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Sábado, 04/07/2009

Blogs > Sintonia Musical

Sintonia Musical

Quem faz o blog
Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 29/06/2009 às 20:00


RENATO FORIN JR./ARQUIVO PESSOAL

RENATO FORIN JR./ARQUIVO PESSOAL / MARIA BETHÂNIA ESTÁ LANÇANDO O DVD “DENTRO DO MAR TEM RIO”, ESPETÁCULO EM QUE  CRUZA ÁGUAS DOCES E SALGADAS: REGISTRO AUDIOVISUAL FOI REFEITO A PEDIDO DA INTÉRPRETEMARIA BETHÂNIA ESTÁ LANÇANDO O DVD “DENTRO DO MAR TEM RIO”, ESPETÁCULO EM QUE CRUZA ÁGUAS DOCES E SALGADAS: REGISTRO AUDIOVISUAL FOI REFEITO A PEDIDO DA INTÉRPRETE

(Eu me desperdiçava por quem não merecia. O tal friúme dos amantes quando abrem as portas. Deu em nada, salivação cessada. Só ela para amainar minhas águas interiores. Ela no palco e eu vertendo Lágrima, nota a nota. A valsa. O Branco, espuma do mar, esse sim transcende coisa outra qualquer. Ela sobrepõe-se às coisas. Dama de espada da mão, pediu pra eu não usar “encontro das águas” por remeter a um ritual do candomblé. Disse que promoveria o “namoro” entre mar e rio. Bonito! Sob as bênçãos do vermelho de Oyá e o dourado quente de Oxum e a forte vibração de Odofiabá e suas sete anáguas. Eu amo o momento e movimento daquela mulher. Amo de ficar úmido. Cristais e amálgamas e a poesia dos vibratos, da voz metálica e dos cabelos esbranquiçados. Memória das águas de todas as cores e prolongamentos. Aquele momento, aquele dia, aquilo tudo que fez o homem de Xangô chorar emocionado quando perto dela chegou. A trupe de águas interioranas a saudar Alteza nos recortes de Capiba. Dada não foi à grande ópera por que estava esvaindo-se em turvos líquidos e não sabia mais de Okê. Quantos búzios virados na roupa dela. Tão signos! Sou das águas douradas e das matas ciliares também. Do mar, apenas o cheiro forte de homem, claríssima citação feita a mim à beira-mar. Tinha que vir Lufã, que cuida tão bem da Rosa enigmática. Eu sou memória daquelas águas. Daquele dia: Curitiba, 17 de março de 2007. No palco do Teatro Guaíra, Maria Bethânia desenhou-se em “Dentro do mar tem rio”. No camarim a pergunta. Sim, Maria da Águas, eu amei tudo o que fez. Eu senti tudo o que jorrou. Desde então, nunca mais morri do coração...)

EXPECTATIVA


Reprodução

Reprodução / DIRIGIDO POR ANDRUCHA WADDINGTON, DVD FOI GRAVADO EM SÃO PAULO: REGISTRO HONROSODIRIGIDO POR ANDRUCHA WADDINGTON, DVD FOI GRAVADO EM SÃO PAULO: REGISTRO HONROSO
Um pouco de mistério ronda o DVD “Dentro do tem rio” (gravadora Biscoito Fino). Não se sabe bem o porquê de Maria Bethânia ter rejeitado a primeira gravação do audiovisual, feita nos dias 18 e 19 de agosto de 2007, no Canecão, Rio de Janeiro. Não gostou, mandou refazer quatro meses depois em São Paulo, no Citibank Hall, sob comando de Andrucha Waddington. Dias 7 e 8 de dezembro.

Havia uma expectativa muito grande quanto ao lançamento do DVD por se tratar do registro de um dos espetáculos mais densos de Bethânia. Com o tempo, a ansiedade foi se aplacando. O show, co-roteirizado por Fauzi Arap, faz a junção dos discos “Mar de Sophia” (apoiado nos textos da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner para exaltar lirismos marítimos e religiosidades) e “Pirata” (das águas doces, serenidades e umidades singelas em canções e textos, principalmente de Guimarães Rosa).

O DVD chega ao mercado quase dois depois do lançamento do álbum homônimo e ao vivo. Sem extras, sem mimos. O show apenas. Bons ângulos, bons closes, boas expressões. Boa direção.

Mas não adianta: ninguém até hoje conseguiu captar a grandiosidade cênica de Maria Bethânia. “Dentro do mar tem rio” é bonito, sim. Para quem não viu o show, um registro honroso. Para quem deitou olhos e audição, as reminiscências. As minhas são muitas.


RENATO FORIN JR./ARQUIVO PESSOAL

RENATO FORIN JR./ARQUIVO PESSOAL / NO PALCO, BETHÂNIA EVOCA INCLUSIVE SUAS ÁGUAS INTERIORES PARA DAR VAZÃO A CANÇÕES E POEMAS: ROTEIRO FOI DESENHADO JUNTAMENTE COM O DIRETOR FAUZI ARAP<br />
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NO PALCO, BETHÂNIA EVOCA INCLUSIVE SUAS ÁGUAS INTERIORES PARA DAR VAZÃO A CANÇÕES E POEMAS: ROTEIRO FOI DESENHADO JUNTAMENTE COM O DIRETOR FAUZI ARAP


APLAUSOS OU PAÓ?

Trinta e seis faixas. Extraídas foram “Riacho do navio” (por que, hein?), “Você” e Sob medida” – essas duas não encontravam afinidade do roteiro, portanto falta maior não fazem.

Viagem empreendida nas águas doces e marítimas, por vezes cruzadas. As forças da natureza, as paixões, a evocação aos orixás, o ato de fazer-se elementar. Canto e poesia a saudar águas e também lembrar quem se desidrata na falta delas – o roçar de metáforas e realidade. “Dentro do mar tem rio” tem boniteza e asperezas. Águas enfáticas e/ou serenadas. Um jorro de informações.

Diz Bia Lessa, diretora do espetáculo: “Esse show é pontuado por dualidades: Bethânia dentro do mar e Bethânia observando o mar. Ao passo que ela se insere e mergulha profundamente nestas águas, possui também um distanciamento crítico. Ao mesmo tempo que Bethânia perpassa toda aquela dramaticidade que é só dela, fruto de um entendimento absoluto da tragédia humana, ela está na verdade muito mais leve, meio que rindo disso tudo. Esse espetáculo é uma grande radiografia de Bethânia através das águas, um diálogo entre ela e o universo”.Pra quê dizer mais? Só sei e nunca me esquecer que por três vezes ao menos, Maria das Águas fez o Teatro Guairá calar-se: “Eu que não sei quase nada do mar” (Ana Carolina- Jorge Vercilo), a valsa “Lágrima” e “Ultimatum” (texto de Álvaro de Campo, 1917). O DVD reconta a história. Fielmente! Delicadamente!

Bethânia é mais bonita e forte ao vivo. Muitas palmas e assovios lhe são concedidos. Eu, paó!

Clique e confira o repertório do DVD

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Algo a dizer sobre o espetáculo “Dentro do mar tem rio” ou sobre Bethânia? Espaço aberto
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Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 22/06/2009 às 19:23


MILTON DÓRIA/IMPRENSA FILO 2009

MILTON DÓRIA/IMPRENSA FILO 2009 / UMA DAS MAIS NOTÓRIAS INVESTIGADORAS VOCAIS DO MUNDO, FÁTIMA  MIRANDA, CANTORA E PERFORMER ESPANHOLA, UNE MULTIFONIA E TEATRALIDADE NUM TRABALHO ÉTICO E ESTÉTICO MUITO PARTICULAR: ARTISTA FOI UMA DAS ATRAÇÕES DO FILO 2009UMA DAS MAIS NOTÓRIAS INVESTIGADORAS VOCAIS DO MUNDO, FÁTIMA MIRANDA, CANTORA E PERFORMER ESPANHOLA, UNE MULTIFONIA E TEATRALIDADE NUM TRABALHO ÉTICO E ESTÉTICO MUITO PARTICULAR: ARTISTA FOI UMA DAS ATRAÇÕES DO FILO 2009

Chego à entrevista bem antes da hora marcada. Conversando, percebi que estava diante de uma artista perfeccionista, de temperos quentes. Mais que isso, a cantora e performer espanhola Fátima Miranda, uma das atrações do Festival Internacional de Londrina, FILO, demonstrou ser uma intelectual a serviço da arte sonora. Uma voz com muitas técnicas colhidas mundo afora. Multifonia e espacialidade.

No concerto-performance “prESENCIAS –entre Salamanca y Samarkanda”, apresentado no Teatro Ouro Verde, Fátima Miranda impressionou por descristalizar sons convencionais.

Uma poderosa arma vocal a serviço de “ações poéticas”. Humor: uma "faca” atravessada na cabeça, longa saia de pregas, voz e sapateado a desconstruirem a imagem kitsch de dançarina de flamenco.

Dois momentos inesquecíveis. O primeiro: “Desasosiego” com imagens da guerra civil espanhola projetadas no telão – voz e aflições. O outro, “In principio”, sentada ao chão extraindo sons de uma bacia numa espécie de ritual fonético. Uma “bruxa” a fazer água borbulhar? Não, uma atriz performática a mexer com os campos sensoriais.

A presença de Fátima Miranda no FILO 2009 foi marcante. Diva ou não do experimentalismo, ela promoveu ações éticas e estéticas inesquecíveis. Arte sonora, filigranas particulares.

A seguir, reproduzo o material feito com Fátima Miranda, disponível no site do FILO. Uma sugestão: clique no vídeo para conhecer um pouco da arte da performer espanhola.

ARTE SONORA

EXUBERANTES AÇÕES POÉTICAS

Impressionantes as habilidades da cantora e performer espanhola Fátima Miranda. A extensão incalculável da voz contém vasto volume de informações transmitido até quando faz breves demonstrações para ilustrar o que chama de “ações poéticas”.

Dezesseis anos depois, Fátima Miranda, uma das mais incensadas investigadoras vocais da atualidade, retornou ao Brasil para uma apresentação no Festival Internacional de Londrina (FILO), com o concerto –performance “prESENCIAS – Entre Salamanca Y Samarkanda”.

Trata-se de uma viagem sonora e metafórica empreendida entre a cidade natal da artista até a milenar localidade asiática e citadas no subtítulo. A apresentação compila obras de quatro espetáculos de Fátima: “Las Voces de la Voz” (1991), “Concierto em Canto” (1995), “ArteSonado” (2000) e “Cantos Robados” (2005).

“Não é um pot-pourri porque o concerto se converte a uma dramaturgia, com coerência e linha de ações próprias. As pessoas verão um espetáculo atual”, enfatiza a artista. O concerto, com duração de aproximadamente 90 minutos, contém oito peças autorais.

