De acordo com a sobrinha, Ademir Jorge Gonçalves passou a noite tomando pinga no posto de gasolina próximo ao acidente
O servente de pedreiro que deu um susto na família e apareceu vivo no próprio velório no dia de Finados, em Santo Antônio da Platina, Norte do Paraná, estava apenas tomando pinga em um posto de gasolina. Ele foi reconhecido no necrotério por amigos e parentes como tendo morrido atropelado na BR-153, na noite de domingo (1º). Algumas horas depois de iniciado o velório, ele apareceu no local caminhando.
Após o acidente, a funerária levou o corpo ao necrotério e, depois de examinado pelo médico legista, foi reconhecido por familiares. A sobrinha de Ademir Jorge Gonçalves, Rosa Maria Sampaio, contou que a própria irmã dele o reconheceu. “Ele estava ensanguentado e com a boca aberta. Os dois tinham os dentes meio parecidos. Estávamos em dúvida, então chamamos a minha tia, irmã dele, que falou ter certeza que era o Ademir”, contou Rosa. Segundo a sobrinha, os parentes escolheram o caixão e deram sequência ao velório.
“Fui buscar roupa na casa dele e tentei achar a identidade, mas não encontrei. Quando chegamos ao velório, o morto estava todo arrumadinho. Aí a mãe dele ficou em dúvida”, disse Rosa. “Depois de arrumadinho, todo mundo achou que ele estava diferente”, completou. A sobrinha afirmou ainda que, após algum tempo tentando reconhecê-lo, pediram para a gerência da funerária a possibilidade de realizar algum teste de impressão digital, para confirmar.
“Foi quando o meu tio Ademir apareceu do outro lado da esquina gritando: ‘vocês pensam que vão ficar livres de mim?’”, lembrou Rosa. O servente apareceu com o documento de identidade e confirmou que estava vivo. “Ele é triste. Ele anda que nem um mendigo. É tipo um andarilho. Demos a maior bronca nele”, contou a sobrinha.
Curiosamente, Gonçalves estava tomando pinga com os amigos em um posto de gasolina próximo ao atropelamento na noite de domingo. “Ele passou a noite inteira bebendo pinga. Um amigo dele ouviu no rádio que ele tinha morrido e avisou-o”, disse Rosa. “Deu um alívio, mas essa é a segunda vez que ocorre isso”, revelou a sobrinha. De acordo com ela, em outro acidente, os parentes foram chamados para reconhecer o corpo, que não era de Gonçalves. “Não chegamos a fazer o velório. Mas na terceira vez ele vai ficar sozinho. A gente tem medo, porque ele sempre anda bêbado naquela pista”, ressaltou.
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