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Pessoas que fazem a diferença

Finalistas

Projeto: Grupo de Teatro Faz-de-conta

Responsável: Carine Rossane Piassetta Xavier

Instituição de Ensino: Escola Municipal CEI Eva da Silva


Problema:

Provocar a criatividade, auto-expressão e a imaginação do aluno quanto ao conhecimento de si próprio e na relação com o outro, com a realidade e com o ambiente escolar. Desenvolver mentes imaginativas visando desenvolver nos indivíduos a capacidade de articular idéias, buscando maior repertório cultural e vivência sensível.


Ação:

A professora fez uso das artes cênicas criando o grupo de teatro Faz de Conta, para crianças e pré-adolescentes na faixa etária de 7 a 10 anos, com leitura detalhada de textos pelos alunos; pesquisa corporal e gestual na busca do personagem; marcações de cena e troca de papéis; cenas e ensaios; apresentação e recebimento de críticas positivas e negativas do público. Os alunos experimentaram diferentes possibilidades de representação cênica através de elementos próprios ao teatro.


Resultado:

Além de desenvolverem formas de representação pessoal com liberdade, a ação resultou em melhor desempenho escolar, fazendo os alunos ultrapassarem o rótulo de leitores funcionais. Promoveu cidadãos atuantes, participativos e com conhecimento diversificado e lúdico. O processo criativo trouxe desenvoltura corporal, dinamismo e aprimorou a gesticulação vocal, ensinando-os a terem uma postura profissional e educacional eficiente.


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Projeto: Tênis para todos: uma nova cultura começa na Escola

Responsável: Carlos Eduardo Pijak Junior

Instituição de Ensino: Escola Municipal Miracy Rodrigues de Araújo


Problema:

O Tênis de campo, em sua origem, foi criado e praticado por pessoas que ocupavam um lugar privilegiado na sociedade: a elite. Por esta razão, a atividade não era uma prática comum aos alunos da Escola Municipal Miracy Rodrigues de Araújo, no Bairro Novo, em Curitiba. Também não havia muitos projetos esportivos na escola, com oferta de atividades gratuitas, possibilitando atividades de contra-turno para os alunos que os tirassem do perigo das ruas e melhorassem na formação humana.


Atividade:

O professor de Educação Física da rede municipal de ensino na cidade de Curitiba, Carlos Eduardo Pijak Junior, desenvolveu o projeto "Tênis para todos: uma nova cultura começa na Escola", que teve seu início na escola Miracy, utilizando materiais adaptados como raquetes de madeira e plástico, e bolinhas usadas, adaptando o jogo para implantação da modalidade nas aulas de Educação Física dos alunos. Com os resultados obtidos nas aulas de Educação Física, foi convidado a ampliar as ações e hoje o Tênis está inserido em 15 escolas da Regional Bairro Novo, contemplando aproximadamente 3500 crianças de 3 e 4 séries. Também criou uma escolinha de Tênis, gratuita a toda comunidade, que hoje conta com 130 crianças e jovens, onde além de ensinar a jogarem tênis, oferece uma atividade aos alunos em seu tempo livre, para que os mesmos não fiquem ociosos e expostos aos perigos das ruas e das más companhias.


Resultado:

O projeto modificou a prática e estilo de vida dos alunos e da comunidade. Com as atividades houve significativa melhora no comportamento e rendimento escolar destes e recuperação de alguns alunos considerados problemas, com comportamento inadequado. Na comunidade ao entorno da Escola Municipal Miracy Rodrigues Araújo (a escola onde o projeto já foi iniciado a mais tempo) o Tênis já faz parte da cultura das pessoas, sendo uma das atividades esportivas praticadas por estas. A partir da escolinha foi descoberto alguns talentos que hoje já disputam torneios oficiais, conquistando títulos inclusive em outras cidades, já que os alunos participaram de competições fora de Curitiba.


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Projeto: A arte de sentir a arte

Responsável: Diele Fernanda Pedrozo de Morais

Instituição de Ensino: Instituto Paranaense de Cegos


Problema:

É possível ensinar desenho a crianças não-visuais? A partir desse questionamento a professora percebeu que a tão comentada Educação Inclusiva - que prevê o ensino a todas as crianças independente de suas condições físicas, intelectuais, sociais e emocionais - não vinha acontecendo a contento, e decidiu encarar o desfio de ensinar a arte do desenho às crianças cegas.