Em cena, a artista desenvolve a narrativa com a própria voz sobreposta a uma base pré-gravada. Os sons digitalizados provêm de suas poderosas cordas vocais. Um contrabaixo acústico e uma bacia estão nos mínimos elementos cenográficos.

“prESENCIAS – Entre Salamanca y Samarkanda é dividido em duas partes. A primeira de caráter ritual e íntimo, a outra situada entre o sagrado e profano. Há humor.

Há principalmente multifonias adquiridas em apuros sonoros nada convencionais. “Meu trabalho é considerado experimental, contemporâneo, minimalista, alternativo... até concordo. Mais que um concerto experimental, sobretudo me interessa apresentar um concerto de experiências”, diz Fátima.

As “experiências” advêm de processos vocais extraídos de etnias, sonoridades cotidianas ou mesmo de objetos insólitos como vasos, cristais, tubos de conexão, encanamentos, papel, entre outros. Os meandros investigativos começaram a ser vasculhados em 1979 quando Fátima, juntamente com Llorenç Barber, fundou o grupo “Taller de Musica Mundana”.

O desejo de expandir conhecimentos e convertê-los em criação artística fez com que Fátima Miranda não prosseguisse num meio consequentemente natural: acadêmico. Ela é licenciada em História da Arte, com atuações no campo da arte e arquitetura contemporânea. Escreveu dois livros sobre os temas. “Não queria lecionar”, resume.


MILTON DÓRIA/IMPRENSA FILO 2009

MILTON DÓRIA/IMPRENSA FILO 2009 / COMO CRIADORA ARTÍSTICA, FÁTIMA INCURSIONA NAS MAIS DIFERENTES TÉCNICAS DE VOZ DE VÁRIAS ETNIAS E ATÉ MESMO DO COTIDIANO:  “MAIS QUE UM CONCERTO EXPERIMENTAL, ME INTERESSA FAZER UM CONCERTO DE EXPERIÊNCIASCOMO CRIADORA ARTÍSTICA, FÁTIMA INCURSIONA NAS MAIS DIFERENTES TÉCNICAS DE VOZ DE VÁRIAS ETNIAS E ATÉ MESMO DO COTIDIANO: “MAIS QUE UM CONCERTO EXPERIMENTAL, ME INTERESSA FAZER UM CONCERTO DE EXPERIÊNCIAS"

Beber nas fontes ancestrais - A artista espanhola começou efetivamente a investigação sobre a voz e a música vocal em 1983. Buscava uma linguagem para se expressar. Conseguiu. Não se acomodou.

Como criadora artística coloca-se à disposição da aprendizagem, sempre e tanto. “Não pode haver novidade alguma se não bebermos nas fontes ancestrais. Precisamos transcendê-las em algo novo”, avisa.

A inquietude artística é tamanha que Fátima Miranda incursionou - até agora - por técnicas vocais como o canto japonês, a diafônica expressão mongol e tibetana, cantos sagrados e xamânicos, interjeições do teatro Nô e Kabuki, entre outras manifestações.

Ela foi também às nuances populares e líricas para associá-las às suas intenções artísticas. Tudo propiciou uma memória fonética aliada à espacialidade teatral.

Pertencente ao campo da Arte Vocal Contemporânea, Fátima desafia plateias com seu poderoso “instrumento” produtor de exuberâncias sonoras. É necessário contemplar o conjunto de sua obra, mesmo que as regiões agudíssimas chamem mais a atenção.

Fátima exime-se de vaidades maiores. “Para evitar presunção e ego exaltado prefiro não contar quantas oitavas eu atinjo. Sei que são mais de quatro”, diz bem-humorada.

Os concertos-performances são vistos regularmente em festivais cênicos e circuitos de música nos quatro cantos do mundo. A participação de Fátima no FILO 2009 esteve diretamente ligada ao evento VOZ.PERFORMANCE.JOGO.POESIA.CORPO.

Mais informações sobre a artista no site www.fatima-miranda.com


MILTON DÓRIA/IMPRENSA FILO 2009

MILTON DÓRIA/IMPRENSA FILO 2009 / CAPAZ DE ATINGIR MAIS DE QUATRO OITAVAS,  A ARTISTA PRODUZ EXUBERÂNCIAS SONORAS: “PRECISAMOS BEBER NAS FONTES ANCESTRAIS PARA TRANSCENDÊ-LAS EM ALGO NOVO”CAPAZ DE ATINGIR MAIS DE QUATRO OITAVAS, A ARTISTA PRODUZ EXUBERÂNCIAS SONORAS: “PRECISAMOS BEBER NAS FONTES ANCESTRAIS PARA TRANSCENDÊ-LAS EM ALGO NOVO”

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Algum comentário a respeito de Fátima Miranda e/ou da arte vocal contemporânea? Espaço aberto
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Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 08/06/2009 às 20:05


Site www.ivanlins.com.br/autoria não informada

Site www.ivanlins.com.br/autoria não informada / IVAN LINS RELÊ PARTE DE SUAS OBRAS COM A HOLANDESA THE METROPOLE ORCHESTRA, INCENSADA NA CENA JAZZÍSTICA. O RESULTADO PODE SER CONFERIDO NUM DISCO IMPECÁVEL:” TODAS AS PEÇAS GANHARAM UM COLORIDO DIFERENTE, ESPECIAL MESMO”<br />
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IVAN LINS RELÊ PARTE DE SUAS OBRAS COM A HOLANDESA THE METROPOLE ORCHESTRA, INCENSADA NA CENA JAZZÍSTICA. O RESULTADO PODE SER CONFERIDO NUM DISCO IMPECÁVEL:” TODAS AS PEÇAS GANHARAM UM COLORIDO DIFERENTE, ESPECIAL MESMO”


Fosse um projeto com os rigores tradicionais, talvez rendesse muita pompa e pouco entusiasmo por parte dos ouvintes. Ivan fez bem ao submeter parte de suas obras à exuberância da The Metropole Orchestra, que há mais de 60 anos se destaca na cena jazzística com saboroso diálogo com o pop. O resultado é incrível! Rendeu um disco com custos bancados pelo próprio cantor e compositor carioca.

O flerte entre o artista e a orquestra holandesa era antigo. O contato entre Ivan e o maestro Vince Mendoza se deu através do saxofonista Stefano Di Battista. Agendas acertadas, o primeiro concerto com a The Metropole Orchestra aconteceu em maio 2006 de onde foi extraída a faixa “Lua soberana” – ao vivo – e anexada ao repertório de 11 faixas.

A gravação foi feita em 3 de julho de 2008. O álbum sai sob chancela da Biscoito Fino. “Tenho feito muitos concertos com diferentes orquestras no Brasil e fora dele. Este é o primeiro a virar CD. Acho que todas as peças ganharam um colorido diferente, especial mesmo”, diz Ivan.

O entusiasmo se justifica. “Ivan Lins e The Metropole Orchestra” explora novas sonoridades em canções bastante conhecidas do compositor. Isso se deve, principalmente, à habilidade do maestro Vince Mendoza à frente de 70 instrumentistas. Em momento algum há excessos. Daí que as canções de Ivan Lins ratificam-se como universais.

As participações especiais: o cantor e compositor português Paulo de Carvalho (em “O fado”.), a cantora holandesa Trijntje Oosterhauis (nas baladas “Let us be always” e “Art survival”) e o guitarrista brasileiro Leonardo Amuedo. O multiinstrumentista André Mehmari fez o arranjo de “A gente merece ser feliz”, com base mais centrada ao piano. Samba jazz!

“Daquilo que eu sei” abre o disco em clima de Big Band - aliás, a The Metropole Orchestra tem esse perfil por primazia. Metais preciosos, solo incrível do saxofonista Leo Jansen em sintonia com a guitarra de Leonardo Amuedo. Contornos de jazz e um inusitado sotaque nordestino de Ivan acentuando palavras dos versos iniciais. Em contrapartida, a nordestinidade de “Tamanduá” está menos afoita.

No miolo do álbum, temas intimistas como “Arlequim desconhecido” e “Começar de novo”, em que Ivan sussurra palavras de despedida – boa reinterpretação. A confluência de linguagens expande-se na, digamos, salsa brasileira “Ai, ai, ai, ai” e em “O fado”. Boa sacada o duelo vocal de Ivan com os sopros de “É ouro em pó”. O público se rende de vez.

“Lua sobeana” encerra o disco. Melhor: homologa a rica parceria de Ivan Lins – um dos autores mais respeitados e mais gravados no exterior por nomes como Babra Streisand, George Benson, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald e Quince Jones – e a The Metrópole Orchestra, que em seu currículo tem apresentações com Charlez Aznavour, Stan Getz, Pat Metheny, Olera Adams, alguns. Isso explica o porquê de Ivan e a orquestra holandesa terem concebido um disco impecável. Que tal um DVD?

A seguir, a entrevista que Ivan Lins concedeu ao blog Sintonia Musical.

Há apresentações agendadas com a The Metropole Orchestra para divulgação do projeto? Qual a possibilidade de apresentação no Brasil?

Fiz o lançamento do CD apenas na Holanda. Fora da Holanda, vai ser difícil por problemas de custos...muita gente. No Brasil fica mais difícil ainda apesar de já haver promotores tentando, ao menos, levar o maestro (Vince Mendoza) para fazer com orquestras brasileiras. Mesmo assim, com esta crise, nenhuma empresa se manifestou a gastar o que a produção de um evento assim requer.

Você trabalha, aqui ou ali, com a linguagem jazzy além de participar de festivais de jazz. Seu trabalho fora do Brasil foi já foi chamado de World Music. Rótulos. Poderia traçar um paralelo entre o que fazia no começo de carreira e a atual forma de se expressar musicalmente?

Acho que sempre fiz uma musica eclética. O jazz nunca abandonou minha música, assim como as raízes brasileiras. Para dar um rótulo para minha música chamaria ela de "Total Music". Ou seja, Música Total. Mas poderia simplesmente ser "Minha música".


PAMELA FONG/DIVULGAÇÃO

PAMELA FONG/DIVULGAÇÃO / IVAN COM VINCE MENDOZA, RESPONSÁVEL POR AMPLIAR A UNIVERSALIDADE DA OBRA DO CANTOR E COMPOSITOR CARIOCA: HÁ POSSIBILIDADE DE O MAESTRO VIR AO BRASIL REGER ORQUESTRAS LOCAIS PARA O LANÇAMENTO DO ÁLBUM<br />
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IVAN COM VINCE MENDOZA, RESPONSÁVEL POR AMPLIAR A UNIVERSALIDADE DA OBRA DO CANTOR E COMPOSITOR CARIOCA: HÁ POSSIBILIDADE DE O MAESTRO VIR AO BRASIL REGER ORQUESTRAS LOCAIS PARA O LANÇAMENTO DO ÁLBUM


Você bancou o custo do trabalho. Não foi possível um patrocínio ou você nem foi atrás? Trata-se de um projeto caro?

