Formatura ficará suspensa até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar, que tem prazo de até 90 dias para ficar pronto
Em entrevista coletiva, o reitor Wilmar Marçal confirmou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar para apurar todos os fatos e os envolvidos, com prazo de 90 dias, prorrogáveis por mais 90, para o relatório final. Enquanto isso, a formatura destes acadêmicos ficará suspensa. Os outros formandos de medicina, cerca de 80, participarão normalmente da cerimônia de formatura marcada para a sexta-feira (12), no Centro de Educação Física da UEL.
RPC TV
Imagens do circuito interno do hospital mostram a movimentação dos acadêmicos dentro do HU
De acordo com o reitor, análise das imagens do circuito interno e relatos de 20 pessoas entre pacientes, médico e servidores do HU levaram à identificação dos acadêmicos, 13 rapazes e uma menina. “De modo concreto, a universidade tem 14 nomes, mas mais pessoas participaram da algazarra, com spray de espuma, garrafas de champanhe e rojão. Alguns comemoraram que não teriam mais que tratar de certos pacientes. Faltou maturidade e um pouco de juízo aos formandos”, afirmou Marçal.
Ao final do processo, os envolvidos podem receber uma advertência ou até serem expulsos da universidade. “Aprovar esses estudantes sem avaliar o que aconteceu seria como substituir o juramento de Hipócrates por uma declaração de hipocrisia. Há o risco de eles ficarem sem diploma”, declarou o reitor.
Confusão
O incidente no HU ocorreu após a comemoração pelos acadêmicos da finalização do último estágio antes da conclusão do curso. Os estudantes, por outro lado, negam que houve confusão no local.
Segundo a coordenadora do curso de medicina, Evelin Ogatta Muragushi, funcionários do PS disseram que os alunos entraram no local portando bebidas alcoólicas, fazendo “apitaço” e soltando fogos de artifício no pátio do hospital. “Os pacientes e funcionários ficaram assustados, alguns acharam que o prédio estava sendo invadido, além de o atendimento ficar prejudicado”, comentou. No entanto, a coordenadora ressaltou que não há definição quanto a ter ocorrido agressão a pacientes ou embriaguez dos estudantes.
Em nota, na época da confusão, o reitor da UEL, Wilmar Marçal, afirmou que a instituição tomaria todas as medidas cabíveis para punir os responsáveis pelo incidente. “Como professor e responsável por uma instituição de ensino superior não posso deixar de tomar providências, no sentido de apurar fatos e punir administrativamente as ações desrespeitosas. Só podemos lamentar o ocorrido, que prejudicou pacientes e funcionários. A nós cabe agora a apuração e punição dos responsáveis”, afirmou o reitor na nota.
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Dizer que os estudantes estão sendo acusados sem provas concretas é a coisa mais ridícula que já ouvi: câmeras do cirsuito de segurança, câmera de um celular e depoimentos de médicos, enfermeiros e pacientes não servem para nada??? Se isso não é prova concreta suficiente eu já nem sei mais definir o tal nome. Chamar algém de \'vagabundo\' é simplesmente um ato de raiva momentânea, mas quando a sra.Maria, nos diz \'Vai ser médico então\' parece que ela está de acordo com os atos dos estudantes.
Helga Torresin Misael | 12/12/2008 | 10:38Concordo plenamente com tudo que o reitor disse e também concordo com a opinião da Arlete. Deu-nos uma sensação desagradável de quanto o jovem está prematuro e irresponsável para exercer a sagrada profissão do médico, que é, em primeiro lugar o respeito ao paciente, o que faltou em grande quantidade neste ato de falta de educação.
Iago | 12/12/2008 | 08:50Esses caras nem se formaram ainda e já infrigiram o Código de Ética Médica... Precisa dizer mais alguma coisa??
walter | 12/12/2008 | 08:32Ética profissional. Respeito ao direito dos outros. Disciplina e respeito ao local de trabalho. Aos que não têm, que voltem à cadeira da escola, da vida, e sejam punidos exemplarmente.
Arlete | 11/12/2008 | 22:29É incrível .Como pode ter alguém que os defenda?É esse o tipo de profissional que querem para cuidar da sua saúde?Eles não tem decoro, ética profissional , responsabilidade, respeito ao ´próximo ou á profissão. Como podem pretender cuidar da saúde das pessoas?Não devem se formar mesmo pois não tem capacidade para tal.
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