Ação:

Com a adaptação no uso de materiais comuns em sala de aula, como alfinetes, cola, giz de cera, linha de nylon, E.V.A e lã, a professora desenvolveu um método de ensino das artes ? mais especificamente do desenho - para alunos cegos. O novo método previa a realização de atividades de percepção de imagens táteis e o desenvolvimento da representação gráfica dos alunos. Isso sem contar com as atividades externas, como um passeio ao Litoral para participar de uma oficina pedagógica de arte paranaense, e visitas a museus com ações educativas realmente inclusivas. As ações permitiram que os alunos, através de suas experiências com o mundo, criassem imagens utilizando todos seus sentidos.


Resultado:

As atividades realizadas dentro e fora da escola, aumentaram o referencial de imagens dos alunos, que hoje não representam apenas os objetos que cabem em suas mãos, mas criam suas próprias representações de montanhas, casas, mar, céu... As dificuldades encontradas não impediram o conhecimento, pois essas crianças se desenvolveram integralmente, superaram suas limitações e afloraram as potencialidades.


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Projeto: Piá na Roça

Responsável: Dimas de Mello Braga

Instituição de Ensino: Escola Municipal Piratini E. I. Ensino Fundamental


Problema:

Foi percebendo a ociosidade de amplos terrenos, tanto na escola, quanto na casa de alguns alunos, e tentando vencer o preconceito intelectual de que o trabalho com a terra requer apenas "força braçal", que o professor teve a idéia de iniciar o projeto Piá na Roça, cujos objetivos ambientais, pedagógicos e sociais vieram de encontro às necessidades da comunidade.


Ação:

Além das hortas na escola e nas casas dos alunos, (muitas feitas por eles mesmos, com o envolvimento familiar), nos espaços ociosos da escola, foram implantados dois pomares com frutas nativas e tradicionais, apelidado carinhosamente de "Jardim de Frutas". Os alunos aprenderam ainda sobre jardinagem, compostagem, plantas medicinais e arborização do bairro. Visitas ao Centro de Estudos de Solos da UFPR, ao Museu do Lixo, aterro sanitário da Cachimba e mananciais, também fizeram parte do cronograma de atividades do projeto, enriquecendo o aprendizado dos alunos.


Resultado:

Desenvolvimento da consciência ecológica, lições práticas dos conteúdos escolares e de temas da atualidade como Meio Ambiente e Cidadania, reflexão acerca do consumo e do desperdício e aproximação entre os pais e a escola, foram os principais dos muitos resultados que o projeto proporcionou não só aos alunos e suas famílias, mas também à escola, ao professor, e ao meio ambiente.


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Projeto: Correspondência Intercidades

Responsável: João Amauri Palhano

Instituição de Ensino: Escola Estadual Eurico Batista Rosas


Problema:

Turmas de 5ª e 6ª séries indisciplinadas, com alunos irreverentes com colegas e professores e desmotivados para a aprendizagem da língua portuguesa foi o cenário encontrado pelo professor, cujas práticas pedagógicas sofriam resistências ou não eram bem recebidas pelos estudantes.


Ação:

A partir da constatação da alta circulação de bilhetinhos em sala de aula, o professor percebeu naquele fato a necessidade de maior interação entre os alunos. Para reverter a realidade da escola, estabeleceu a ferramenta de correspondência postal entre alunos de cidades diferentes, Carambeí e Ponta Grossa. Com o consentimento das diretoras, propôs o intercâmbio de cartas entre estudantes.


Resultado:

Com este instrumental prático das cartas,houve maior interesse em conhecer verbos e vocabulários, e aumentaram as buscas por orientação para esclarecer dúvidas ortográficas. Perceberam a função social da escrita além das avaliações, pois ter um destinatário real fazia com que policiassem sua escrita e buscassem avançar escrevendo em maior e melhor qualidade. Mais interessados, mantinham-se em uma expectativa positiva que os levavam a um maior comprometimento.


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