Não foi tão caro assim... A orquestra não cobrou um tostão, vai ganhar royalties. Aliás, todos vão ganhar royalties. Portanto os custos foram baixos e deu pra pagar. Mesmo assim,com o mercado de música boa do jeito que está talvez não consiga recuperar o investimento.Mas valeu a pena; é um disco fantástico.

Ivan, poderia falar um pouco da experiência como um dos sócios da Velas? Por que se afastou da gravadora no final dos anos 90? Algum desentendimento com Vitor Martins?

Com o Vitor não. Jamais. Mas não consegui ser patrão de meus colegas e a empresa estava acabando com minhas finanças me obrigando a ficar escravo de shows a qualquer preço, a qualquer caraminguá. Hoje está tudo bem. A Velas está com o Vitor, não produz mais nada, mas tem um catálogo elogiável, distribuído por uma empresa independente. Assim o Vitor passou a ter tempo para escrever de novo,o que começamos a fazer este ano.

Você mantém as rédeas sobre seu trabalho. Essa independência traz quais vantagens e desvantagens?

A vantagem é a liberdade de poder gravar o que quiser. Desvantagem é que não existe mais por trás qualquer segurança seja financeira, seja ética. Como não sou muito ambicioso, gostaria de poder viver das minhas composições sem a obrigatoriedade de fazer shows pra sobreviver,se bem que, de vez em quando, adoro estar no palco.Não sei para onde caminha o mercado fonográfico, mas jamais conseguiria parar de compor.Se conseguir fazer desta atividade meu sustento posso viver com simplicidade,em qualquer lugar do planeta.

Para terminar: é verdade que você tem um projeto de música sertaneja de raiz com Rafael Alterio? Qual sua ligação com o universo regional?

É verdade. Mas é um projeto que ainda estou estudando para não atrapalhar os que estão sendo lançados. Formei esta dupla "sertaneja", Fioravante e Guimarães (sobrenome de ambos), há muito tempo para shows beneficentes no interior de São Paulo. Fizemos uns dois ou três e depois não tivemos mais tempo. Resolvemos retomar no ano passado, mas ainda está meio difícil. É bom alertar aos desavisados que a nossa musica "sertaneja" é muito mais sofisticada harmônica e literariamente. Portanto,como se diz por aí, o buraco é mais embaixo...


 / CONCERTO FOI GRAVADO EM JULHO DE 2008, NUM PROJETO BANCADO POR IVAN LINS: ORQUESTRA, FUNDADA EM 1945, EXPERIMENTA SONORIDADES E JÁ SE APRESENTOU COM GRANDES NOMES COMO STAN GETZ, CHARLES AZNAVOUR E PAT METHENYCONCERTO FOI GRAVADO EM JULHO DE 2008, NUM PROJETO BANCADO POR IVAN LINS: ORQUESTRA, FUNDADA EM 1945, EXPERIMENTA SONORIDADES E JÁ SE APRESENTOU COM GRANDES NOMES COMO STAN GETZ, CHARLES AZNAVOUR E PAT METHENY


REPERTÓRIO

* Daquilo que eu sei (Ivan Lins- Vitor Martins)

* A gente merece ser feliz (Ivan Lins – Paulo César Pinheiro)

* Formigueiro (Ivan Lins – Vitor Martins)

* Arlequim desconhecido (Ivan Lins – Vitor Martins)


Reprodução

Reprodução /
* Começar de novo (Ivan Lins – Vitor Martins)

* Let us be always (Ivan Lins – Ronaldo Monteiro- versão: Carole King)

* É ouro em pó (Ivan Lins)

* O fado (Paulo de Carvalho – Dulce Pontes)

* Ai, ai, ai, ai (Ivan Lins – Vitor Martins)

* Art of survival
(Ivan Lins- Vitor Martins- Versão: Brock Walsh)

* Lua soberana (Ivan Lins – Vitor Martins)


Mais informações sobre o artista no site www.ivanlins.com.br

Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 01/06/2009 às 20:10


DIVULGAÇÃO/REDE GLOBO

DIVULGAÇÃO/REDE GLOBO / MARÍLIA PÊRA FOI O GRANDE DESTAQUE DO ESPECIAL “ELAS CANTAM ROBERTO”, EXIBIDO DOMINGO PELA REDE GLOBO: INTERPRETAÇÃO MARCADA PELA VERVE DRAMÁTICAMARÍLIA PÊRA FOI O GRANDE DESTAQUE DO ESPECIAL “ELAS CANTAM ROBERTO”, EXIBIDO DOMINGO PELA REDE GLOBO: INTERPRETAÇÃO MARCADA PELA VERVE DRAMÁTICA

Elegantes cantoras em noite de gala. Umas mais à vontade, outras nem tanto. Marília Pêra sobre todas as coisas. Interpretação arrebatadora,maravilhosa. Ela foi o grande destaque do especial “Elas cantam Roberto”,exibido no domingo à noite (dia 31 de maio). Edição canalha!!!

Cortes eram esperados para não prejudicar a comercialização do DVD a ser lançado. Mas a Globo deu um show de desrespeito ao excluir algumas cantoras como Adriana Calcanhotto, Marina Lima, Mart´nália, Rosemary e a diva do canto lírico nacional Celine Imbert.

Reduzidas a coadjuvantes, apareceram apenas no final para reverenciar aquele que é chamado de “rei” por muitos. Eu o chamo de Roberto Carlos, cantor e compositor. Que está comemorando 50 anos de carreira. Um trecho de cada uma cantando talvez atiçaria mais a curiosidade dos possíveis compradores do registro audiovisual. Um CD está sendo providenciado também.

O homenageado abriu a noitada com um comentário pertinente. Calculado, mas pertinente: “Dramas, romances, paixões. Um entrar e sair de ilusões durante 50 anos. Tudo isso sem saber se é para rir ou chorar”. E tascou “Emoções”.

Emocionante mesmo foi Marília Pêra interpretando, em forte exercício dramatúrgico, “120... 150... 200... km por Hora”. Senhora dos palcos, a cantriz deu dramaticidade exata que o registro original não contém. Técnica vocal apurada! Porém, Marília abriu a guarda e soltou a emoção, caminhou no palco, saiu de cena cantando. Marcou presença, ficou na memória. Quem vem do teatro não decepciona. Salve, Marília! Santa Marília, cantai por nós!

Mesmo decepado, “Elas cantam Roberto” exibiu outros bons números. Fafá de Belém mostrou toda a sofisticação popular na rasgada “Desabafo”, bem como Alcione reinventou com categoria “Sua estupidez”.

Nana Caymmi, grandiosa, mostrou a rara inteligência musical em “Não se esqueça de mim”. Hebe Camargo -agradável surpresa - revisitou “Você não sabe”, com voz empostada e lágrimas por vir. Espontaneidade, gostei!

Ivete Sangalo acariciou a barriga- belo gesto - e abriu a noite com “Os seus botões”, com direito a retorno em “Olha”. Por que duas vezes? Por ser popular, midiática? Não precisava dose dupla no recortado especial. Aprecio o timbre da baiana, principalmente em searas musicais refinadas.

O mesmo não se pode dizer de Claudia Leitte, “genérico” de Ivete: a loirinha tem pouco polimento. Daniela Mercury, também pertencente à raça da axé music, sabe de tudo o mais: em dueto com Wanderléa, a musa baiana encontrou aconchego. E também brilhos e botas.

Ana Carolina, no terninho preto indefectível, imprimiu assinatura própria em “Força estranha”, mesmo com os cacoetes... aqueles é, é, é, é, sabe? Fernanda Abreu trouxe ao seu universo suingado “Todos estão surdos” e valeu-se.

Sandy! Sim, ela! Risível vê-la iniciando uma canção tão bela assim: “Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim - im”. Delicadinha, bonitinha, vozinha, tudo “inha”. Resquícios de um passado musical sem apuro – e o futuro profissional, ao que indica, vai repetir o passado. Não há como prosperar, nem sob elogios de medalhões da MPB.

Luiza Possi, coleguinha de classe artística da filha de Xororó, segurava o microfone trêmula. Mas conseguiu dar o recado em “Canzone per te”, com o auxílio da mãe, Zizi Possi – emissão segura, presença soberana.

O DVD “Elas cantam Roberto” vai corrigir as injustiças que o tal padrão globo de qualidade não permitiu. Por enquanto o Youtube é a salvação da pátria.


DIVULGAÇÃO/REDE GLOBO

DIVULGAÇÃO/REDE GLOBO / ROBERTO CARLOS CERCADO PELAS CANTORAS CONVOCADAS PARA HOMENAGEÁ-LO: EDIÇÃO DESRESPEITOSA EXCLUIU NÚMEROS DE ALGUMAS INTÉRPRETESROBERTO CARLOS CERCADO PELAS CANTORAS CONVOCADAS PARA HOMENAGEÁ-LO: EDIÇÃO DESRESPEITOSA EXCLUIU NÚMEROS DE ALGUMAS INTÉRPRETES


O REPERTÓRIO DO ESPETÁCULO NA ÍNTEGRA

Você não sabe - Hebe Camargo

Canzone per te -
Luiza Possi e Zizi Possi

Proposta - Zizi Possi

Sua estupidez - Alcione

Desabafo - Fafá de Belém

À distância - Celine Imbert

Se você pensa - Daniela Mercury

Esqueça - Daniela Mercury e Wanderléa

Você vai ser o meu escândalo - Wanderléa

Nossa canção - Rosemary

Todos estão surdos - Fernanda abreu

As curvas da estrada de santos - Paula toller

120... 150... 200... km por hora - Marília Pêra

Como dois e dois - Marina Lima

As canções que você fez pra mim - Sandy

Só você não sabe – Mart´nália

Do fundo do meu coração - Adriana Calcanhotto

Falando sério - Claudia Leitte

Não se esqueça de mim - Nana Caymmi

Força estranha - Ana Carolina

Os seus botões - Ivete Sangalo

Olha - Ivete Sangalo

Emoções - Roberto Carlos

Como é grande o meu amor por você - Roberto Carlos e cantoras

É preciso saber viver - Roberto Carlos e cantoras


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** Nada mais tenho a dizer sobre este assunto e muito menos em relação a outros eventos em homenagem ao 50 de Roberto Carlos.

