que não há nada errado comigo. Sou mais emoção do que razão, e minha sensibilidade esta diretamente ligada à minha energia, à minha alma. Com o tempo aprendi a ser mais reflexiva, atenta e a desenvolver e aproveitar melhor os meus poderes natos, como a intuição”, exemplifica.

Anderson, 43 anos, publicitário, garante que para driblar a sua sensibilidade e as turbulências dos dias atuais faz uso do bom humor e da alegria. “Ficar de mau humor não acaba com o estresse e nem paga dívidas. Ainda bem que posso escolher: ficar chateado e amargurado quando ouço alguma crítica ou ouvir uma música agradável e pensar em coisas boas”.

E você, caro leitor: como tem lidado com a sua sensibilidade?

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