Lula conclui o seu discurso convocando os portugueses da Portugal Telecom a investir no Brasil, porque “sabem que aqui vão ganhar muito dinheiro”.
O desfecho:
“O século XIX foi da Europa, o XX dos EUA e o XXI tem que ser do Brasil”
“Cansamos de passar um século sendo tratados como país de segunda categoria. Éramos tratados como inferiores e resolvemos virar o jogo. Não pedimos mais dinheiro para o FMI, agora somos nós que emprestamos para eles”.
Lula fala sobre educação. Ressalva que não se orgulhar de não ter diploma de curso superior e dispara: “o único que não teve diploma passa para a historia como o que mais investiu em universidades e escolas técnicas”.
Agora ele fala sobre “a importância das mulheres estudar e serem independentes”. O discurso de gênero não é por acaso. Afinal, a candidata oficial é mulher.
O lado eleitoral do discurso de Lula, vai pelo mesmo raciocínio da ministra da Casa Civil: “o Estado brasileiro teve a coragem de assumir o pagamento (de programas como o Luz para Todos)”, defendendo a atuação do Estado. Os petistas tentam emplacar o embate entre o “Estado que investe” e o “Estado mínimo”, que tentam colar nos tucanos.
O presidente fala de pontos do seu governo.
Sobre a economia: “os empresários sabem que nunca ganharam tanto dinheiro quanto no meu governo. As multinacionais vem para o Brasil porque sabem que é mais seguro investir aqui do que em muitos países ricos”.
Ele defendeu o Bolsa Família e agora fala sobre os programas de distribuição de energia elétrica para setores carentes.
Conta a história de “superação” de Ratinho, de Sirlena e conta a própria história. Lembra que acordou “com enchentes batendo na porta” – qualquer semelhança com a situação da dupla Serra/Kassab e as enchentes, não é mera coincidência. Diz que o fato de ter “vindo de baixo” o ajuda a olhar para “as dificuldades do povão”.
“No Brasil temos uma cultura complicada. Alguns setores dos meios de comunicação costumam divulgar desgraça o dia todo. Não é que não precisa, se elas existem, precisam ser contadas. O que eu acho triste é que as coisas boas não aparecem em lugar nenhum. Inaugurar obras e gerar mil empregos não é noticia, mas se uma jovem em Londrina cometer um delito é noticia nacional. As pessoas más são minoria. A maioria quer estudar, trabalhar, ter acesso a cultura, que querem viver dignamente, que querem constituir e construir a sua família. Às vezes a gente vê tanta coisa ruim que dá a impressão que tudo é ruim. Vim aqui para mostrar o lado do Brasil que funciona, que desperta da Portugal Telecom o desejo de fazer investimentos”.
O presidente Lula começa dizendo que dedica o seu serviço a Sirlena, a representante dos funcionários da Dedic.
Alguns trechos:
“Porque o presidente vem inaugurar um call Center? Será que não tem nada mais importante para fazer em Brasília? Certamente não, porque não tem nada mais importante que o presidente olhar na cara das pessoas desse país e ver a alegria das pessoas que estão vencendo na vida. A tua história, a história do teu marido, as dificuldades, a dedicação, são coisas que precisam ser contadas todo santo dia”.
O presidente Lula cumprimentou o prefeito de Londrina como "Homero Barbosa", sem o "Neto". Como o prefeito não gosta de ser chamado.
No decorrer do discurso, a ministra e presidenciável Dilma Rousseff desfiou números sobre educação e fez auto-elogios ao governo. Falou, por exemplo, do campus da UTF em Londrina
O tom de campanha foi contido. Ela disse que o país avançou e que precisa consolidar “isso que conquistamos”.
Agora (quem fala) é Lula.