** Algum comentário sobre o especial exibido pela Globo? Espaço aberto

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Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 25/05/2009 às 17:41


MILA MALUHY/site zizipossi.com.br

MILA MALUHY/site zizipossi.com.br / ZIZI POSSI, SOFISTICADA INTÉRPRETE, DEVERÁ CANTAR “PROPOSTA” E FAZER DUETO COM A FILHA, LUIZA POSSI, EM “ELAS CANTAM ROBERTO “: EVENTO ACONTECE NESTA TERÇA (DIA 26), EM SÃO PAULO, E SERÁ TRANSMITIDO NO DIA 31 PELA GLOBOZIZI POSSI, SOFISTICADA INTÉRPRETE, DEVERÁ CANTAR “PROPOSTA” E FAZER DUETO COM A FILHA, LUIZA POSSI, EM “ELAS CANTAM ROBERTO “: EVENTO ACONTECE NESTA TERÇA (DIA 26), EM SÃO PAULO, E SERÁ TRANSMITIDO NO DIA 31 PELA GLOBO

Tudo certo como dois e dois são quatro. O espetáculo “Elas cantam Roberto”, que acontece nesta terça-feira (dia 26 de maio), no Teatro Municipal de São Paulo, será exibido pela Rede Globo. Em horário razoável: dia 31, domingo, após o Fantástico. Certamente haverá edições do show para não comprometer o projeto, que sairá em CD e DVD. Quando? Boa pergunta.

Na postagem anterior, algumas das 20 cantoras confirmadas não tinham definido – ou não queriam dizer – qual música iriam interpretar. Marina Lima – gosto muito dela – vai de “Como dois e dois”.

Um dos belos momentos da noite deverá ser o dueto de Zizi Possi e Luiza Possi em “Canzone per te”. A performance da soprano brasileira Celine Imbert – divina! – tem tudo para ser marcante com “À distância”.

A despeito de um comentário deixado num post sobre o assunto, Ivete Sangalo deverá, sim, cantar “Não vou ficar”. O cantor e compositor Roberto Carlos – o espetáculo faz parte dos eventos em torno dos 50 anos de carreira (!) dele - fará apenas uma participação, ao final, cantando... “Emoções”. Se ele não mudar, tem essa... Enquanto elas cantam, ele fica de espectador num lugar bem reservado.

As cantoras escolhidas: Ana Carolina, Alcione, Adriana Calcanhotto, Celine Imbert, Claudia Leitte, Daniela Mercury, Fernanda Abreu, Fafá de Belém, Hebe Camargo, Ivete Sangalo, Luiza Possi, Marília Pera, Marina Lima, Mart´nália, Nana Caymmi, Paula Toller, Rosemary, Sandy, Wanderléa e Zizi Possi.

Com ingressos esgotados – vendidos entre R$ 30 e R$ 1,2 mil –, “Elas cantam Roberto” terá renda revertida à Associação Américas Amigas, entidade que nasceu da parceria entre Brasil e EUA para a Conscientização e Pesquisa sobre o Câncer de Mama.

Esperar para ver e ouvir o que as cantoras têm a apresentar. A grande maioria certamente dará a intensidade necessária que algumas músicas, no original, não possuem.

A seguir a relação das cantoras e respectivas canções:

Adriana Calcanhotto “Do fundo do meu coração”

Alcione – “Sua estupidez”

Ana Carolina – “Força estranha”

Celine Imbert – “À distância”

Claudia Leitte – “Falando sério”

Daniela Mercury – “Se você pensa”

Fafá de Belém – “Desabafo”

Fernanda Abreu – “Todos estão surdos”

Hebe Camargo – “Você não sabe”

Ivete Sangalo – “Não vou ficar”

Luiza Possi e Zizi Possi – Canzone per te

Marília Pêra – “120...150...200.. km por hora”

Marina Lima – “Como dois e dois”

Mart´nália – “Só você não sabe”

Nana Caymmi – “Não se esqueça de mim”

Paula Toller – “As curvas da estrada de Santos”

Rosemary – “Nossa canção”

Sandy - “As canções que você fez pra mim”

Wanderléa – “Esqueça”

Zizi Possi- “Proposta”
...........................................

A quem interessar possa:

** O cantor e compositor Roberto Carlos se apresenta nos dias 18 e 19 de setembro, às 21 horas, no Teatro Positivo (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Telefone 41/ 3317-3107), em Curitiba. Os valores dos ingressos não foram divulgados ainda. As vendas devem começam dia 7 de agosto. As pré-vendas acontecem provavelmente entre os dias 1º e 6 de agosto apenas para clientes do banco Itaú Personnalité. Mais informações pelo telefone (41) 4003- 1212 ou no site www.ingressorapido.com.br

Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 21/05/2009 às 18:45


LUFF/DIVULGAÇÃO

LUFF/DIVULGAÇÃO / COM PROPOSTA ESTÉTICA PARTICULAR, O AVEDUO, FORMADO POR ANDRÉA BERNARDINI E VIVIANA MENA, APRESENTA NESTA SEXTA E SÁBADO O ESPETÁCULO “ESSÊNCIA ELIS”, NO TEATRO PAIOL DE CURITIBA: “NA NOSSA ESCOLHA DE REPERTÓRIO PRIMOU O `SENTIR´ PARA DEFINIR AS MÚSICAS”COM PROPOSTA ESTÉTICA PARTICULAR, O AVEDUO, FORMADO POR ANDRÉA BERNARDINI E VIVIANA MENA, APRESENTA NESTA SEXTA E SÁBADO O ESPETÁCULO “ESSÊNCIA ELIS”, NO TEATRO PAIOL DE CURITIBA: “NA NOSSA ESCOLHA DE REPERTÓRIO PRIMOU O `SENTIR´ PARA DEFINIR AS MÚSICAS”

A partir daquele dia estilhaçado – 19 de janeiro de 1982 – o Brasil aprendeu a dizer saudade. Meio mundo também. Não foi fácil dar adeus a Elis Regina, a mais complexa intérprete, alquimia entre técnica e emoção que resultava em seiva espessa - ela!

Aos 36 anos de idade deixou 27 discos, 14 compactos simples e seis duplos. Tudo crepita na memória, tudo arde ainda. Evocações! Elis está viva nas cordas vocais dos que buscam compreender sua imensidão. E mistérios.

O AVEduo, formado pela brasileira Andréa Bernardini e pela argentina Viviana Mena, ocupa nesta sexta e sábado (dias 22 e 23 de maio)o espaço do teatro Paiol, em Curitiba, para realçar nuances de Elis Regina. Elas vão atuar no mesmo local que há 36 anos a intérprete gaúcha fez temporada.

A emoção vai escorrer por todo o ambiente porque a proposta das duas artistas concentra-se no nome do espetáculo: “Essência Elis”.

No repertório, 20 canções submetidas ao crivo do AVEduo. “Modinha (Tom Jobim – Vinicius de Moraes) abre o espetáculo com um arranjo “bluseado”. Outras também, como “Basta de clamares inocência” (Cartola), “Mucuripe” (Raimundo Fagner - Belchior), Cais (Milton Nascimento –Ronaldo Bastos) “Corsário” (João Bosco –Aldir Blanc) sem se esquecer dos primórdios – “Arrastão” (Edu Lobo- Vinicius de Moraes). Há “O sonho” (Egberto Gismonti), bela e tão pouco relembrada.

A seleção se deu pela memória da pele. “Outros critérios foram: qual a música que, dentre as tantas do repertório de Elis, por alguma razão, cala mais fundo na emoção. Na nossa escolha de repertório primou o `sentir´ para definir as músicas”, explica Viviana Mena.

Viviana, aliás, tem sentimento especial por Elis Regina. Tomou contato com a obra dela quando ainda morava em Buenos Aires – não compreendia o que vinha do vinil, mas dilatava-se em emoção quando a ouvia. Foi uma professora de canto, admiradora de música brasileira, quem indicou os sulcos.

“Posso afirmar que houve um antes e um depois em minha vivência como cantora ao ouvir Elis. Durante meses a fio não queria ouvir outra coisa”, relembra. Uma das referências maiores, conta, é o DVD do programa “Ensaio”, de 1973. “Mucuripe” foi a primeira canção interpretada por Viviana no Brasil, no Festival de Intérpretes de MPB, no Sesc da Esquina. Isso em 1997.

No espetáculo, o AVEduo estará acompanhado do pianista Sérgio Justen e das cantoras Giovanna de Paula e Elaine Vieira. Andréa Bernardini estará ao violão e também na percussão. A dinâmica de “Essência Elis” passa por solos, duetos e backing vocals. A interação com a platéia deverá ser imediata por conta das canções e de fatos relevantes narrados pelas intérpretes.

O formato é inédito, embora a dupla tenha apresentado, em 2005, uma homenagem a Elis Regina através de canções gravadas em espanhol como “Gracias a la vida” (Violeta Parra) e “Los hermanos” (Atahualpa Yupanqui). Anteriormente, em 1995, Viviana e um violonista argentino conceberam espetáculo, em Buenos Aires, para amigos.

Surgido em 2003, AVEduo expande linguagens. Além de pesquisa e seleção de repertório, arranjos, direção de shows e oficinas e palestras, Andréa Bernardini e Viviana Mena atuam em outras áreas culturas.

A dupla se enveredou por projetos interessantes como “Mujeres Latinas” (2006) – tributo a cantoras e compositoras do cenário musical do continente -; Cantos Sagrados (2007) – música sagrada indígena e de outros povos, que resultou num CD - ; e Ave, Crianças! (2008) – música de tradição oral com cantigas de roda e composições próprias.

Duas mulheres, ambas arte-educadoras, inclusive. “Temos um nobre e claro objetivo: sensibilizar o ser humano por meio da música e do canto”, diz Viviana.

Com tais palavras alguém duvida que “Essência Elis” tem tudo para ser um espetáculo com conteúdo e, claro, sensibilidades a toda prova? Certamente não.

A seguir, a entrevista que Viviana Mena concedeu ao blog Sintonia musical em que se percebe, através de raciocínio bem articulado, uma artista extremamente ciente do seu ofício, a exemplo da parceira Andréa Bernardini.

O espetáculo tem por nome “Essência Elis”. Qual seria a essência? Qual diferencial o AVEduo apresenta em relação a apresentações que enveredam pelo universo musical de Elis?

A palavra “essência”, no nome do nosso show, faz referência àquilo essencial, no sentido de profundo, da revelação do que há de mais verdadeiro na expressão de um artista, o seu eu profundo, o seu ser. Acredito que Elis Regina seja uma referência para muitas cantoras, brasileiras e estrangeiras, por muitos motivos. O que me tocou profundamente ao conhecer o trabalho da Elis foi a verdade que ouvia na sua voz, mesmo sem entender totalmente a letra, a poesia da palavra; eu sentia claramente que havia nessa voz uma conexão direta com a emoção e uma total liberdade na sua expressão como intérprete. Foi isso que me encantou, que me cativou. Eu já estudava canto fazia uns dez anos, cantava jazz, música folclórica, pop-rock argentino e até tango, mas não conhecia Elis. Mesmo estando tão perto, durante muito tempo houve muita distância entre a vida cultural argentina – e sul-americana em geral - e a cultura brasileira. Enfim, tema para outro bate-papo...


