Os 14 departamentos da prefeitura foram suprimidos em três “supersecretarias”. Uma delas foi assumida pela mulher do prefeito de Astorga
TV Cultura
Prefeito cria "supersecretarias" e nomeia a mulher dele
O Ministério Público (MP) investiga a criação de “supersecretarias” pela Prefeitura de Astorga, no Noroeste do estado. De acordo com o promotor Lucílio de Held Junior, o prefeito Arquimedes Ziroldo (PTB) fez uma manobra, por meio de uma lei aprovada pelos vereadores, para que a mulher, Maria Edna Guizilini Ziroldo ocupasse a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social, que conglomera os Departamentos de Educação, Saúde, Cidadania e Desenvolvimento Social; Cultura e Turismo; e Esporte e Lazer.
Segundo o promotor, se a criação das "supersecretarias" não é ilegal pode ser considerada imoral. “Quatorze departamentos foram suprimidos nessas três secretarias. A prática não é ilegal porque os vereadores aprovaram a lei, mas é totalmente imoral. Os diretores dos antigos departamentos foram mantidos e o salário da mulher do prefeito é de quase R$ 5 mil. Vencimento muito alto para uma cidade como Astorga. Estamos investigando o caso e estudando a hipótese de instaurar uma ação civil pública”, disse o promotor.
O prefeito informou que não houve criação de "supersecretarias", mas a implantação de uma reforma administrativa que já estava prevista no plano de governo apresentado à população. Segundo ele, com as novas secretarias houve redução dos 229 cargos comissionados para 58. Os cortes teriam trazido redução de custos no pagamento dos funcionários em aproximadamente R$ 50 mil por mês. “Não existe nepotismo”, resumiu
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