Se aplicado ao orçamento do Promic para 2009, que é de R$ 3,280 milhões, o projeto destinaria cerca de R$ 650 mil a projetos das escolas
Depois de uma semana de tiroteio contra o Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), a Câmara Municipal de Londrina sinalizou nesta terça-feira (17) com um “cessar-fogo”, ao manter o veto do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) ao projeto de lei 239/05, aprovado no final do ano e da Legislatura passados. O texto previa que 20% dos recursos destinados ao Promic fossem destinados ao financiamento de projetos culturais que seriam produzidos pelas escolas.
Com as galerias ocupadas por produtores culturais, membros do Conselho Municipal de Cultura e pelo ex-secretário municipal de Cultura Valdir Grandini, o “Dentinho”, os vereadores ensaiaram um discurso conciliador, pontuado por algumas críticas. Se aplicado ao orçamento do Promic para 2009, que é de R$ 3,280 milhões, o projeto destinaria cerca de R$ 650 mil a projetos das escolas.
“Foi um avanço, trouxemos os produtores culturais e conseguimos manter um compromisso. Não queremos reduzir os recursos do Promic”, declarou Sandra Graça (PP), co-autora do projeto, em tom de conciliação. Na contramão da fala de Sandra, Tito Valle (PMDB) e Rony Alves (PTB) não depuseram as armas. Os dois acusaram o Promic de beneficiar projetos de produtores alinhados política e ideologicamente à administração anterior.
“Os produtores culturais que não passavam pelo crivo dos censores não tinham os projetos aprovados. Só foram aprovados projetos que estavam alinhados”, disparou Valle, que já foi filiado ao PT e deixou o partido em meio a um processo turbulento. Alves defendeu alternância de projetos beneficiados e acusou a suposta cobrança de parte dos projetos aprovados.
Leia reportagem completa na edição de quarta-feira (18) do Jornal de Londrina
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