LUFF/DIVULGAÇÃO

LUFF/DIVULGAÇÃO / AVEDUO NO ESPAÇO OCUPADO POR ELIS REGINA HÁ 36 ANOS: ESPETÁCULO CONTARÁ COM PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS E TERÁ 20 CANÇÕES QUE TENTAM EXTRAIR NUANCES DA INTÉRPRETE GAÚCHA, A MAIS COMPLEXA DA MPBAVEDUO NO ESPAÇO OCUPADO POR ELIS REGINA HÁ 36 ANOS: ESPETÁCULO CONTARÁ COM PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS E TERÁ 20 CANÇÕES QUE TENTAM EXTRAIR NUANCES DA INTÉRPRETE GAÚCHA, A MAIS COMPLEXA DA MPB

Viviana, achei interessante saber que tomou contato com a obra de Elis quando ainda morava em Buenos Aires. Em quais circunstâncias isso ocorreu, através de qual disco ou música?

Eu estudava canto quando uma professora, Inés Riglas, que tinha morado um tempo no Brasil e conhecia bastante de música e cultura brasileiras, dispunha de um material na época raro na Argentina. Um dia, numa aula, me disse: “você tem que escutar esta cantora!” Foi um divisor de águas para mim. Mudou minha forma de cantar, minha forma de sentir o canto. Posso afirmar que houve um antes e um depois em minha vivência como cantora ao ouvir Elis. Durante meses a fio não queria ouvir outra coisa que não fossem suas canções! Um dos primeiros discos que ouvi foi “Elis & Tom” e uma das primeiras músicas que aprendi a cantar desse disco foi “Modinha”, que está no repertório do nosso show, num arranjo “bluseado”, com duas vozes e violão.

Se você nunca pensou, gostaria que pensasse agora. Elis buscava sempre autores novos. Quem, a seu ver, dos autores surgidos depois que ela se foi, poderia ter gravado e feito maravilhas?

Em relação a novos autores, não sei dizer, não conheço muito, escuto música mais antiga, os clássicos; às vezes tentei imaginar como seria Elis hoje, como estaria cantando... Mas tem uma coisa tenho certeza que teria ficado maravilhoso na voz da Elis, com a força interpretativa que o estilo exige: alguns tangos. Principalmente (Astor) Piazzolla, que teve uma maravilhosa produção também nos anos 60/70, vanguarda do novo tango.

Interessante o nome AVEduo. Por que esse nome e desde quando está em atividade? Na cena curitibana – se preferir, paranaense –qual a metragem que vocês buscam ocupar?

AVE significa muitas coisas que, sintetizadas, dizem muito sobre nós e a nossa proposta artística. AVE! – saudação que significa Salve! – salve a música, salve o canto, salve a arte. Chamamos alguns shows com esta saudação: AVE, Crianças! AVE, Mujeres!, AVE, Curumins! AVE, Maria! Pedindo as bênçãos de Nossa Senhora, como símbolo representativo do divino feminino. AVE como anagrama de EVA, a primeira mulher. As Aves – segundo as tradições indígenas - são animais sagrados que fazem a conexão, por meio do canto e da beleza, entre o plano divino e o plano terreno. A de Andréa e V de Viviana. AVE: Arte, Voz e Educação: nossa metodologia na área de arte-educação.
Começamos nosso trabalho musical com AVEduo em 2003 e nosso desejo é poder levar nossas propostas artísticas às principais cidades do PR, aos Estados do Sul do Brasil e também, por que não, aos países vizinhos que admiram e apreciam muito música brasileira. Desde nosso começo, em 2000, com outra formação, o Trio Ameríndia, que pesquisava música folclórica e contemporânea da América do Sul, tivemos o objetivo de trabalhar pela integração cultural dos povos do nosso continente, começando pelo Sul do Sul. E continuamos tentando.

O AVEduo expande linguagens e eu gosto de quem assim procede. Você diria que há uma preocupação com a arte-educação? A que o AVEduo se propõe?

Nosso trabalho com arte-educação tem um nobre e claro objetivo: sensibilizar o ser humano por meio da música e do canto, que chegam aos corações. No caso de alunos de ensino fundamental e médio, o papel da música é primordial para auxiliar no desenvolvimento do ser como sujeito ativo, cidadão consciente e / ou artista potencial. De alguma maneira, nas diferentes linhas do nosso trabalho artístico, procuramos resgatar raízes culturais ancestrais, brasileiras e sul-americanas, visando à união e a amizade dos povos; conhecendo a cultura do outro conhecemos a “essência” do outro e poderemos nos identificar e reconhecer como iguais. Sonhamos em contribuir, mesmo em pequena escala, para aparar as arestas político-economico-esportivo-culturais entre Brasil e Argentina, principalmente.

Fiquei particularmente interessado nos projetos Cantos Sagrados e Mujeres Latinas. Como se dá esse processo de pesquisa?

“Mujeres Latinas” foi o primeiro show que apresentamos com o AVEduo como homenagem às grandes cantoras e compositoras da América Latina, como: Totó (Colômbia), Chabuca Granda (Peru), Violeta Parra (Chile), Mercedes Sosa (Argentina), Elis Regina, Clara Nunes, Clementina de Jesus (Brasil) e destacando o feminino na música. “Cantos Sagrados” surgiu como resultado de dois anos de pesquisa de música sagrada indígena e de outros povos e como parte de nossa busca espiritual. Em 2007 gravamos nosso CD do mesmo nome, em forma independente. Atuamos principalmente em Curitiba, apresentado diferentes modalidades de shows em teatros, eventos culturais, celebrações xamânicas, entre outros.


LUFF/DIVULGAÇÃO

LUFF/DIVULGAÇÃO / VIVIANA E ANDRÉA EXPANDEM LINGUAGEM EM PROJETOS ESPECIAIS E TAMBÉM COMO ARTE-EDUCADORAS: “PROCURAMOS RESGATAR RAÍZES ANCESTRAIS, BRASILEIRAS E SUL-AMERICANAS, VISANDO À UNIÃO E A AMIZADE DOS POVOS”VIVIANA E ANDRÉA EXPANDEM LINGUAGEM EM PROJETOS ESPECIAIS E TAMBÉM COMO ARTE-EDUCADORAS: “PROCURAMOS RESGATAR RAÍZES ANCESTRAIS, BRASILEIRAS E SUL-AMERICANAS, VISANDO À UNIÃO E A AMIZADE DOS POVOS”

Para concluir: fazer arte é bom. O que poderia ser feito – em nível municipal, estadual ou federal – para melhor acolher os “fazedores” de cultura?

Em primeiro lugar, facilitar o acesso dos novos artistas às leis de incentivo e outros editais de mecenato, diversificando grupos e propostas. Mas acho que, antes disto, os representantes dos governos – municipal, estadual e federal - deveriam ter plena consciência da importância da cultura na formação do seu povo. E não estou falando de “artistas famosos” e “marketing”, e sim de uma verdadeira e efetiva ação de incentivo á cultura do país e aos seus representantes, os “fazedores de arte”, os artistas populares, músicos, atores, bailarinos, cineastas, escritores, fotógrafos, etc. que expressam sua arte com amor e verdade.

SERVIÇO

** Show “Essência Elis”, com AVEduo e convidados. Nesta sexta e sábado (dias 22 e 23 de maio), às 21 horas, no Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n, Prado Velho), em Curitiba. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia). Ingressos promocionais para doadores de uma lata de leite em pó: R$ 15 e R$ 7,50 (meia).

Mais informações no www.myspace.com/avemujeres

Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 19/05/2009 às 18:42


RENATO FORIN JR./ARQUIVO PESSOAL

RENATO FORIN JR./ARQUIVO PESSOAL / EM FUNÇÃO DA APERTADA AGENDA, MARIA BETHÂNIA NÃO IRÁ PARTICIPAR DO ESPETÁCULO “ELAS CANTAM ROBERTO”: INTÉRPRETE É RESPONSÁVEL PELO POLIMENTO NOBRE DE MUITAS CANÇÕES DO CANTOR E COMPOSITOR ROBERTO CARLOSEM FUNÇÃO DA APERTADA AGENDA, MARIA BETHÂNIA NÃO IRÁ PARTICIPAR DO ESPETÁCULO “ELAS CANTAM ROBERTO”: INTÉRPRETE É RESPONSÁVEL PELO POLIMENTO NOBRE DE MUITAS CANÇÕES DO CANTOR E COMPOSITOR ROBERTO CARLOS

Não vai e ponto final. Maria Bethânia não integra o elenco de cantoras que vai participar de “Elas cantam Roberto", um dos eventos que comemoram os 50 anos (!) de carreira do cantor e compositor Roberto Carlos.

A intérprete baiana – responsável maior pelo polimento de muitas canções do de Roberto e Erasmo Carlos, como no clássico “As canções que você fez pra mim” (1993), entre outras diluídas em discos e shows - alegou agenda lotada e não pisará descalça o palco do Teatro Municipal de São Paulo, no dia 26 de maio.

De acordo com a assessoria da artista, Bethânia está finalizando dois discos (ainda sem títulos) com previsão de chegada ao mercado em julho, além de lançar, ainda em junho, o esperado DVD “Dentro do mar tem rio”. Em resumo, a “rainha”, como Roberto a chama (ou chamava) na intimidade, teve que recusar o convite.

Gal Costa, outra baiana ilustre, também não dará o ar da graça – o nome dela foi cogitado, mas ficou para uma próxima. Ela tem tamanha importância na vida de Roberto por conta de afinidades e gravações irrepreensíveis (“Sua estupidez”, por exemplo), além de ser homenageada com “Meu nome é Gal”. Duas divas a menos.

A lista de Roberto, que cantará apenas uma música, contempla 20 nomes. Surpresas boas como Adriana Calcanhotto (ouviram “Maré”? Maravilhoso), Marina Lima e, vejam só, Marília Pêra (excelente cantriz, que deverá interpretar “120…150…200 Km por hora”).

Das veteranas, Alcione vai soltar o vozeirão em “Sua estupidez”, Fafá de Belém em “Desabafo” e, vejam só que gracinha, Hebe Camargo em “Você não sabe”. Nana Caymmi escolheu “Não se esqueça de mim”, reeditada recentemente em dueto com Erasmo Carlos.


Divulgação- autoria não informada

Divulgação- autoria não informada / ANA CAROLINA, MINEIRA DE BRILHO BOM, INTEGRA O ESPETÁCULO, QUE IRÁ CONTAR COM APENAS UMA PARTICIPAÇÃO DO HOMENAGEADO, NO PRÓXIMO DIA 26, NO TEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO: ELA DEVERÁ CANTAR “FORÇA ESTRANHA”ANA CAROLINA, MINEIRA DE BRILHO BOM, INTEGRA O ESPETÁCULO, QUE IRÁ CONTAR COM APENAS UMA PARTICIPAÇÃO DO HOMENAGEADO, NO PRÓXIMO DIA 26, NO TEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO: ELA DEVERÁ CANTAR “FORÇA ESTRANHA”

Ana Carolina, intérprete e compositora de fortes impulsos, foi chamada para cantar “Força estranha” – a canção de Caetano Veloso deve ficar na voz da mineira. Ah, sim: tem Sandy. Pois é. A irmã do Júnior deixará os afazeres domésticos para retornar aos palcos e cantar... ela não decidiu ainda! A mocinha não tinha parado de cantar, hein?! Eu acreditei!

