A indefinição a respeito da permanência do gestor Adir Leme da Silva no Londrina pode terminar amanhã, quando ele retorna à cidade. O investidor estava ausente do clube nas últimas semanas e vinha evitando dar entrevistas sobre seu futuro em Londrina, mas ontem atendeu o JL por telefone e disse que sua vontade “é de ficar no Londrina”.
“Não posso adiantar nada ainda, mas minha vontade é de ficar no Londrina. E vou aguardar o pronunciamento da Justiça do Trabalho a respeito do acordo com o clube, que vai ajudar muito na minha decisão, pois estou preocupado com as famílias e isso nos dará certeza de que quem tem a receber irá receber”, afirmou Adir Leme da Silva.
Segundo o presidente do LEC, Peter Silva, o clube deve R$ 4,6 milhões em 131 ações trabalhistas. “28 ações já foram pagas e o clube deve hoje R$ 4,6 milhões em valor bruto. E com o acordo, vamos pagar o restante”, afirmou.
Para Adir, o acordo com a Justiça Trabalhista é determinante. “Queremos transparência nas negociações e no pagamento das ações trabalhistas”, completou o gestor.
No acordo com a Justiça, segundo o advogado Ricardo Ramalho, a proposta é repassar 15% do líquido arrecadado pelo clube para uma conta judicial. “Esse dinheiro será usado para sanar as ações trabalhistas, do montante menor e mais antigo para o maior e mais recente”, explicou o advogado do LEC.
Série C
Adir Leme da Silva também falou da luta do Londrina em tentar herdar a vaga do Ji-Paraná/Ulbra-RO na Série C do Brasileiro via ranking da CBF. O clube de Rondônia desistiu da disputa e federação daquele estado não indicou um substituto. “Sei que é difícil de se conseguir, mas uma vaga na Série C ajudaria muito, inclusive para conquistar novos patrocinadores. Mas estarei em Londrina na quarta-feira e poderemos abordar estes e outros assuntos”, disse o gestor do LEC.
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