O promotor de Defesa da Saúde Pública de Londrina, Paulo Tavares, pediu a prisão preventiva de dois médicos acusados de tráfico de entorpecentes, por receitarem uma combinação de medicamentos para emagrecer que é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A denúncia ainda envolve, pela mesma prática, outros dez médicos, além de farmacêuticos e proprietários de duas farmácias de manipulação. As ações contra esses profissionais foram distribuídas para 2ª, 3ª, 4ª e 5ª varas criminais e aguardam pronunciamento dos juízes.
A denúncia do promotor é baseada em uma investigação feita pela Polícia Civil com documentos apreendidos em 2006 pela Vigilância Sanitária em consultórios e farmácias. Conforme disse Tavares, as receitas eram feitas para pessoas que desejavam emagrecer e continham uma mistura de substâncias como anfetamina, ansiolíticos, antidepressivos, laxantes e hormônios. “O mais grave é a anfetamina em conjunto com outros medicamentos, que provoca sérios problemas como depressão e prejuízos ao sistema nervoso”, disse. A estimativa é de que aproximadamente 200 pacientes receberam essas receitas. Nenhum dos médicos citados, de acordo com o promotor, é endocrinologista - profissional especializado na redução de peso.
Os médicos José Carlos da Costa e Arcênio Iaquinto Filho tiveram o pedido de prisão preventiva porque já foram denunciados anteriormente. De acordo com o promotor, Costa chegou a ser preso em 2001, acusado da morte de uma mulher pela medicação receitada por ele. Ainda conforme afirmou Tavares, Iaquinto já foi denunciado em outro processo pela mesma prática. A reportagem do JL procurou os dois médicos em suas clínicas, mas eles não foram localizados.
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