A midiática Claudia Leitte vai de “Falando sério”, enquanto a conterrânea Ivete Sangalo ataca de “Não vou ficar”. Daniela Mercury faz mistério. Zizi Possi (salve!) aceitou o convite, mas também não revela a música. Vindo dela, tudo se transforma em boa coisa.

A soprano Celine Imbert - magnífica, alguém já a viu ao vivo e em cores ? - é outra boa surpresa.Diva do canto lírico nacional! Wanderléa e Rosemary estarão representando a Jovem Guarda. Bons tempos, hein?! Ao final, todas irão cantar com Roberto “Emoções” ou “É preciso saber viver” – ele não decidiu ainda...

O espetáculo “Elas cantam Roberto” está com ingressos esgotados – iam de R$ 30,00 (anfiteatro, em outras palavras "lá") a R$ 1,2 mil. A renda do espetáculo será revertida à Associação Américas Amigas entidade que nasceu da parceria entre Brasil e EUA para a Conscientização e Pesquisa sobre o Câncer de Mama.

O show – com direção artística de Monique Gardenberg e direção musical do competente Guto Graça Mello - será transformado em CD e DVD. A apresentação terá exibição da Rede Globo, com data a ser definida. Não duvidem se isso acontecer num domingo, depois do “Domingo maior”, pelas tantas da madrugada e com edição "caprichada" de dar dó –para não inviabilizar a comercialização do DVD, certo?

Em ordem alfabética, a relação das intérpretes convocadas: Ana Carolina, Alcione, Adriana Calcanhotto, Celine Imbert, Claudia Leitte, Daniela Mercury, Fernanda Abreu, Fafá de Belém, Hebe Camargo, Ivete Sangalo, Luiza Possi, Marília Pera, Marina Lima, Mart´nália, Nana Caymmi, Paula Toller, Rosemary, Sandy, Wanderléa e Zizi Possi.


Arquivo Pessoal- site adrianacalcanhotto.com.br

Arquivo Pessoal- site adrianacalcanhotto.com.br / ADRIANA CALCANHOTTO, NOTÁVEL CANTORA E COMPOSITORA, TAMBÉM PARTICIPA DO ESPETÁCULO QUE TERÁ AO TODO 20 CANTORAS, INCLUINDO A SOPRANO BRASILEIRA CELINE IMBERT<br />
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ADRIANA CALCANHOTTO, NOTÁVEL CANTORA E COMPOSITORA, TAMBÉM PARTICIPA DO ESPETÁCULO QUE TERÁ AO TODO 20 CANTORAS, INCLUINDO A SOPRANO BRASILEIRA CELINE IMBERT


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*** Faltou alguém? Quem? Opine, espaço aberto.
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Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 15/05/2009 às 11:04


DANI GURGEL/DIVULGAÇÃO

DANI  GURGEL/DIVULGAÇÃO / INTÉRPRETE DE TIMBRE QUENTE, MÔNICA SALMASO POSSUI, SOBRETUDO, RARA INTELIGÊNCIA MUSICAL:  “QUANDO  CANTO EU TENHO PRAZER EM ESCUTAR O RESULTADO DO SOM QUE ESTÁ ACONTECENDO”INTÉRPRETE DE TIMBRE QUENTE, MÔNICA SALMASO POSSUI, SOBRETUDO, RARA INTELIGÊNCIA MUSICAL: “QUANDO CANTO EU TENHO PRAZER EM ESCUTAR O RESULTADO DO SOM QUE ESTÁ ACONTECENDO”

Ela já rodou tantas vezes nos discos cá em casa que chego a esquecer que seu nome integra a lista da chamada “nova safra”. Mônica Salmaso é clássica no sentido da maturidade do canto e da densidade do repertório. Para artistas desse quilate, não são os anos que dignificam o trabalho, mas o contrário. Ela “apenas abre a voz, e o tempo canta”, diria o Velho Francisco.

É assim: natural. Cordas tencionando a exatidão de cada nota. As vocais. Os vocalises de Mônica. Verônica brasileira. Palavra que já não é mais palavra – estende-se em frases melódicas navegando todos os sentidos. Emissão considerada por muitos um instrumento. Valioso. Afinadíssimo. E ela mesmo admite: “Sou uma instrumentista melódica. Quando eu canto, gosto de misturar minha voz com outros sons”.

Eis a simbiose musical que ecoará no Teatro Ouro Verde nesta sexta-feira (dia 15 de maio). É a primeira vez que Londrina recebe Mônica Salmaso. O espetáculo é promovido pela Vectra Construtora através do projeto cultural Vectra ConstruSom. Expectativas à prova para conferir a estréia de um trio, que ela completa com os sopros de Teco Cardoso e com o piano de Nelson Ayres; musicistas cheios de identidades (os três), forjando um repertório que nasceu especificamente desse encontro.

Dentre as canções já gravadas, Mônica apresenta em Londrina “Minha palhoça”, de J. Cascata, incluída no elogiado álbum “Voadeira” (1999) e no recente “Nem 1 ai” (2008), além de “Ciranda da bailarina”, “Construção” e “Beatriz” – letras de Chico Buarque integrantes do seu penúltimo disco - “Noites de gala, samba na rua” (2007), dedicado inteiramente ao compositor.

O ar de novidade do espetáculo reside justamente nas músicas garimpadas e lapidadas pelo trio, e que nunca foram registradas por Mônica, como “Melodia sentimental” (de Villa-Lobos e Dora Vasconcelos), “Lábios que beijei” (J. Cascata e Leonel Azevedo), “A história de Lily Braun” (Edu Lobo e Buarque) e a pouco conhecida – e sensacional, segundo ela –“Samba erudito” (Paulo Vanzolini), gravada, além do autor, somente por Chico Buarque em um compacto no ano de 68. O pianista Nelson Ayres assina a valsa “Uma noite”.

Concerto que transita entre o popular e o erudito, como a obra de Mônica. A escolha minuciosa e eclética de repertório é uma de suas mais autênticas marcas. Músicas de domínio público, lendas praieiras, cantos de escravos, caras de índios convivem harmoniosamente com suburbanos corações. A permuta dos santos: hinos à Ave Maria, à estrela d’Oxum – ambas nossas senhoras do morro.

Sua afinação e lirismo podiam muito bem tê-la conduzido (por competência) a caminhos inacessíveis ao popular. Mas a voz de Salmaso está a serviço do Brasil. Visita porões negreiros, embrenha-se nas toadas interioranas, chega à sofisticação de Tom e Vinicius. Caymmi e Buarque, mestres e referências primeiras.

Universo artístico que está reunido, até agora, em seis discos de carreira e em um DVD – lançado em 2008 com registro de “Noites de gala, samba na rua”. O projeto deve originar um outro lançamento ainda este ano: o CD ao vivo, incluindo também músicas que não entraram na gravação audiovisual.

A turnê passou por 21 cidades e, talvez, seja uma das maiores responsáveis pela progressiva popularização da intérprete. “Nunca quis ser uma cantora elitista, acho que isso não é uma opção que ninguém faz. O problema é que nunca quis ser atropelada por um esquema em nome do sucesso”, diz, consciente da sólida carreira.


DANI GURGEL/monicasalmaso.mus.br

DANI GURGEL/monicasalmaso.mus.br / EM LONDRINA, MÔNICA SALMASO EXPERIMENTA PELA PRIMEIRA VEZ O FORMATO DE TRIO JUNTAMENTE COM NELSON AYRES (PIANO) E TECO CARDOSO (SOPROS): ENCONTRO DE GRANDES NO  TEATRO OURO VERDEEM LONDRINA, MÔNICA SALMASO EXPERIMENTA PELA PRIMEIRA VEZ O FORMATO DE TRIO JUNTAMENTE COM NELSON AYRES (PIANO) E TECO CARDOSO (SOPROS): ENCONTRO DE GRANDES NO TEATRO OURO VERDE
Os dois músicos que a acompanham no show em Londrina integram o quinteto Pau Brasil, que harmonizou Buarque em “Noites de gala...”. A relação dos três é antiga. Com Nelson Ayres, a amizade nasceu por ocasião da montagem de “O Grande circo místico”, quando ele, então regente e diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo, convidou Mônica para dar voz ao musical.

A aproximação com Teco Cardoso aconteceu quando ambos participavam da Orquestra Popular de Câmara. “Ela sabe achar a mescla onde eu deixo de ser uma flauta e ela deixa de ser uma voz e a gente vira uma outra coisa”, define Teco, hoje marido de Mônica. O depoimento está nos extras do DVD.

Sim. A dona da voz sempre esteve muitíssimo bem acompanhada. Os grandes músicos a cercam desde o início da carreira. Seu primeiro disco, Afro-sambas (1995), é uma parceria com o exímio violonista Paulo Bellinati. O último, “Nem 1 ai”, reuniu ninguém menos que Tutty Moreno, Nailor Proveta, Toninho Ferragutti, Rodolfo Stroeter e André Mehmari.

Eis a fórmula de gravações memoráveis. A “Beatriz” da intérprete é a versão feminina definitiva para a canção (a masculina nasceu do tom e do dom genial de Milton). Foi o New York Times, aliás, que os comparou, em 2002, dizendo que o canto de Salmaso rivaliza em pureza com o de Milton Nascimento. Mesmo assim, ela admite: “Não sou uma celebridade da notícia”. Será que é uma estrela? É. Mídia nunca foi régua para medir a grandeza dos astros.

A economia cênica no palco não esmorece o drama. Acontece que as cordas vocais recolhem todo o sentimento. Raras são as vozes que carregam a melancolia da entonação de Mônica Salmaso. É o mesmo nó que engendra gargantas clássicas como Nana Caymmi ou Alaíde Costa. Mas o timbre é outro: repleto de nuances. Mezzo soprano com confortáveis graves e brilho agudo. Musical instrumento. Não há muito a dizer, senão ouvir. Ouvi-la. (Texto gentilmente escrito pelo jornalista Renato Forin Jr.)

A seguir, trechos da entrevista que Mônica Salmaso concedeu ao blog Sintonia Musical.

A demanda de shows, acredito, deve ser muito grande. E você tem filho, afazeres domésticos e tem que pensar em música. Não é corrido?

Agora ficou. Tanto que meu site está vergonhosamente desatualizado (risos). Eu tenho um filho de dois anos e minha vida mudou muito por conta disso, claro. Estou me reorganizando e tentando ver como vou funcionar agora. Gosto muito da minha estrutura de trabalho, mas às vezes ela fica pequena. Não sei o quanto tenho vontade dessa estrutura aumentar, entendeu? É uma coisa que vou ter ir sentindo e me encontrar. Mas acho muito importante que eu tenha pé da situação porque me sinto mais dona da minha carreira.

Mônica, já virou uma máxima dizer que sua voz é um instrumento. Que instrumento afinado é esse?

Sou uma instrumentista melódica. Tive algumas oportunidades de trabalho como fazer parte da Orquestra Popular de Câmara, onde eu usava a voz como instrumento. Muitas músicas eu só vocalizava. Foi uma experiência muito rica. Quando eu canto é lógico que estou envolvida com as palavras, com o sentido das letras. Escolho as músicas muito pelas letras também; estou fazendo um som. Eu me preocupo muito com a qualidade desse som. Quando canto eu gosto de misturar minha voz com os outros sons.

Qual sua classificação vocal?

Sou mezzo soprano, mas tenho uma voz que engana: parece que é grave e não é tão grave quanto parece.

Você não se preocupa muito com o ineditismo, de fazer discos só com canções novas. E o Brasil tem, digamos, um pouco de aversão a regravações. Como você se posiciona nesse sentido?

Eu não dou muita bola pra isso não. Nunca fui atingida pelo bichinho da composição, nunca quis compor. Até invejo quem compõe, acho lindo quem tem essa capacidade. Vou me apaixonando pelas músicas conforme escuto. Garimpo e encontro músicas e quero mostrá-las para as pessoas à minha maneira. Tem que ser uma música que me diga alguma coisa, tanto faz se for inédita ou que todo mundo conheça.

Você tem, vamos dizer assim, certa aversão ao estrelismo, à fama, de precisar estar na mídia a qualquer preço, certo? Você percorre um caminho suave?

Eu gosto de um caminho suave. Não tenho aversão ao sucesso; tenho aversão pelo atropelamento e isso é uma coisa da minha natureza. Gosto muito que as pessoas ouçam meu trabalho; adoraria que todo mundo conhecesse o que faço pois há muito prazer, amor, honestidade e expressão real.

É perceptível!

Então... Nunca quis ser uma cantora elitista, acho que ninguém faz essa opção. Eu nunca quis ser atropelada em nome do sucesso. Algumas vezes apareceram escolhas que teria que fazer, mas haveria um esquema que me faria ser mais escutada. E eu saí correndo de todas essas oportunidades porque significavam algo talvez que eu não me orgulhasse. Eu quero fazer o meu caminho. Vou andando no meu passinho de formiguinha e tudo bem. Sinto que desde o início eu venho crescendo de forma gradual e fazendo um público que reconhece essas qualidades. Se continuar assim será uma carreira bonita da qual, aliás, já me orgulho.

Você uma cantora técnica? Digo, de se manter na técnica para não soltar demais a emoção na voz?

Não sou uma cantora, por exemplo, como a Maysa...Uma cantora...

Uma intérprete rasgada, seria isso?

É! Eu não sou assim. Sou mais econômica. Quando canto tenho prazer em escutar o resultado do som que está acontecendo. E isso me deixa concentrada, ao contrário de outros cantores que se jogam na canção com emoção carregada. Não sou assim. Não acho errado porque há cantores que são assim e eu adoro, mas não é meu jeito. Prefiro mostrar mais a música que eu mesma. Eu mostro assim: “olha, pessoal, que música linda eu trouxe pra vocês”. E não assim: “Olha como eu vivo através dessa música”.

Li na internet: “Mônica Salmaso adora a pirataria”. Que história é essa?

(risos) É claro que essa manchete exagerou. Eu posso explicar...

(risos) Por favor...

O que eu disse e disse mesmo é que eu entendo perfeitamente que pra um determinado tipo de carreira a pirataria faz muito mal. Ela oferece um produto mal feito, baratinho e que atrapalha a possibilidade de um disco ter vendagem momentânea muito grande. A parábola de vendagem de produtos como esses é que eles têm uma vendagem muito grande de uma vez e a pirataria é muito prejudicial.

Mas daí “adorar” a pirataria...

Isso não me afeta particularmente porque minha carreira não funciona dessa maneira. A pirataria comercial não acontece comigo. O que acontece, e eu adoro que aconteça, é disponibilizar minhas músicas gratuitamente na internet. Não posso e não vou fazer isso. Mas vejo no orkut o pessoal distribuindo: “olha, eu coloquei, baixem tal faixa”. No meu caso isso é muito bom. É uma divulgação espontânea que não necessariamente impede a venda dos discos..

Você vende bem? Qual a média por lançamento?

Depende do que é vender bem. Para o meu tamanho, acho que vendo bem sim. Faz tempo que não vejo isso, mas vendo em torno de 20 mil cópias a cada lançamento.


DANI GURGEL/DIVULGAÇÃO

DANI  GURGEL/DIVULGAÇÃO / “APARECERAM ESCOLHAS QUE ME FARIAM SER MAIS ESCUTADA E EU SAÍ CORRENDO PORQUE SIGNIFICAVAM ALGO QUE TALVEZ NÃO ME ORGULHASSE. EU QUERO FAZER O MEU CAMINHO”, DIZ MÔNICA SOBRE SUA TRAJETÓRIA“APARECERAM ESCOLHAS QUE ME FARIAM SER MAIS ESCUTADA E EU SAÍ CORRENDO PORQUE SIGNIFICAVAM ALGO QUE TALVEZ NÃO ME ORGULHASSE. EU QUERO FAZER O MEU CAMINHO”, DIZ MÔNICA SOBRE SUA TRAJETÓRIA

São várias as formas carinhosas de as pessoas se referirem a você. Até diva já a chamaram. Que tal?

Eu não me considero assim. Para mim, cantar é um ofício. Não sou especial ou diferente de qualquer outra pessoa que tenha um ofício. Como eu me envolvo em todas as partes da produção, uma vez falei numa entrevista que eu era um padeiro que faz um pão artesanal, gostoso. Daqueles pães que a gente come e diz: “nossa, que mão boa tem esse padeiro”.

Quando vem disco novo?

Eu quero fazer, mas não sei o que fazer ainda. Estou dando um tempo para minha cabeça para começar a criar. Não tenho pressa, não está na hora de gravar. No ano passado foram dois lançamentos, o DVD “Noites de gala...” e o “Nem 1 ai”, um disco gravado em 2000 e lançado só em 2008. É capaz de a gente lançar nesse ano o ao vivo do “Noites de galas...”.

Ah, é?

É. Ficou lindo porque o show foi mudando naturalmente. Depois de dois anos fazendo o disco de estúdio foram aparecendo outras coisas: os andamentos foram mudando, entrou música nova do Chico Buarque que é “Flor da idade”. A gente captou tudo num único dia no Teatro FECAP (São Paulo) e ficou muito bom. Estamos agora trabalhando para lançar esse disco.

SERVIÇO: Show de Mônica Salmaso acompanhada de Nelson Ayres (piano) e Teco Cardoso (sopros). Nesta sexta-feira (dia 15 de maio), às 20h30, no Teatro Ouro Verde de Londrina. Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00. Pontos de venda: bilheteria do teatro, Pátio San Miguel e Brasiliano Bar e Restaurante. Promoção: Vectra Construtora dentro do projeto Vectra ConstruSom.

Mais informações sobre a artista no site www.monicasalmaso.mus.br

** Algo a dizer sobre Mônica Salmaso? Espaço aberto

Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 12/05/2009 às 19:11


Divulgação/autoria não informada

Divulgação/autoria não informada / O PIANISTA ANDRÉ MEHMARI E O CLARINETISTA ITALIANO GABRIELE MIRABASSI FAZEM O LANÇAMENTO NACIONAL DO DISCO “MIRAMARI” NESTA QUARTA-FEIRA (DIA 13), EM LONDRINA: VIRTUOSOS EM EXCEPCIONAL SEMANA MUSICAL O PIANISTA ANDRÉ MEHMARI E O CLARINETISTA ITALIANO GABRIELE MIRABASSI FAZEM O LANÇAMENTO NACIONAL DO DISCO “MIRAMARI” NESTA QUARTA-FEIRA (DIA 13), EM LONDRINA: VIRTUOSOS EM EXCEPCIONAL SEMANA MUSICAL

Moro em Londrina há 27 anos. Essa cidade me atravessa. Quantos olhares bons deito sobre minha cidade. Aqui faz muito calor, às vezes nem brisa bate. Somos quentes, acolhedores, temos humor. E sotaque forte de quem bate na porta ou pinta o arco do barco de verde porque o verde lembra o mar.

Pronunciem a frase com "erre" bem acentuado. Somos interioranos. Ou pés-vermelhos. Acho bonito quando nos tratam assim. Ah, sim: depois de quatro meses temos, finalmente, um prefeito eleito democraticamente. E empossado.

Inicio o texto assim porque muitos pensam que moro em Curitiba. Morei um ano. Adoração maior eu tenho pela capital, que me acolheu há duas décadas quando iniciei-me no jornalismo. Sempre estou por aí.

Outro dia, uma renomada cantora e compositora – aguardem o post – me perguntou se estava morando em Curitiba. Num outro, uma assessoria de imprensa de Curitiba entrou em contato comigo para saber se me interessava falar sobre o show do AVE Duo, nos dias 22 e 23 de maio, às 21 horas, no Teatro Paiol. Sim, me interessa. Farei. Irei provavelmente. E outros e outros e outros.

Em Londrina há poetas, escritores, atores, dramaturgos, músicos, cantores, pensadores bons, gente de expressão máxima. Há uma efervescência grande a nos rondar. Acontecemos sim, senhor!

Temos galeras, tribos. E pombos a nos mirar de cima. Antes os pombos que o menosprezo do Governo do Estado que afirma ser Londrina uma cidade segura. Não está. Fui assaltado duas vezes. Traficantes e bandidos brotam como ervas daninhas. Andamos com a vida nas mãos!Esperamos, inclusive, mais incentivos estaduais para fazer arte melhor.

Londrina! Temos festivais. O FILO – Nitis Jacon, a cultura deve muito a você – a nos redimir de mal maior; o de Música – Marco Antônio de Almeida a nos colocar na pauta e/ou pentagrama; Literatura (Londrix); um Ballet e Ballezinho de Londrina a nos suspender nas alturas, um monte de feitos.

Um exemplar modelo de política cultural – o Promic – e redes da Cidadania e Alegria e suas linguagens múltiplas que não podem ser engavetadas.Não, o que é bom deve continuar!!!!

Há escolas de Teatro e Circo, bravos! Hip Hop, capoeira. Kinoarte e a fábrica de cinema – Rodrigo Grotta e cia. Orquestras da UEL e Solistas de Londrina. Diversidades! Temos, depois de quatro meses, um secretário de Cultura que vive a cultura – Leonardo Ramos, Léo, aqui vão publicamente meus votos de feliz gestão.

Falta o tal Teatro Municipal. Já virou lenda urbana. Um dia sai do papel, né? Então... Espetáculos teatrais – fora o grande palco do Filo – vêm. Caça-níqueis, principalmente.

Espetáculos musicais de qualidade vêm também. Poucos, mas vêm. Públicos somos; falta apenas a iniciativa privada promover mais maravilhas. Somos a segunda maior cidade do estado e terceira do Sul do país. Hum! Não podemos viver apenas de ranking e pódio e orgulho desvairado, minha gente! Vamos nos valer mais?

Somos grandes, queremos grandes. E por falar em grande, semana passada o pianista João Carlos Martins passou por aqui. Maravilha! Nessa semana, a conjunção dos astros contribuiu e haverá dois espetáculos imperdíveis. O primeiro: André Mehmari e Gabrielle Mirabassi. O segundo: Mônica Salmaso. Por partes.

ALTO TEOR DE QUALIDADE

Multiinstrumentista consagrado e premiado, o brasileiro André Mehmari vem a Londrina nesta quarta-feira (dia 13) acompanhado do clarinetista italiano Gabriele Mirabassi. Encontro de virtuosos marcado para as 20h30, no Teatro Ouro Verde. Trata-se do lançamento nacional do disco que ambos registraram e deram o nome de “Miramari”. Mehmari e Mirabassi espalham sonoridades e tessituras. Belo trabalho instrumental com fluência erudita e popular.

O projeto, gravado pelo selo Estúdio Monteverde e com distribuição da Tratore, contém composições próprias, além de “Canção desnecessária” e “Rasgando seda”, ambas de Guinga. Aliás, o compositor e violonista é o “padrinho” musical do trabalho.

O repertório terá composições de André Mehmari (“Brilha o carnaval”, “Espelho”, “Uma valsa em forma de árvore”, “Que falta faz tua ternura”), Gabriele Mirabassi (“Struzzi cadenti”, “Subindo a Cantareira”, “Disamarti”), além de Chico Buarque (“Valsa brasileira”, em parceria com Edu Lobo) e Waldyr Azevedo (“Vê se gostas”). Depois de Londrina, o duo lança o disco nos dias 16 e 17 de maior, no Sesc Pompéia, em São Paulo, com a participação especial de Guinga.

* O show “Miramari” é uma parceria da Passagem Produções Culturais e Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina, com apoio da rádio Universidade FM. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro.


DIVULGAÇÃO/MARCILIO GODOI

DIVULGAÇÃO/MARCILIO GODOI / INTÉRPRETE DE NOBRE LINHAGEM, MÔNICA SALMASO SE APRESENTA NA SEXTA-FEIRA (DIA 15) EM LONDRINA ACOMPANHADA POR NELSON AYRES (PIANO) E TECO CARDOSO (SOPROS): REPERTÓRIO COM CANÇÕES DE CHICO BUARQUE, TOM JOBIM, PAULO VANZOLINI E J. CASCATA<br />
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INTÉRPRETE DE NOBRE LINHAGEM, MÔNICA SALMASO SE APRESENTA NA SEXTA-FEIRA (DIA 15) EM LONDRINA ACOMPANHADA POR NELSON AYRES (PIANO) E TECO CARDOSO (SOPROS): REPERTÓRIO COM CANÇÕES DE CHICO BUARQUE, TOM JOBIM, PAULO VANZOLINI E J. CASCATA


O BELO CANTO DE IAIÁ

Quem vem pela primeira vez a Londrina também é a cantora, ou melhor, a intérprete Mônica Salmaso. A bela voz estará acompanhada do piano de Nelson Ayres e dos sopros de Teco Cardoso. Será também no Teatro Ouro Verde, às 20h30, na sexta-feira (dia 15).

Será a primeira vez que Mônica, Nelson e Teco apresentam um espetáculo em formato de trio, cujo repertório contempla canções de Chico Buarque (“Construção”, “A história de Lili Brown”, “Ciranda da Bailarina), Tom e Vinicius (“Derradeira primavera”), Villa-Lobos (“Melodia sentimental”).

Há também surpresas como canções de J. Cascata e achados de Paulo Vanzolini e também Nelson Ayres (compositor, maestro e pilar da banda Pau Brasil).

Elogiada tanto no Brasil como exterior, Mônica Salmaso vem construindo uma carreira sólida em que sua voz é um afinado instrumento à disposição de canções revestidas com elegância – popular com nuances eruditas e até um leve sotaque jazzístico.

* O show de Mônica Salmaso, Nelson Ayres e Teco Cardoso é promovido pelo projeto Vectra ConstruSom, da Vectra Construtora. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro, Pátio San Miguel e Brasiliano Bar e Restaurante.

..........................................

** Alguém em Londrina me lê? Acho que sim. No jornal antigo e gasto a paparicação externa era menos acintosa que a falta de respeito interna. Na Gazeta do Povo – online – me chamam de parceiro. Estão vendo a diferença?

** Curitiba, obrigado pelos acessos. Mero blogueiro com “mania” de colocar conteúdos nas postagens e sem preocupações com celebridades e amenidades, agradeço de coração.

** Caetano vai a Curitiba com a nova turnê. Então, né... Pois é...Tantos já passaram por aí e não desceram a Londrina... Que coisa!

** Sinhozinhos André e Gabriele e Iaiá Salmaso: bem-vindos a Londrina!!! Que venham sempre os grandes.


Enviado por ANTÔNIO MARIANO JÚNIOR, 08/05/2009 às 19:19


RÉGIS SCHWERT/DIVULGAÇÃO

RÉGIS SCHWERT/DIVULGAÇÃO / EXPOENTE DA BOSSA NOVA EM SÃO PAULO, O CANTOR E COMPOSITOR SERGIO AUGUSTO VOLTA  AOS DISCOS COM RELEITURA DE CLÁSSICOS E CANÇÕES PRÓPRIAS:EXPOENTE DA BOSSA NOVA EM SÃO PAULO, O CANTOR E COMPOSITOR SERGIO AUGUSTO VOLTA AOS DISCOS COM RELEITURA DE CLÁSSICOS E CANÇÕES PRÓPRIAS:"NOSSO MOVIMENTO VAI PERDURAR POR MUITO TEMPO POIS SUA MAIOR QUALIDADE É SER ATEMPORAL"

O nome pode não soar familiar, mas o cantor e compositor Sergio Augusto pertenceu ao primeiro escalão da Bossa Nova em São Paulo. Ele integrou o núcleo criador e difusor do movimento onde se localizam Johnny Alf, Alaíde Costa, Zimbo Trio, Paulinho Nogueira, para citar alguns.

A história musical de Sérgio foi atravessada pelo violão de João Gilberto. Como tantos, foi tocado com a gravação de “Chega de saudade” e desde então resolveu dedicar-se à Bossa Nova. Cravou seu nome na noite paulistana.

A primeira canção, “Barquinho diferente” – alusão direta ao “Barquinho” de Menescal e Bôscoli – , escrita aos 15 anos de idade, teve gravações do Zimbo Trio, Claudette Soares e até uma certa cantora chamada Hebe Camargo. Pois é...

Seguinte: Sergio Augusto, radicado atualmente no Colorado (EUA), retorna aos discos com “Quatro estações” via gravadora Lua Music. São treze faixas (no total 15 canções) em que relê clássicos da Bossa Nova e também composições próprias. A exemplo de João Gilberto, o canto de Sergio é macio e quase sussurado.

O violão não se apega tanto a levadas sincopadas ou acordes invertidos como faz João por excelência, mas a cadência não deixa dúvidas: isso é Bossa Nova, isso é muito natural para ele.

Trata-se de um disco à base de voz e violão – Sergio conta com o auxílio luxuosíssimo de Natan Marques nos solos ao violão. Amigos há anos, os músicos atuaram no palco e também no ramo da publicidade com as composições e arranjos de jingles a trilhas para comerciais de rádio e Tv.

O repertório de “Quatro estações” abriga canções não pertencentes ao movimento como a rancheira (ou ranchera) “La Bikina”, do mexicano Ruben Fuentes, “Something” (George Harrison) ou mesmo “Atire a primeira pedra” (Ataulfo Alves - Mario Lago). Nessa última, o resultado não soa muito bem por não oferecer nada além de um andamento mais lento, canto macio e empenhada combinação de acordes. Há também uma certa palidez na releitura de “Dindi” (Tom Jobim - Aloísio de Oliveira).


Reprodução

Reprodução / “QUATRO ESTAÇÕES” CONTÉM STANDARDS BOSSANOVISTAS ATÉ RELEITURA DE BEATLES, DO MEXICANO RUBEN FUENTES E ATAULFO ALVES: O VIOLONISTA NATAN MARQUES FAZ PARTICIPAÇÃO LUXUOSA“QUATRO ESTAÇÕES” CONTÉM STANDARDS BOSSANOVISTAS ATÉ RELEITURA DE BEATLES, DO MEXICANO RUBEN FUENTES E ATAULFO ALVES: O VIOLONISTA NATAN MARQUES FAZ PARTICIPAÇÃO LUXUOSA
Sergio se sai melhor em “E nada mais” (Durval Ferreira - Lula Freire), “Nossa primavera” (dele com João Garcia e Egídio Leitão) ou reinterpretando a primordial “Manhã de carnaval” (Luiz Bonfá – Antônio Maria) ou mesmo “Wave/Triste”, de Jobim. A cadência quase sincopada pode ser conferida na deliciosa “Vê” (Roberto Menescal - Lula Freire), um dos bons achados do disco, a exemplo de “De onde vens” (Dori Caymmi) emendada a “Bonita” (Jobim - Ray Gilbert).

“Quatro estações” vem na esteira das comemorações dos 50 anos de surgimento da Bossa Nova. “Acho que nosso movimento vai perdurar por muito tempo pois sua maior qualidade é ser atemporal.De qualquer maneira, sempre teremos poucos e ótimos ouvintes”, declarou Sergio no material de divulgação.

De fato, o álbum ratifica a relação estreita do artista com o movimento através de um repertório orientado pela preferência do público que vem conquistado nos EUA. Nesse ponto, o artista acertou por não escolher canções tão batidas da Bossa Nova, expediente levado à exaustão por quem está de olho – gordo - no mercado internacional. Sergio imprime seu estilo e não cai em repetição a exemplo da nipo-brasileira Lisa Ono. Isso é muito bom!

No todo, “Quatro estações” é um projeto de verdades. Não poderia ser diferente em se tratando de Sergio Augusto, referência da facção paulistana da eterna Bossa Nova. Que, aliás, tem muito o que comemorar ainda.

Mais informações sobre o cantor e compositor no site www.sergioaugusto.com

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